quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Porque a sua familia continua a ser familia dos meus filhos (e também a minha)


Ontem, dp do jantar, fui a casa dos meus sogros, levar a prenda atrasada de aniversário ao meu sogro e a prenda de anos de casamento (atrasada também) aos dois.
Faço questão que os meus filhos, apesar da separação, mantenham absoluto contacto com família paterna, que têm direito a isso!
E assim, todas as terças e quintas feiras lancham em casa dos meus cunhados, com a minha cunhada, a minha sogra e as primas (quando não estão em aulas), às quartas feiras vão para o escritório dos avós, e muitas vezes vou eu lá a casa ou vão os meus filhos almoçar/jantar com eles.
Porque a separação é entre o casal e não entre a família.
Os meus sogros, a minha cunhada, as minhas sobrinhas e a minha Tia G. (tudo do lado do V.) adoram os miúdos e esta adoração é recíproca. Nunca seria capaz de os afastar! Muito pelo contrário sou eu que muitas vezes incentivo o contacto. Porque todas as crianças têm direito a uma família e os meus filhos têm, felizmente, uma família alargada, que gosta muito deles e que os faz sentirem-se felizes, amados e perfeitamente integrados.
E, muito sinceramente, mesmo para mim, continuam a ser a minha família. Porque, reitero, a minha separação foi do V., não da família dele, que sempre me tratou lindamente e de quem eu gosto profundamente.
E, ainda que não me tratasse bem, desde que o fizesse aos meus filhos, para mim isso seria suficiente.
Como já aqui disse repetidas vezes, todas as mágoas que eu possa ter são mágoas minhas, não dos meus filhos.
Todos os lamentos que eu possa sofrer, são lamentos meus, que os meus filhos nunca ouviram. Nem tinham de ouvir. Porque uma coisa é o papel de marido/companheiro, outro o papel de pai. E mesmo nos momentos em que mesmo como Pai o V. não se portou lá mt bem (que, diga-se a verdade, foram poucos e já passaram) nunca deixei de, perante os meus filhos, lhes dizer que tinham o melhor pai do mundo, que os amava muitíssimo. Porque, mais uma vez, a minha dor não podia ser a dor deles. Nunca me viram chorar, nunca me viram triste sequer, em nenhum momento desta separação.
E, ainda que eu não tivesse perdoado o V., os meus filhos não serviriam nunca como arma de arremesso.
Muito menos contra a família dele que não tem culpa de nada…
Apesar de ser advogada, não advogo em Tribunal, pelo que não tenho nenhuma outra experiencia que não a minha pessoal. Mas tenho várias amigas juízes e delegadas do ministério publico que dizem que há processos de separação muito feios. E eu não consigo perceber isso.
Caramba! Tivemos filhos porque nós quisemos… é, por isso, nossa obrigação querê-los e fazê-los felizes. Permitir-lhes crescer em tranquilidade e não com a cabecita cheia de dúvidas…
Juro que não percebo...

13 comentários:

Jorge Freitas Soares disse...

Olá

Um post cheio de bom senso, parabéns por essa forma de pensar.

Jorge soares

carla almeida disse...

sim felicito-a por conseguir pensar e agir assim...nunca passei por isso felizmente mas não sei se pensando assim conseguiria agir em consonância...não é fácil e por isso reforço os elogios...mantenha essa força e de certeza que este post trará força a quem esteja nessa delicada situação...

mãeee disse...

Que texto bonito e cheio de amor e respeito pelo outro, pelos outros, pela história pessoal que se constrói de muitos capítulos ...
Nem me quero imaginar a passar por uma situação semelhante, mas gosto de acreditar que seria capaz de gerir a situação de forma semelhante.
Gosto mesmo muito de te ler e do que transmites por aqui
bj

Nany disse...

Gosto muito de ler o seu blog,e passo por cà todos os dias,hoje deixo um coment:

Parabens pla sua forma de pensar,penso igual tambem.

Separei-me ha 7 anos, (no mes de junho) por maus tratos,cheguei a ser assistida no hospital.Mas no mesmo ano no Natal ,os meus filhos foram passa-lo com o pai.

Tambem eles foram vitimas,inclusive o mais velho tb teve que ser assistido,Mas sempre lhes tentei mostrar o lado bom do pai.E è assim que hoje tentamos esquecer e seguir pra frente.E sempre com a familia do pai como amigos.

Bjinho desejo-lhe o melhor pros seus pequenos lindos

(desculpe o desabafo)

barrigacheiadefelicidade disse...

Ola Nany!
o seu bom senso é mil vezes superiores ao meu. Bem como a sua sensibilidade e capacidade de perdoar e amar.
Porque eu e o V. sempre nos demos bem. Ele sp foi e é um excelente amigo e um excelente pai. cometeu uma estupidez que nos custou a nossa vida em comum, mas sempre foi uma excelente pessoa e, talvez por isso, seja mais fácil para nós ter este relacionamento saudável, bom e amigo. Mas no seu caso... Está mt mais á frente e é preciso ter um coração muito maior!
Que toda a felicidade do mundo a acompanhe, a si e aos seus filhos. E venha sempre visitar-nos. às vezes falamos de coisas sérias, mas outras vezes falamos de patetices e futilidades que nos fazem sentir apenas normais...
Beijinhos muito especiais!

barrigacheiadefelicidade disse...

Olá mãe!...
gosto tanto que gostes de me ler... Porque a inversa é completamente verdadeira. Leio-te sempre e sinto-me tantas vezes identificada com os teus sentimentos.
Nem sempre é fácil admitir que nos sentimos, tantas vezes, atoladas neste papel de mãe e de todas as outras coisas que de nós esperam...
Mas há sempre dias melhores, nao é? Como os dos pic-nics em casa, por exemplo (Adoro a ideia. tb já a pus em prática lá em casa...)
Nao consigo comentar no teu blogue e nao sei porquê, mas continuo a visitar-te sempre. Fica bem!
Bjs

moca disse...

como te compreendo mas infelizmente poucos sao os que pensam assim, infelizmente usam as crianças como armas de arremesso.

Estive algum tempo separada do meu marido, a maior razao da separaçao foi ele nao saber ser pai, e nao foi por isso, que falava mal dele a mi, nem que evitava ela estar com ele, pelo contrario insistia para ele vir ve-la, para ficar a jantar com ela, para a adormecer.

Passo ca todos os dias, muito por culpa da tua maneira positiva de enfrentar a vida. Parabens

mãeee disse...

Minha queria, que bom que é recíproco!
Não sei o que se passará, porque muitas bezes também não consigo abrir o teu blog ou comentar (mas é só o teu :( )
Fica bem com os teus príncipes, que nós também já pusémos algumas das tuas sugestões em prática cá por casa ...
Beijinhos

Polar Azul disse...

Assino por baixo, as vezes que forem necessárias. Porque a beleza e a riqueza de cada um não é apenas um mero reflexo no espelho.

Edith disse...

Se um dia as coisas se encaminharem para o divórcio, quero saber agir como tu.
Bijinhos

Pai Para Sempre disse...

Querida S.

Quem me dera que assim fosse a história do meu filho Gonçalo!

Um abraço

SMA

belinha disse...

Venho convidá-la para responder a um inquérito sobre um livro infantil.Amanhã,sábado,ainda vai estar disponível para preenchimento.Se tiver dois minutos,fico grata!

Basta clicar aqui!

sandra carvalho disse...

ola:) tb costumo vir sempre aki,tal como tu estou div,ha 3 anos,infelizmente n pude esconder minha dor das minhas filhas pk o ke ele me fazia era na frente delas!mas msm assim estou sempre a batalhar pra k elas mantenham o contacto com ele,mas n tem sido facil ja ke ele parece ke tb se divorciou das filhas,(principalmente da mais velha) com a familia dele graças adeus tem sido diferente,é a minha familia!!nunca me ofenderam nem aminhas filhas por isso continuo a tratalas como se nada se passase!bjinhos e parabens pelos filhos maravilhosos ke tens!