domingo, 7 de março de 2010

Avó


Este fim de semana fomos a Celorico onde vivem a A., a C., o P. e a minha avó paterna, que fez anos.

Fomos para festejar um bocadinho com ela mas a verdade é que está tao velhinha que nem sei bem se nos reconheceu...

Já teve tanta vida... é triste vê-la assim. Mas sei que teve uma vida cheia e que é a prova vida de que uma vida sem preocupações é duradoura!

Sempre foi uma mulher que viveu o dia a dia. Sem ambições, sem sonhos e sem queixumes. O mundo dela resumia-se ào pequeno lugar onde vivia e às pessoas que viviam por ali. Foi raríssimas vezes ao Porto, uma ou duas vezes a Lisboa, duas ou três vezes ao Algarve (quando a minha tia G. vivia lá e nós a levamos a passar férias). De resto, nunca saiu daquele pequeno mundo. Das suas histórias de bairro pequeno, dos meninos de quem tomava conta e que carinhosamente a tratavam por "tia", do quintal enorme com uma laranjeira, da sua visão limitada da vida.

E, ainda assim, ou por causa disso mesmo, foi feliz. Nunca pediu mais. Nunca quis mais. Está velhinha, sim. Mas teve uma vida cheia do que ela quis.