quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cartas


As quartas feiras que vêm a seguir às terças que são feriados que acabaram comigo na cozinha a fazer massa de croquetes e recheio para a bôla de frango, para ir adiantando tudo o que tenho de fazer para a festa de aniversário que se avizinha, matam-me.
Estou cansada. Com sono. Com vontade de chegar rapidamente a casa para me cansar ainda mais a fazer mais coisas, tipo a massa dos rissóis e o respectivo recheio de atum e de marisco, para adiantar um bocadinho mais...

Mas do que eu gostava mesmo, era de receber uma carta. Daquelas manuscritas. Que vêm por correio. Que são escritas em papel de carta, com muitas letras e sarrabiscos e erros de escrita que temos de decifrar. Papel com textura, com cheiro e sabor. E com um selo que se pode retirar com cuidado e guardar (como os que eu guardava para a colecção de selos antigos que estava arquivada no anexo do quintal da casa dos meus Pais).
Uma carta com muitas folhas que eu pudesse ler e reler muitas vezes e cujo papel ficasse envelhecido pelo uso. E pelo decurso do tempo...

sim... Tenho saudades do cheiro das cartas recebidas com o coração ansioso...