segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Porque vi num outro blog e me apeteceu copiar!


Já:
Andei na catequese e num grupo de jovens
Cantei num grupo coral durante muitos anos e até na missa de domingo da RTP(!)
Fiz teatro e, com a minha personagem, muita gente chorar
Fiz rádio;
Escrevi muito bem, poesia, contos e não-só
Andei no meio do milho a correr e lembro-me disso como que fosse hoje
Chorei por amor
Fiz chorar e sofrer muito por amor
Pesei 47 quilos durante um determinado período de tempo e nunca mais lá consegui chegar (por muito que coma chocolates nunca saio dos 45, excepto em período de gravidez…)
Estive indecisa entre muitos caminhos e opções a tomar
Sofri uma perda muito grande
Plantei árvores e flores
Escrevi um livro
Tive amigos que perdi
Tive amigos que recuperei
Me enganei sobre pessoas
Dancei até nascer o sol
Fui assaltada no meio de um jardim (cordoaria, pois então!)
Estive horas ao telefone (a namorar, a chorar, a dar e a ouvir conselhos, a partilhar receitas, histórias, a estudar…)
Escrevi e recebi muitas cartas e bilhetes de amor
Me senti triste e desamparada (mas nunca desisti de me sentir melhor!)
Fui a menina mais requisitada da escola e afins(deve ser pelos cabelos loiros e compridos)
Fui injusta (mas sempre tentei remediar)
Pedi desculpa
Desculpei
Descobri novos amigos
Calquei a maior pedra que existe na cidade do Porto
Andei de parapente no Rio de Janeiro
Andei de Balão
Passei pelo Porto de side car
Quis ir dar aulas para Moçambique
Quis ter uma bimby
Quis ser actriz ou cantora famosa (…)
Apanhei uma bebedeira (mas só uma…)
Fumei (inclusive coisas menos legais… mas só mesmo para experimentar e numa fase em que raramente dizia que não a uma experiência nova)
Traí e fui traída
Menti (mas não me orgulho)
Sonhei de olhos abertos
Decidi muitos assuntos durante o sono
Tive inveja
Usei o cabelo frisado (horrível!)
Quis ser muito rica
Quis ter um filho adoptado (e continuo a querer)
Estive duas vezes grávida e não gostei de nenhuma
Me arrependi de algumas atitudes e de algumas decisões
Copiei num exame (Só uma vez, em economia 2, num tema muito pequenino que por muito que estudasse não me entrava na cabeça e estive arrependida o tempo todo)
Fiz campismo
Terminei noites a molhar os pés na água do mar com o sol a nascer
Fiz Topless
Já andei de mota sem capacete (numa insensatez que agora não compreendo)
Já vendi melões com a família de uma amiga minha na antiga estrada 125 no Algarve
Fui dama de companhia enquanto estudava
Fiquei enjoada de tanto comer chocolate
(…)
Se me lembrar mais, acrescento!






Obrigada http://www.vida-aos-sopros.blogspot.com/ pela excelente ideia…

Fim de semana


Fui ver o filme "A troca". Muito bom. Sem violência gratuita mas muito bem descrito, muito bem feito. Com uma mãe com um sofrimento muito interior. Pouco choro, poucas lágrimas, muito sentimento contido, muita dor calada que se transforma em actos heróicos. que tranformou a vida de muitas outras pessoas.
Uma Angelina Jolie demasiado magra, demasiado caracterizada, numa interpretação muito boa.
Gostei muito.
Depois do filme descobri uma baixa do porto cheia de vida.
Não sei realmente por onde tenho andado...
Parece que já é assim há imenso tempo! E eu sem saber que a baixa tinha mudado. Eu que a adoro mas só visitava durante o dia.
Que bom! Fico mesmo muito satisfeita!

Ainda não é bem a baixa de Santa catarina mas lá chegaremos.
Dos clérigos lá é só um passinho de pardal e não há-de falta muito para que todos vejam o encanto que eu vejo há muito nas ruas e ruelas do Porto.

Gostei das ruas, gostei da companhia, gostei da noite, gostei de ouvir musicas que conheço desde sempre...

As amarguinhas! alguém se lembra das amarguinhas?

Amores e não amores

O P. está doente. Vomitou ontem, depois da sesta, vomitou depois ao final da tarde já em casa e passou a noite com febre...

Acho que não será nada de especial, mas ainda assim, fico sempre com o coração apertadinho...

O que me faz pensar que, de facto, não há amores maiores e amores menores. Há amores e não amores.

E o que sinto pelos meus filhos é um amor. Assim. Amor apenas. Infinito, sem limites nem condicões, eterno.
Um amor que mesmo nos momentos mais dificeis, como aqueles em que os três acordam ao mesmo tempo e os três reclamam o meu colo e eu maldigo Deus por não me ter feito com três pernas e seis braços, me faz ter a certeza nunca, por motivo algum, eu seria capaz de os abandonar.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Morangos com açucar



Ontem os meus filhos mais velhos descobriram os morangos com açúcar.
Não os da televisão, que ainda é muito cedo para isso, mas os da imagem ao lado…
E, na verdade, ficaram apaixonados! Não sei se pelos morangos (que obviamente já conheciam) ou se pela combinação, ou só mesmo pelo açúcar, mas o certo é que aquele ritual de partir os morangos aos pedacinhos e colocar-lhes açúcar os encantou.
Comeram duas taças cheias cada um e pediram para repetir… Até o J. queria experimentar, mas não pude deixar…
Em contrapartida dei tangerina a todos…
Sem açúcar pode não ser tão bom mas foi igualmente bem recebido!
Estão finalmente uns comilões, estes meus meninos!

Aura especial????


Acabou de me dizer um colega de trabalho:
- A S. hoje está com uma aura especial…
- Aura?! Disse eu. - Se ainda me dissesse que estou muito bonita…
- Era isso que eu queria dizer, mas não tive coragem… Mas já agora devo dizer-lhe que quando entrou aqui de manhã, assim de rompante, eu só pensei: O sol acabou de chegar…


Eh, pá, eu já gosto de vir trabalhar, mas assim… vale mesmo a pena!


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sobre o Ganhar e Perder


Decidir sobre o que se quer ganhar e o que se quer perder, não é fácil.
È sempre mais fácil, apesar de tudo, quando não há outra solução. Quando se ganha ou se perde sem escolha, por não se poder escolher.
Quando essa escolha existe, torna-se muitas vezes difícil pesar na balança aquilo que efectivamente se quer.
Às vezes porque estamos cegos, outras vezes porque não estamos na posse de todos os elementos, outras vezes porque nem sequer queremos saber. Mas não deixa de ser difícil ainda assim.
Lembro-me da minha Mãe muitas vezes dizer: Quando Deus fecha uma porta, abre em seguida uma janela…
E eu nunca percebi muito bem…
Então, se Deus fecha uma porta, não devia, em seguida, para compensar, abrir um portão bem grande????
Porquê uma janela? Porquê tornar as coisas ainda mais complicadas?
O certo é que entre portas e janelas, as decisões continuam difíceis de tomar.
E não devia haver essa espécie de regra cósmica que diz que “ ganhas de um lado/ perdes do outro”…
Devia ser possível, só ás vezes, ganhar tudo. E, em compensação, em alguns momentos da vida, perder tudo…
Sei lá! Ou então se calhar é bom esta regra que vai equilibrando as nossas vidas.
Assim, sabemos sempre que não podemos ter tudo. Que não é possível ter “Sol na eira e chuva no nabal”.
A porra (que palavra feia, diriam os meus filhos…) é que quando decidimos, dificilmente podemos voltar atrás. E depois, ganhamos o que ganhamos; perdemos o que perdemos. Não há volta a dar.
E isso é o que torna essa regra cósmica tão difícil de aceitar…
Se ao menos houvesse uma outra que nos permitisse voltar atrás caso a decisão não tivesse sido o mais correcta…
Mas não há.
Por isso, o que temos de continuar a fazer é a acreditar que as decisões que tomamos são as melhores. Ou, pelo menos, as possíveis. E acreditar que não nos vamos arrepender delas. Porque se decidimos a pensar que a seguir nos vamos arrepender não vale a pena.
Temos mesmo de acreditar que o estamos a ganhar é superior ao que estamos a perder.
E ter a consciência de que, se Deus nos está a fechar esta porta, pode até abrir-nos uma janela, mas aquela porta, aquela porta, nunca mais será aberta.

Diálogos

Eu para o P., que quis levar um cãozinho de peluche para a escola:
- Como se chama o teu cãozinho?
- passarinho e borboleta.
- E vai comer do teu pão, na escolinha?
Resposta do M.: Oh, mãe! É um cão de pano, não pode comer pãozinho!

Ainda eu para o P.:
- Dás-me um beijinho?
- dou mamã, um bem gôsso! (de grosso...)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Borboletas. Porque sim.


Às vezes, à medida que vamos crescendo, vamos tendo mais dificuldade em sairmos das nossas rotinas.
E como nos sentimos confortáveis na vida que temos, nas pessoas que conhecemos, acabamos por não abrir a porta a pessoas diferentes. Não porque não merecessem entrar, mas porque custa conhecermos pessoas novas e darmo-nos a conhecer.
Deixar alguém novo entrar na nossa vida dá trabalho… implica tempo. Disponibilidade. E capacidade de perceber que às vezes vale a pena e outras vezes não. E estar disposta a aceitar precisamente isso. Que nem sempre vale a pena.
O certo é que para saber, para descobrir, é preciso abrir as asas. Abrir os olhos e os braços num convite à vida.
E, muitas outras vezes, é abrir os braços em direcção a pessoas que já conhecíamos mas que, de um modo ou de outro, deixamos num determinado momento de nós.
Pessoas que nunca nos deixaram, que estiveram ali, à nossa espera. Não no verdadeiro sentido da palavra, porque obviamente não estiveram inertes, mas porque sempre estiveram ali. Numa rua um bocadinho mais distante da nossa, mas a respirar o mesmo ar, a ver os mesmos filmes, a ouvir as mesmas músicas.
Descobrir aos quase trinta e cinco anos que há outras pessoas que valem a pena é uma bênção. Não que eu não desconfiasse, mas a verdade é que não me apetecia descobri-lo. Porque estava na minha vidinha confortável, já com tanto trabalho no meu dia a dia, que não tinha grande disponibilidade para novos/antigos voos (daqueles perdidos num determinado momento…).
E de repente, apesar do meu dia a dia (noites incluídas…) que continua caótico, passei a encontrar tempo onde não existia, a ter disposição e disponibilidade para perceber que vale a pena arriscar nas pessoas!Quase a um mês de fazer anos, é um bom presente antecipado.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Notas de fim de semana


Só uma nota de fim de semana:

1º: Está a decorrer uma feira do livro (saldo) no Palácio de Cristal. Tem livros antigos e menos antigos, tudo a muito bom preço. Claro que comprei livros para os meus principes, que bem merecem, os meus queridos!

2º. O filme "o estranho caso de Benjamin Button" é muito bom. Para além do Brad Pitt ser um regalo para os olhos e da Cate Blanchett estar lindíssima, vale mesmo a pena ver o filme. Sobre amores, encontros, desencontros e a benção de se estar vivo. De nunca se saber o dia de amanhã.
E já agora, pipocas! Não há como comer pipocas a ver um bom filme num sábado à noite.


Vão e divirtam-se!

Viagens e não só


Imagino que seja muito triste ir de viagem e não ter alguém a quem ligar para dizer que se chegou bem. Alguém que realmente nos importe e se importe connosco.
Não sentir saudades nem falta de ninguém. Não ter ninguém que sinta a nossa falta.
Não ter vontade ou pressa de regressar por não ter para onde nem para quem…
Isto a propósito de uma conversa que tive com um colega de profissão com quem já não falava há muiiiiiito tempo.
A meio da conversa, sobre projectos e expectativas para o futuro, disse-me ele que gostava de atravessar a Colômbia (seria?) de mota. Se eu também faria uma viagem assim
Eu? Não…
Teria demasiada vontade de regressar, demasiadas saudades. Três semanas são muito, muito tempo para estar fora…
Mas fez-me pensar no que quero ainda na minha vida.
E, curiosamente, não quero muito mais.
Quero viajar, sim. Mas a muitos sítios e nenhum em particular. O que eu gostava mesmo de fazer era de andar de parapente no Rio de Janeiro e isso já fiz!
Também já andei de balão, andei de avioneta…
Até já fiz um cruzeiro no Rio Nilo!
E já escrevi um livro, plantei várias árvores e tive não um, mas três filhos!
Sinto, muito honestamente, que não há muito mais que eu queira, para além daquilo que já tenho.
Porque sou, de facto, feliz com o que tenho.
O que eu quero mesmo é ter sempre vontade de regressar a casa, num sinal inequívoco de que tenho sempre alguém à minha espera e de que faço a diferença na vida de alguém.