segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Como nós de marinheiro


Meus amores,

Para que fique bem claro:
por muito que vocês me peçam para desapertar os nós dos sacos em que teimam guardar os brinquedos como se fossem tesouros,
Por muito que eu passe os meus dias a desatar os nós dos vossos cordões dos sapatos e dos fios dos casacos,
Por muito que eu passe até a ser conhecida como a mãe que desata nós e laços,
NUNCA, mas NUNCA mesmo, desfarei os nós que existem tão, mas tão fortes em nós.
NUNCA, mas NUNCA, desapertarei estes laços, deixarei fugir estas entoações de beijos dados com o carinho e a urgência de quem não sabe deixar de se amar.
Ficou bem claro?
Prometem que nunca esquecem?

É que isto é mesmo uma certeza para a vida. Daqueles Nunca que se podem dizer, com toda a evidencia de não se cometer erros de apreciação presente ou futura.

(e só a propósito de, hoje de manhã, não ter conseguido desapertar o nó de um saco plástico onde o P. enfiou uma cana de pesca de brincar…)