quarta-feira, 8 de abril de 2009

A nossa visita aos bombeiros


Ainda aqui nao contei o que fizemos este fim de semana: Entre coisas coisas, no Sábado fomos visitar um quartel dos bombeiros.

Isto porque o P. e o M. adoram bombeiros e ficam fascinados com os carros, as mangueiras, os capacetes, tudo o que com eles se relaciona.

Assim sendo, e tendo em atenção a pouca vergonha que tenho, perdi essa pouca que tinha e pedi uma visita guiada aos senhores bombeiros. Vimos os quartos dos bombeiros (com cortinas e colchas em vermelho, como convinha), a vara por onde eles supostamente desceriam (pelo menos no livro que lhes leio à noite, porque na prática é mesmo pelas escadas), o bar, o salão nobre, a sala dos comandos, a sirene, entraram nos camiões, mexeram nas mangueiras, experimentaram os capacetes... e até tiverem direito a um chupa que o bombeiro do bar lhes ofereceu!

ADORARAM!

Muito curiosos estes meus meninos e eu sempre com vontade de lhes alimentar essa curiosidade.

Obrigada E., pelo contacto e F., pela paciência...


segunda-feira, 6 de abril de 2009

andar em frente


O J. percebeu finalmente que pode andar.

Já dava os seus passinhos, mas agora anda mesmo. Quase corre às vezes. Porque percebeu que consegue.

às vezes é essa a difetença entre fazer e nao fazer: Perceber que se pode. Que se consegue.

Parabéns ao meu bébé que, apesar de ser tão pequenino, percebeu a diferença e arriscou!

Numa apreciação desapaixonada de mim


Um destes dias a secretária de um colega, no dia em que me conheceu, referiu depois que a impressão dela sobre mim era que eu era bonita, com um ar sofisticado, mas muito simpática e simples.

E eu não pude deixar de pensar que devo ter desenvolvido, ao longo destes anos, uma qualquer capacidade de enganar os outros…
Porque, vamos lá ver numa apreciação perfeitamente desapaixonada de mim mesma:
Bonita – sim, acho que sou bonita. Não há muito a dizer sobre isso.
Sofiscada – Não, de todo. Mas é natural que a J., nos seus 19 anos, me considere a mim, sofisticada…
Simpática – Sou, de facto. Mas acho que à primeira vista consigo ser um bocadinho intimidante. Não sei se é minha postura, o meu tom de voz, a assertividade do meu discurso… mas há qualquer coisa de intimidante em mim, sim.
Simples – pois… eu até achava que sim, mas acho que afinal não sou tanto quanto gostaria… posso até utilizar uma capa de simplicidade mas depois, no dia a dia, nas pequenas coisas do dia a dia, percebo que há mundos que respeito mas que não compartilho, vidas que conheço mas que não quereria nunca para mim, relações que nunca equacionaria… Sim. Não sou tão simples como pensava que era. E muito menos simplória
Quanto ao resto, estou cheia de defeitos.
Sou mandona. Muito. E sou bom feitio apenas enquanto as coisas correm do modo que eu quero.
Sou muito exigente. A meu favor, diga-se que não exijo nada que não dê, mas seja como for sou exigente. Tenho expectativas elevadas e fico sempre triste quando os outros não correspondem a essas expectativas.
Sou fria. Não acho que não seja meiga, de todo. Sou até muito mimada e adoro dar e receber mimos, mas só quando tudo está perfeito. Se não estiver, sou muito fria. Nos gestos e nas palavras. Nunca sou melosa. Não sei sê-lo.
Não lido bem com falta de inteligência. Nunca poderia ser amiga de alguém que não considerasse inteligente, alguém com quem eu não pudesse conversar.
Cada vez mais percebo que o meu respeito pela diferença é exactamente isso: respeito. Não propriamente vontade de conviver com ela.
Sou cheia de defeitos, sim.
Mas tenho uma qualidade, digo eu: Sou honesta. Comigo e com os outros. Com a vida. E isso permite-me olhar para os meus defeitos, compreendê-los e tentar ser melhor.
E com os meus filhos, por eles, acho que tenho conseguido. Apesar de tudo, não sou tão intransigente como quando tinha 18 anos. Apesar de tudo consigo perdoar, que é coisa que eu não saberia fazer se os não tivesse.
Apesar de tudo, sou boa pessoa.
E espero que isso faça toda a diferença…

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Já aqui disse muitas vezes que gosto muito de escrever. E que, há alguns anos atrás, escrevia realmente bem.

Hoje, fui mexer nos meus baús de memórias e apeteceu-me passar para aqui um texto muito, muito simples, que escrevi em Janeiro de 1997. Aqui vai ele:


"Que o vento fosse uma história que eu te pudesse contar,

em murmúrio, como a areia, em tempo de ir contra o mar.

Que o sonho fosse uma pauta que eu soubesse entoar,

sem passado ou memórias para o teu sono embalar.

Que a noite fosse um poema onde eu pudesse dizer:

Sê menino e adormece... que eu te hei-de proteger"


Para nunca esquecer que há poesia em mim.


Aquecer água no microfone

Esta tenho mesmo de contar antes que me esqueça:
Ao jantar o M. pediu-me água directamente do "bico" do frigorífico. Disse-lhe que nao podia se, que a àgua saía muito fria e que lhe faria mal.
Respondeu-me ele: então põe no microfone, Mãe!
- onde????
- No microfone, mamã! Aquece no microfone....

E pronto. Depois de uma gargalhada, lá pus a àgua no microondas/microfone, para ficar mais morninha...

Surf


É oficial:

Vou começar aulas de surf!

Porquê surf? Porque não?

É certo que deve estar um frio de rachar, é certo que vou cair muito, é certo que nem sequer sei nadar muito bem, mas... e daí? Nunca fui de fugir a desafios...

E há-de ser outra experiencia para me enriquecer! Nao só no que ao surf diz respeito, mas também em relação ás pessoas com quem vou partilhar estes episódios que, muitas e muitas vezes, hão-de ser hilariantes...

E pronto: depois do ginásio (ainda nao desisti!...), o surf. Quem sabe a seguir volto à pintura, verdadeira paixão e já com tantas saudades...

É mesmo bom perceber que estamos vivos, com projectos, com sonhos, com vontades, com perspectivas...

Bom fim de semana a todos!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Desafio com 1ª letra do nome próprio


Esta coisa dos desafios é gira. Porque nos permite dizer uma série de coisas sem pensar muito nisso...

Então aqui vai mais um, desta vez com a primeira letra do meu nome:


1. Como te chamas? S.
2. Uma palavra de quatro letras: sapo (das histórias de príncipes e princesas, claro está)
3. Um nome masculino: Sérgio (não gosto muito, mas é o que há)
4. Um nome feminino: Sofia (o nome que daria a uma menina, se tivesse)
5. Uma profissão: sientista serve????, não? Então serviçal (bem chique!)
6. Uma cor: safira
7. Algo de vestir: saia
8. Uma bebida: soja
9. Uma comida: Sopa de legumes
10. Algo que encontres na casa de banho: Sanita, pois claro
11. Uma cidade: Sófia
12. Um motivo de atraso: sono
13. Um grito: Siiiiiiiiimmmmmmm!!!!!!
14. Um cantor: Sting

Ninho Vazio


Hoje falava com uma colega, um bocadinho mais velha, que tem duas filhas já na faculdade, ambas longe de casa.
Mandou-me fotografias das filhas e disse-me para aproveitar bem estes miminhos dos meus bébés, enquanto os tenho bem perto.
Está a passar, nitidamente, pelo sindrome de ninho vazio. Nota-se que está triste, meio sozinha, meio desamparada.
Mandei-lhe fotografias dos meus filhos e disse-lhe que gostava muito que ela os conhecesse.
Porque deve ser bem dificil lidar com o vazio que os filhos nos deixam...
Depois de vinte ou mais anos a viver no meio de barulho, deve ser muito complicado ouvir apenas silencio...
E eu tenho ainda a desvantagem de ter três meninos com idades muito próximas! que sairão de casa todos na mesma altura...
Mas nem quero pensar nisso! Quero aproveitar ao máximo estes meus principes que são uns doces. Com quem eu me sinto completa, perfeita, em paz. Os meus melhores momentos são aqueles em que estou com eles, em que partilho a alegria de estar, de viver, de crescer com eles.
Amo-os de paixão. Paixão que sei que nao vai terminar nunca.
Mesmoo quando estou muito bem numa qualquer situação, nada faz sentido se não os tiver por perto. Nao posso sequer imaginar a dor que seria tê-los ausentes.
São os meus filhos. Mas são também meus companheiros de vida, de ensinamento, de crescimento.

Sim, tenho mesmo de aproveitar muito bem estes meus bebés lindos...

Uma solução

Ontem, enquanto jantávamos, o P. decidiu que queria uma garrafa com água para colocar bonecos lá dentro a nadar…
A minha Mãe lá lhe arranjou uma garrafa com água para ele brincar e claro que o M. também quis copiar.
Eu, já meia zangada, disse-lhe que não tinha outra garrafa, que eles ainda iam entornar a àgua, blá, blá, blá…., ao que ele respondeu, perguntando à minha Mãe:
- Vovó arranjas-me uma solução?

J. a crescer

O J. está imensamente crescido.
Não fala ainda muito, mas já se explica muito bem. Pede comida, pede para ir para a rua, pede para brincar…
Pega no telefone, põe no ouvido e diz: cá, cá!
Põe-se em pé e dá vários passinhos sozinho;
Adora comer tudo!
Se acorda durante a noite chama pela mamã;
Adora bolas e já dá chutos e adora brincar.
Ontem, como tenho feito nos últimos tempos, logo que chego a casa dedico alguns minutos só para brincar com eles: À apanhada, às cóceguinhas, às escondidas, aos “porquinhos e lobo mau”, whatever…
Nesses propósitos, comecei a correr atrás do J. a fazer de conta que o ia apanhar e ele, muito feliz, a gatinhar, corria na minha frente para se esconder… Já percebe lindamente a brincadeira e participa….
Está um verdadeiro príncipe crescido de olhos azuis e sorriso muito, muito fácil!