sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

À J.


As pessoas nao páram de me surpreender, é o que vos digo. E eu, por mais que tente, continuo com ideias pré-concebidas... Merda! mas será que nunca aprendo????

Isto a propósito da minha querida amiga J. Mas como é que nao sabia que tu escreves tão bem?

Ler-te hoje, lavou-me a alma... Os processos de mudança são isso mesmo, sim. Processos. lentos, sofridos, mas que chegam a um fim (e isso, minha amiga, posso eu garantir-te:))

Por ti, por nós, nao o teu texto, mas o outro que referes. Gosto muito também.

Bjs, de coração.


"recomeça se puderes

sem tristezas e sem pressas

e os passos que deres

nesse caminho duro do futuro

dá-os em liberdade.

Enquanto nao alcances

nao descanses

de nenhum fruto queiras só metade"

(Miguel Torga)



(Nao merecemos menos que ser felizes por inteiro, digo-te eu!:))


I.
Ultimo dia de 2010. Adormecemos os quatro na mesma cama, acordamos juntos na mesma cama. Com beijos e abraços e agradecimento à vida por nos termos, por termos pessoas tão boas à nossa volta, por estarmos em e sermos uma familia.

II.
Ultimo dia de 2010. Sem ti, que estás no céu. Nunca, nunca deixo de te pensar. Na sorte que foi ter-te reencontrado e ser tão imensamente querida por ti. No quão bem me fizeste sempre e no tão injusto que é nao estares aqui a terminar mais um ano numa vida que tu querias tanto.

III.
Ultimo dia de 2010. Com a familia de sempre, que são o nosso amparo e o nosso refugio. Que nos enchem o coração

IV.
Ultimo dia de 2010. Com os amigos. Os meus amigos que são (desculpem-me os outros) os melhores deste mundo e arredores. Sem voces nao seria o que sou, nao teria sobrevivido até aqui (ou então sim... mas nao seria a mesma coisa:)). Agradeço tanto (tanto) à vida ter-vos no meu caminho

V.
Ultimo dia de 2010. um beijo. de Klimt.

VI.
Ultimo dia de 2010. Eu, em mim. Que nao seria sem o enquadramento anterior. Que nao seria sem todo o passado dos ultimos 36 anos da minha existencia. Saudades do meu Pai, num imenso obrigada pela infancia, pelo carinho, pela ternura, pelo exemplo enquanto pessoa e pelo exemplo enquanto amor pela minha mae. Obrigada aos dois que me fizeram ser como sou e me mostraram que o amor, num casal, vale a pena e me ensinaram, ainda, e pelo seu exemplo de vida, a ser mãe.

Eu, em mim. E nos outros. Mais atenta. Mais aberta a aceitar os outros para que me possam aceitar a mim também.

Com tantos defeitos ainda. Mas a tentar ser, todos os dias, uma pessoa melhor.

Eu, com fé. Em mim, em nós, nos outros, na vida. Apaixonada, sempre. Pela dádiva do presente e pelas surpresas do amanhã. Com fé em 2011 e em todos os outros anos que hão-de vir.

Eu, galinha, com os meus pintainhos. Nao sei ser ou existir de outro modo. Tão, tão abençoada por os ter na minha vida. Por me terem acontecido exactamente estes filhos. Por nao ter desistido de nenhum deles, apesar dos pesares e por eles serem tão perfeitos (para mim) como são.

Eu, mulher. Menina. forte e frágil em busca de um caminho. o meu. interior.

Em ultimo dia de 2010, equilibrada. serena. em Paz. abençoada. Amor no coração e na ponta dos dedos que aqui escrevem palavras de esperança. de Crença. Na vida. Just like that...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010


O que eu acho esta rapariga bonita...

E o que eu gostava de ter uma fotografia assim...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


Hoje, em quase final de ano, apetecia-me falar sobre o amor. Mas a verdade é que, por muitas opiniões que tenha sobre quase tudo, acho que sei muito pouco ou quase nada sobre o amor.


Nao por falta de afectos mas por incapacidade de falar sobre ele. De o teorizar.


Gosto de pensar num poema de Eugénio de Andrade, acho, que diz: "O amor é uma ave a tremer nas maos de uma criança. Serve-se se palavras por ignonar que as manhãs mais limpas nao têm voz." Nao sei se é bem assim o texto. é dos meus preferidos desde sempre, daqueles que memorizei há mais de dez anos e que continua cá, por isso é normal que as palavras já nao sejam exactamente estas.


O que me leva ao cerne da questão. As palavras. Porque as palavars são ditas e são gastas. Logo eu que gosto tanto de palavras... mas dizem-se e repetem-se e voltam a dizer-se. Gastam-se pelas vozes, pelas manhãs e pelas noites. E, a final, o que mais importa, nao é o que se diz. É a tal ideia genérica que fica, como o tal poema cujas palavras podem nao ser exacamente aquelas... Mas a ideia está lá:)


O amor é isso. Falta de palavras. Passeios de mar e de chuva. E de sol. Fotogramas analógicos. Memórias (do que foi e do que há-de vir). Histórias. estórias. sussurros. Pele. Cheiro. Instinto. Mãos. pés. imagens. ternura. companheirismo. Viagens (curtas e compridas), pela vida. Sensações. experiencias. surpresas. flores. estrelas. borboletas na barriga e no coração. luz (muita, muita luz). cores e sabores. sobrevivencia. amizade. arrumações em conjunto. aborrecimentos. zangas que passam. amuos. reconciliações. sorrisos. danças. canções. silêncios (dos que falam e nao dos que afastam). gargalhadas. Choros. esperanças. conversas. conversas. mimos. ajuda. delicadeza. fragilidades. forças. no melhor e no pior. nao abandono. porto seguro. chama. e serenidade. Nós (mais que a soma do eu e do tu). interesses. gostos. liberdade. limites. respeito. e lua. e tantos abraços.


E pronto. Gastas estas palavras, sobrarão outras que nao saberei dizer...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Familia de abraços


Dia 26 de Dezembro fui à missa. Sendo eu uma menina do coro isto nao devia ser propriamente novidade, mas a verdade é que desde há muitos anos me fui afastando fisicamente de Deus. Nao de coração, mas apenas de local. E dia 26 fui.

Nao só por mim. Mas também por mim. e o Padre falou-me ao coração. Sim, eu acho que o segredo está no Padre:) Nas palavras que diz e que nos chegam. Ou nao.

Este falou sobre a familia.

sobre o sentido de ter e de ser familia. nada do que disse é novidade para mim, naturalmente. Mas foi bom ouvi-lo falar.

Quem me conhece sabe que ligo pouco ou nada a laços de sangue. Os laços que a mim me prendem, são laços de amor. de convivio e de amizade. feitos de risos e de lágrimas e de abraços. laços feitos na segurança do querer bem, independentemente do sangue que escolheram para nós.

Por isso, o meu conceito de familia é um conceito alargado. da familia de sangue, apenas os que estão no meu coração. E os outros que eu escolhi para minha familia. com laços de ternura, de amizade, de carinho, de sobrevivencia, de partilha, de limpeza de lágrimas, de histórias, de passado, de futuro, de vivencias, de experiencia, de sofrimento, de alegria, de memórias, de afectos.

A minha familia é uma familia de abraços. A quem vou amar e cuidar. Sempre. A nossa familia é aquela onde temos o nosso coração.

Sobre o nosso natal


Risos. canções de natal. circos (dois no mesmo dia). brinquedos. fantasias. rabanadas feitas a muitas mãos. familia. amigos. abraços e orações.

Mais risos. e choros. mãos sujas. cansaço. pernas entrelaçadas pelas noites. doentes (mas pouco e rápido). Pai natal disfarçado (Mal disfarçado segundo o P.). mesa cheia de tudo e de nós. Mensagens, votos natalicios. missa. Maior proximidade fisica a Deus. agradecimentos. E mais risos. E regressos. e Mae galinha com pintainhos debaixo da asa, como deve ser. feliz. felizes. Saudades compensadas com beijos. Mais risos e mais mãos. Anjos no céu. E uma estrela de Natal.

Abençoados. Vivos. Juntos. Foi Natal nos nossos corações.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010



E percebes que há dias em que é mais dificil estares sozinha, quando acordas doente, com dores no corpo e com vomitos e, ainda assim, tens de levantar, lavar, vestir, dar pequeno almoço e mimar três filhos lindos que nao entendem o conceito de "a mamã está doente".


:(

Nao estou habituada a não me sentir bem... seca!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

S., para ti


E agora em especial para a S., do blogue "um t3 pr cinco":

Minha querida, nao posso deixar de te dizer que és uma das boas pessoas que encheram a minha vida este ano. pela forma como escreves, pela forma como te dás aos outros e pela proximidade que de ti sinto de cada vez que te leio.

Ver-te e falar-te foi, apenas, natural. Como se fossemos amigas de há anos que se encontram para almoçar e partilhar coisas do seu dia a dia.

Sinto-te muito proxima pelo que és e pelo que sentimos de modo tão similar...

Até na história do grupo coral, já viste?

Muito obrigada por teres disponibilizado horas (sim, foram horas:)) do teu tempo tão ocupado, para estares comigo. O abraço que te dei no final foi, para que saibas, um abraço de amiga.

Estás no meu coração!

A brilhar


Antes de falar sobre o bom fim de semana que tivemos, um parentesis:
para falar sobre este ano que está a terminar e que, curiosamente, tem tudo que ver com o fim de semana que acabou.

Ano passado nao foi um ano bom. Foi um ano de desiquilibrio, de redescoberta, de perdão, de encontros e desencontros. Foi, sobretudo, um ano intranquilo, assim tipo o voo dos pássaros.

E a minha ultima decisão do ano de 2009 foi fazer com que o ano de 2010 fosse um inicio. do meu reequilibrio. da minha serenidade.

Ora, 2010, foi tudo menos um ano sereno, completamente ensombrado por perdas muito, muito dolorosas.

Foi, apesar disso, um ano de alguma estabilização emocional. de reencontro comigo, com a minha pequena familia, de organização da casa e dos afectos.

Ano de decisões, de tomada de posições. De volta ao estudo, de volta a coisas que sempre quis e gostei de fazer. de volta a mim em tantos e milhentos aspectos.

Mas foi, sobretudo, um ano de pessoas. Das que já estavam na minha vida e das novas que apareceram.

Um ano que pessoas boas que fazem com que eu pense que, vai-se a ver, e tudo tem uma razão de ser. Pode nao ser obvia, mas há-de aparecer.

De repente, em final de ano, naquele que poderia ser (ainda nao é, mas há-de ser) um balanço, só me apetece acreditar que tudo vale a pena quando a alma nao é pequena. E, acreditando eu que a minha alma é grande, acredito também que tudo valeu a pena.

E tudo isto a propósito do fds, exactamente pelas pessoas.

Pelos meus filhos que são doces e ternurentos, pela minha irmã de quem estou cada vez mais próxima, pela minha mae que continua a ser o meu anjo da guarda, pelo V., que continua a ser o nosso melhor amigo, pelos pais dele que continuam a ser a nossa familia, pela S. que deu, ela sim, calor ao meu sábado em Coimbra, pelos dois P., pela familia deles, pela P. que tem sido sempre, tão sempre, o meu ombro, pelos adormeceres e acordares de um fim de semana sereno como o sol de inverno. Que nos aquece o coração.

E, sendo eu uma menina de fé, acredito que 2011 será um ano glorioso:)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

E é também por isto que a vida nao deixa de me espantar!

Hoje, duas coisas boas deste blogue:
1 - recebi os bolbos de tulipa da Mariinha, que vão ser já plantados no nosso jardim. Vão consultar o blogue dela, que é um doce.
2. A S., mãae tão desesperada como eu, com quem vou estar amanhã, em Coimbra.

E é por estas e por outras que a vida nao deixa nunca de me espantar, pelo positivo que sempre nos traz!

Beijinhos ás duas, por terem feito o meu dia mais feliz:)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


Ontem foi um dia cheio. De música, de memórias, de pessoas, de natal, de presente e de futuro.

Fizemos a nossa segunda árvore de natal deste ano. Em casa da minha mãe, com muitos pais natais e bolas à mistura.

Depois, fomos juntos ao aniversário de 25 anos de um grupo coral onde cantei há muitos, muitos, anos atrás.

Tão engraçado ter ido com os meus filhos... eu que cheguei lá com 11 anos... Senti falta do meu Pai. Que era quem me levava aos ensaios e espectáculos. Tb da C., minha amiga de alma, de sempre, duma amizade que teve uma pausa a substituir colcheias...

Podia ter sentido saudades de mim menina, mas nao... continuo tão menina ainda:) mas com tudo o que entretanto ganhei, apesar do muito que também perdi.

Sou, hoje, o reflexo que todos esses ganhos e perdas, de todo um caminho que fiz exactamente assim - caminhando.

Dia de futuro também. Futuro de mim.

No presente que é, sempre e tão só, uma dávida.


E nao é preciso mais para se ser feliz:)

...

E da vida:)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Ontem à noite tivemos a festa de aniversário do G.

Tão bom estar naquela casa quentinha, a cheirar a fumeiro (:)), com tantas pessoas boas e felizes.

Os miudos, os três, portaram-se tão, mas tão bem, que saí de lá com o coração a transbordar de orgulho:)

Com nao sei quantos comentários à sua meiguice e carinho e à minha paciencia e amor com eles.

Respondi a verdade. Que eles são amorosos, e que, por isso, nao é dificil. Ouvi em troca que, se são amorosos, a mim o devem:) E fiquei, ainda mais orgulhosa. Deles, de mim, de nós enquanto familia que nos amamos tanto.

Neste dia, que é um dia de estrelas no céu (ou seria se fosse noite e as estrelas se vissem) e que sucede ao dia aniversário da morte do meu Pai, amo-os como nunca. Com uma ternura e afeição que nao consigo escrever. Com uma intensidade que só consigo brilhar. Estou a fazer sentido?

Tão bom ser abençoada pela vida:)


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Parabéns!
Hoje é um dia especial. Nao porque fazes anos, mas porque fazes parte da nossa vida.
Gostamos, os quatro, muitissimo de ti.

Beijos, beijos e mais beijos!
Dia 01 de Dezembro, o Natal chegou a nossa casa.
Já tinha tentado entrar, devagarinho, mas como eu ainda nao inha tido grande tempo, nao lhe abri a porta de rompante.
Abri-a dia 01. Abrimo-la em conjunto, eu e eles.
Fomos a Santa Catarina passer, comemos castanhas assadas, lanchamos e, de volta a casa, fizemos a árvore e enfeitamos TUDO...
A alegria deles é indizível.
E eu, feliz por vê-los felizes.
É em momentos como este que percebo a magia de amar tão genuina e desinteressadamente. Quando o meu coração fica tão, tão cheio de ternura que nao cabe absolutamente mais nada dentro dele. Quando eu sou maior que mim mesma e os abraço no meu olhar.
São, eles, a minha vida. Nao porque são meus filhos mas porque são estes meus filhos.
Tão, tão especiais.
Hoje de manhã, para o M:
- Bem, como nao te portas bem, vou telefonar ao pai natal e dizer-lhe para nao te trazer presente!
M: - como, se nao sabes o numero de telefone dele?