segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Escrito no infeliz dia da tua morte

Se houvesse um tristómetro para medir a tristeza ao longa da vida, seguramente seria este o segundo dia mais triste da minha vida. Já tive outros dias tristes. Dias bem tristes até. De desilusão, de perda, de frustração, de medo, de desilusão, de insegurança. Mas hoje, é só tristeza por tristeza. Tristeza de dor. Que me impede de pensar em soltar lágrimas…
Mas não são estas que me preocupam. Alías, nem sequer me preocupam as lágrimas da minha alma… Preocupa-me mesmo é a tua ausência! Preocupa-me ter-te perdido…
Preocupa-me que nos tenhas deixado.
E entristece-me de morte que nunca tenhas sido feliz tanto quanto merecias…
Oh… que orgulho teres feito parte da minha vida. que orgulho teres tocado a minha com a tua existência. Que privilegio ter-te acompanhado sempre…
Que fiques em paz, princesinha… anjinho do meu coração…
(e como te disse antes de ontem, vou lembrar-nos sempre crianças, a atravessar a correr campos de feno, de cabelos soltos e a rir muito!

(oh… obrigada por teres cuidado sempre tão bem de mim em crianças… desculpa se te falhei…)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Eu compreendo que Deus queira junto de si pessoas boas. A sério que compreendo! Afinal, eu também quero e nao sou Deus. Se fosse, e pudesse escolher como ele pode, também escolheria as melhores pessoas para ficarem junto de mim.
Mas, sendo Deus e com o poder de escolha, precisava de escolher sempre as minhas pessoas boas??????????
Oh... desde bem cedo percebi que nesta roda de vidas e mortes, nao podemos fugir da nossa vez... mas eu já contribui, ok?????? a minha familia já contribuiu para esse leque de pessoas boas que queres guardar junto de ti... portanto, agora, já chega, sim? vira a roda, por favor! já chega...
nao quero ser injusta... nao quero queixar-me e sentir que pode sempre ser pior... porque, pode, de facto, ser sempre pior! nao é um queixume... é um lamento. é uma dor. é, sobretudo, um pedido: agora, chega, está bem Deus?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

E ontem à noite, disse-me o M:


Mamã, quando estiveres a dormir posso ir é ante pé até à tua cama dar-te um beijinho?





:)





Um doce...
nao posso estar tanto tempo sem escrever. lembro-me se escrever tantas vezes, como se de uma terapia se tratasse. que foi, seguramente.

Entretanto, já passou o Natal.
Que é, claramente, a minha época favorita do ano. Começo a preparar tudo com mt antecendencia. A arvore, a casa decorada, a nossa aldeia de presépios e caixinhas de musica…
Depois, o espírito: Semana passada o circo, as festas de natal, a Alice no pais das maravilhas em Patins, a ida à baixa do Porto à noite comer castanhas e ver as luzinhas de natal (bem menos este ano)
Separamos presentes para dar a outros meninos, compramos os nossos, embrulhamos, colocamos debaixo da árvore. Esperamos pelo Pai Natal ao som de musicas e de um espectáculo infantil. Sempre com o calor da lareira.
Este ano, o 24 foi em nossa casa. Foi uma festinha que deu trabalho. Muito tempo de cozinha e de mesa:) mas foi sobretudo uma festinha de coração cheio. Com os meus amores maiores. Com as minhas pessoas favoritas. Correu, pois, bem, como não podia deixar de ser.
A única sombra… vá, nem vale a pena escrever sobre ela neste contexto. Foi um Natal especial, com todas as pessoas de quem gosto por perto e vivas. E é assim que o quero recordar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A melhor declaração de amor vai para...

Ontem disse-me o J.
- Sabes, mamã, no trabalho da minha escola para o Natal, o que é eu disse da mamã é que "amoro-te"
- Amoro-te, filho?
- Sim, amoro-te minha mamã lindinha

(don't ask:) deve ser uma fusão de amo-te com adoro-te...:))

segunda-feira, 28 de novembro de 2011



E por entre balizas de dor, um jogo bom que podemos controlar: O primeiro "torneio" de futebol dos meus bebés. Podem nao ter acerteado com a baliza do adversário, mas esta mamã esteve inchada de orgulho do principio até ao fim:)
Por muito que queira, nao consigo deixar de chorar.
Cancro é uma palavra má. que doi no corpo e na alma. que mata o sorriso e a alegria. e que, só por existir, cria lágrimas nos olhos de quem a sente.
Eu acho, muito honestamente, que a minha vida já foi suficientemente afectada pela maldade que a palavra encerra. Mas, vá-se lá saber porquê, parece que nao.
E pessoas de quem gosto muito continuam a sofrer horrores à sua mão.
Bem sei que nao é propriamente a minha vida a afectada... que sou egoísta por o pensar... que a vida de quem fica doente é que é realmente invadida pelas metásteses da merda duma palavra que muitas das vezes mata. mas nao é mesmo por mim que fico triste... é pelas pessoas de quem gosto tanto, tanto...
quem me dera que isto fosse para longe...
É que já sofremos todos o bastante, sabem?
já era de pôr um ponto final...
e por entre palavras de alento e olhares de encorajamento, a raiva... já chega, está bem?

DESTA VEZ VAI SER DIFERENTE!
O P.:
Mamã, queres vir ver a minha abóbora prima?

LOL

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Este fim de semana foi um fim de semana de teatro com a "menina do mar". Giro, a valer muito a pena.
E da chegada do Natal. fizemos a arvore, colocamos uma estrela nova no topo (escolha do M.), o P. colocou as luzes, o J. colocou algumas das bolas, e todos pusemos os chocolates e demias bolas, bonecos e afins.
Ficou gira a arvore, digo eu. Gosto mesmo muito do Natal. Montei, para além da arvore a nossa "aldeia de natal", com todas as caixas de musica que fomos juntando ao longo dos ultimos anos e que cada vez é mais dificil de encaixar:)
Um bom domingo este.
Cheio de momentos felizes e de tradição. Antecipamos um bocadinho a chegada do natal, é certo, mas temos já os nossos corações inundados desta magia tão particular...

Sobre a educação

A tarefa de educar é difícil

Percebo, por isso, quão mais confortável é nada dizer. Não pensar. Não fazer. Não se preocupar.
Percebo e algumas vezes (poucas, mas algumas ainda assim), apetece-me desistir.
Naqueles dias em que até de mim me canso, em que me ouço dizer não e não e mais não e me vejo a tomar decisões difíceis e incómodas, era tão mais fácil desistir.
Educar dá trabalho. E dores de cabeça, e faz-me, tantas vezes, doer o corpo e a alma.
Queria saber tudo de cor. Queria ter nascido a saber ser mãe. Queria ter alguém que me dissesse, com segurança absoluta: vai por ali. E eu ia…
Porque é tão mais dificil decidir. Escolher qual o caminho…
E sempre com a sensação de que o tempo passa e é agora que podemos intervir. É agora que podemos encaminhar. É agora que podemos ajudar a natureza e dar um empurrãozinho na formação de adultos sério, equilibrados e felizes.
Tenho a sorte de ter três meninos doces e bons. Doces e meigos e inteligentes. Mas não tenho a veleidade de achar que são perfeitos. Claro que não são. Não são os mais inteligentes, nem os mais bonitos nem os que dançam e cantam melhor, nem os mais organizados, nem os mais limpinhos (de longe, aliásJ) nem os mais obedientes, nem os mais nada…
Mas são meninos bons. E são os meus meninos. Que nasceram de mim e vivem agora em mim. E que, não tendo a sorte de terem uma mãe perfeita (Deus Meu… quão imperfeita sou eu enquanto pessoa e enquanto mãe…), têm pelo menos uma mãe que se preocupa. Que não é, nunca, omissa. Que toma decisões, que diz não, que encaminha, que tenta encontrar soluções.
Que luta todos os dias para encontrar o equilíbrio entre mãe amorosa e mãe educadora, entre mãe liberal e mãe que impõe limites…
oh… seca… tão mais fácil se eu fosse perfeita…