Pergunto eu ao M:
- como se chamam os meninos da tua escola?
- resposta imediata: ninos! (aos berros, não fosse eu não ouvir bem...)
- E as meninas? - insisto eu.
- ninas!
(pois claro!)
- Então com quem brincaste tu hoje? (E o puto já a pensar: Que mãe chata!)
- as pimas...
(Pode ser que assim eu me cale!)
Mas como sou mesmo, mesmo chata, continuo a insistir:
- então vamos lá repetir:
- Francisco
- M: Quico
- Inês
- M:Nê
- Afonso
- M(....) - não consigo decifrar!
- Filipa
-M.: Pipa titi
Esperto o miúdo!
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Choros
Eu sabia que isto não podia durar sempre...
Ontem ficaram a chorar. Hoje ficaram outra vez a chorar...
Não deve ser fácil para o V. que os vai deixar. Não é fácil para mim que não vou com eles.
Não é fácil para os meus Anjos que não devem perceber porque é que os deixamos com pessoas estranhas...
Eu sei que faz parte. Que todas as crianças passam por uma fase de adaptação. Que faz parte do processo de crescimento, mas custa.
As educadoras dizem que depois ficam bem. Que brincam, dormem, comem normalmente.
E quando chegam a casa vêm bem dispostos! Claro que andam mais excitados. O M., sobretudo, passa o tempo a gritar e durante a noite, também não têm dormido muito bem, mas o tempo passa e assim que a rotina se instalar, vai ser melhor. Acredito nisso. Preciso de acreditar nisso.
Esta é só a primeira etapa de um processo de autonomização que vai durar anos...
Pelo menos, espero que dure anos! Não estou preparada para filhos independentes antes dos 30 anos!...
Quem me dera não estar confinada a esta cama e poder acompanhá-los mais.
Faço um esforço para ser eu a dar-lhes o pequeno almoço e para à tarde estar na sala a recebê-los quando chegam da escola, mas isso é tão pouco!
O melhor momento do meu dia é quando os adormeço.
Primeiro conversam0s s0bre 0 nosso dia, depois canto-lhes todas as canções que conhecem desde que lhes cantava na incubadora e depois dormimos os três bem agarradinhos...
Mesmo quando o V. está connosco na cama, aquele é o nosso momento. Fico completamente ensanduichada no meio deles, cada um a tentar reclamar a minha atenção e, apesar de estar pior que sardinha em lata, cheia de calor e numa má posição, sinto-me encantada.
Porque aquele é, efectivamente, o nosso momento.
Quando o P. reclama a minha mão e a põe à volta do corpo gordinho; quando o M. agarra o meu rosto entre as maõzinhas sapudas e me diz: "oh, mamã!", quando eu estico os braços para chegar a cadsa um deles e mostrar-lhes que a mãe está alí para os dois. Quando lhes sussurro amor aos ouvidos e espero que saibam que nunca, nunca, os vou abandonar.
Por isso é que que me custa tanto vê-los tristes e não poder partilhar com eles esse momento.
Ontem ficaram a chorar. Hoje ficaram outra vez a chorar...
Não deve ser fácil para o V. que os vai deixar. Não é fácil para mim que não vou com eles.
Não é fácil para os meus Anjos que não devem perceber porque é que os deixamos com pessoas estranhas...
Eu sei que faz parte. Que todas as crianças passam por uma fase de adaptação. Que faz parte do processo de crescimento, mas custa.
As educadoras dizem que depois ficam bem. Que brincam, dormem, comem normalmente.
E quando chegam a casa vêm bem dispostos! Claro que andam mais excitados. O M., sobretudo, passa o tempo a gritar e durante a noite, também não têm dormido muito bem, mas o tempo passa e assim que a rotina se instalar, vai ser melhor. Acredito nisso. Preciso de acreditar nisso.
Esta é só a primeira etapa de um processo de autonomização que vai durar anos...
Pelo menos, espero que dure anos! Não estou preparada para filhos independentes antes dos 30 anos!...
Quem me dera não estar confinada a esta cama e poder acompanhá-los mais.
Faço um esforço para ser eu a dar-lhes o pequeno almoço e para à tarde estar na sala a recebê-los quando chegam da escola, mas isso é tão pouco!
O melhor momento do meu dia é quando os adormeço.
Primeiro conversam0s s0bre 0 nosso dia, depois canto-lhes todas as canções que conhecem desde que lhes cantava na incubadora e depois dormimos os três bem agarradinhos...
Mesmo quando o V. está connosco na cama, aquele é o nosso momento. Fico completamente ensanduichada no meio deles, cada um a tentar reclamar a minha atenção e, apesar de estar pior que sardinha em lata, cheia de calor e numa má posição, sinto-me encantada.
Porque aquele é, efectivamente, o nosso momento.
Quando o P. reclama a minha mão e a põe à volta do corpo gordinho; quando o M. agarra o meu rosto entre as maõzinhas sapudas e me diz: "oh, mamã!", quando eu estico os braços para chegar a cadsa um deles e mostrar-lhes que a mãe está alí para os dois. Quando lhes sussurro amor aos ouvidos e espero que saibam que nunca, nunca, os vou abandonar.
Por isso é que que me custa tanto vê-los tristes e não poder partilhar com eles esse momento.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
o Primeiro dia -II
O primeiro dia correu bem. A educadora disse-nos que o P. não chorou e que se adaptou muito bem. o M. chorou um bocadinho quando se apercebeu que me tinha vindo embora, mas passou. Brincaram, comeram bem (pudera... comem tudo o que lhe aparece à frente...) e até dormiram!
Quando cheguei para os ir buscar (eu sei, não devia, mas esta é uma etapa tão importante na vida dos meus principes, que não posso falhar... é um drama ter de escolher entre acompanhá-los ou ficar deitada a cuidar do J. É quase ter de escolher entre o P. e o M por um lado e o J. por outro, mas confio que tudo vai correr bem. O J. não tem culpa da minha incompetência do colo do útero, mas o P. e o M também não...) estavam os dois a brincar.
O M. veio logo a correr na nossa direcção, a pedir colo e a dar beijinhos; o P., ficou a brincar onde estava e não queria vir embora...
É bem ter chegado e tê-los visto a brincar espontaneamente, sem as educadoras à volta.
Espero que não seja só o cheiro a novidade.
É tão agridoce vê-los crescer...
Quando cheguei para os ir buscar (eu sei, não devia, mas esta é uma etapa tão importante na vida dos meus principes, que não posso falhar... é um drama ter de escolher entre acompanhá-los ou ficar deitada a cuidar do J. É quase ter de escolher entre o P. e o M por um lado e o J. por outro, mas confio que tudo vai correr bem. O J. não tem culpa da minha incompetência do colo do útero, mas o P. e o M também não...) estavam os dois a brincar.
O M. veio logo a correr na nossa direcção, a pedir colo e a dar beijinhos; o P., ficou a brincar onde estava e não queria vir embora...
É bem ter chegado e tê-los visto a brincar espontaneamente, sem as educadoras à volta.
Espero que não seja só o cheiro a novidade.
É tão agridoce vê-los crescer...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O Primeiro dia - I
Foi hoje o primeiro dia dos meus principes no colégio. Tenho andado nos últimos dias a dizer-lhes que vão para a escola, que se vão divertir, que têm outros meninos para brincar...
E hoje saíram de casa felizes e contentes, de mochila na mão, porque iam para a escola!
Deixei-os na sala a brincar. Gostei das educadoras e auxiliares (ao todo 4 para 12 meninos), gostei do ambiente calminho, não me custou muito deixá-los. Porque não choraram. Depois, não sei. Espero que tenham ficado bem.
Disseram-me até já, quando me vim embora...
Estou absolutamente em pulgas! Se tudo correr bem, só os vou buscar às 2 da tarde, pelo que ainda falta um bocadinho.
vamos ver. Vamos ver.
E hoje saíram de casa felizes e contentes, de mochila na mão, porque iam para a escola!
Deixei-os na sala a brincar. Gostei das educadoras e auxiliares (ao todo 4 para 12 meninos), gostei do ambiente calminho, não me custou muito deixá-los. Porque não choraram. Depois, não sei. Espero que tenham ficado bem.
Disseram-me até já, quando me vim embora...
Estou absolutamente em pulgas! Se tudo correr bem, só os vou buscar às 2 da tarde, pelo que ainda falta um bocadinho.
vamos ver. Vamos ver.
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