quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dia da Mãe - à minha




E agora à minha Mãe:


Em 35 anos nunca tivemos uma zanga de relevo. Discordamos algumas vezes, ultimamente várias vezes, na verdade, mas nunca deixamos de nos gostar. De ser amigas. De fazer as pazes.


Porque aquilo que eu sou para os meus filhos, é a minha Mãe para mim: O meu equilibrio, o meu balanço. Porque sei que é verdadeira, honesta e boa pessoa. Com experiencia de vida e bom senso. De coração muito puro.


E, sobretudo, porque sei que gosta muito de mim. Que eu e a minha irmã somos a vida dela.


E esse gostar incondicional é muito importante para o nosso crescimento, para o nosso desenvolvimento enquanto seres humanos.


Saber que, independentemente dos nossos caminhos, das nossas escolhas, os nossos pais (infelizmente no meu caso é só Mãe) sempre estarão por detrás, como uma rede num trapézio.


Sei que não tem sido fácil ver-me crescer num caminho que nao é o mais normal. Que nao será, decerto, o sonho dela.


Mas, ainda assim, e muito embora com algumas opiniões contrárias nem sempre mudas, está aqui. Ao meu lado.


E, para mim, isso é impagável. Absolutamente impagável.


Mãezoca, meu amor (sim, também és um dos meus amores): Parabéns.


Amar-te-ei hoje e sempre.