terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E como se o meu dia nao estivesse já a correr menos bem, ao deixar os miudos na escola, diz-me uma mãe (que por acaso é bem simpa´tica e que por acaso também tem três filhos):
- Tenho de lhe enviar uma fotografia dos seus filhos na natação, que tirei quando fui ver a aula deles... estão tão giros..."

Odeio mães perfeitas. ODEIO!!!!!!

(e pronto... acho que a partir deste momento, vou tentar ficar um bocadinho menos mau feitio...)

Recomeçou a dar o "Glee".

E eu, que acho a história uma historieta, sem nada de grande interesse, gosto mesmo de ver. Ou antes: Gosto mesmo de ouvir. Vai daí, ontem já passava da meia noite e eu, em vez de dormir, estava a ouvir cantar o New York da Alicia Keys, numa versão estranha mas mesmo gira...

É... gosto mesmo de música:)

Em dia de pessimismo absolutamente anormal


Há dias em que um calmantezito ia tão bem...

Começamos o dia com o J. a partir um candeeiro, para além de todas as pegas entre irmãos e birras e gritos habituais da manhã. E com uma dor brutal de cabeça e uma paciencia anormalmente baixa.

É em dias como estes que eu consigo perceber um bocadinho a vontade de desistencia de rotinas complicadas.

É em dias como estes que eu percebo que o nao encantamento, o nao glamour das minhas/nossas rotinas diárias, de mãe e filhos que se levantam, vestem, tomam pequeno almoço, gritam, babam, sujam, resmungam, puxam orelhas, choram, caem, arrumam, desarrumam, voltam a gritar e a resmungar, podem assustar.

Estas são as nossas circunstancias. São a nossa vida diária. Que se compõe, em equilibrio, com beijos, mimos, abraços, convivencia, pic-nics no chão, histórias e canções, pernas e mãos entrelaçadas, brincadeiras, corridas e segredos. Mas é uma vida que se equilibra, verdadeiramente, no amor que temos uns pelos outros e que, por ele, nao nos deixa desistir. Nao nos deixa afugentar.

Dizia-me ontem, um colega da pós-graduação que me telefonou a meio do acto de deitar os miudos, que me achava uma heroina:)

Eu? Eu??????

Tão pouco heroina...

Faço, apenas, o que de melhor sei fazer na vida: Viver. Nao desistir. Amar. É nisto que eu sou verdadeiramente boa. Em nao desistir. Em ver o lado bom de todas as coisas. Em agarrar-me à vida e ao amor que sinto pelas e nas pessoas de quem gosto.

E sei, de uma certeza absolutamente segura, que esta é a nossa vida. os nossos dias e as nossas noites.

Com momentos muito bons e outros assim assim. Sempre momentos nossos que nos fortalecem enquanto pessoas individuais e enquanto familia que se quer bem.

Eu sei que nunca vamos desistir uns dos outros. Sei que nunca vou desistir desta minha familia que me aconteceu.

Mas a verdade é que o facto de já, uma vez, terem desistido de nós enquanto familia(independentemente de culpas que nao estou a atribuir nem de vontades de regresso que nao estou a considerar), faz-me pensar, em manhãs como a de hoje, se esta nossa vida nao terá sempre de ser assim. Só nossa. Para que mais ninguém venha, um dia qualquer, a desistir de nós (é que, cá para nós que ninguém nos ouve, acho que não iamos aguentar...).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


Adormeceres e acordares. Com chuva e com sol. Com mimos, risos e sabor a chocolate.

Gosto.

Caixa de música

E se eu nao puder ser mais nada, acho que uma caixinha de música está bem para mim...

E os passos que andam em frente são os que nos levam o vento. naquela brisa suave de Março. Logo depois das chuvas que antecedem os primeiros raios de sol, daqueles com cor de arco iris que aquecem o corpo e a alma (...)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


Às vezes, com medo dos meus passos.

Que me levem demasiado em frente. Ou que fiquem presos atrás.

Dificil definir o equilibrio entre o que se anda e o que se pára. Ou voltar para trás.

Raio de tempo que veio sem instruções...

Ontem tive uma reunião em Lisboa e acabei por chegar a casa já perto das 21.30h. Passei na MacDonals e quando cheguei tinha os meus tres terroristas na cama com a minha irmã.

Ora, em vez de lhes dar um beijinho de boa noite, o que fez aqui a mae galinha?

Pic-nic no quarto:)

Montamos uma toalha no chão do quarto, batatas fritas em cima de um guardanapo e humburguer e ice tea partilhados a 4 bocas:)

Posso ter ficado assim ligeiramente com fome, mas o coração ficou bem mais cheio... tão bom regressar a casa.

Depois disto, meti-me na cama com eles (explusando a titi pr o outro quarto - sorry...), cantamos canções de embalar e adormecemos os quatro de mãos e braços entrelançados.

Tão doce o regresso...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


Diz-me o M. que tu estás na lua e nas estrelas.

Sem ninguém lhe dizer nada. Mas foi ouvindo conversas aqui e ali e tirou as suas proprias conclusões.

Perguntou-me, outro dia, se tinhas morrido a sério. Se nao tinha sido como nos livros e nos filmes.Se tinha sido mesmo, mesmo a sério...

respondi-lhe que sim. o P. quis saber como, se tinhas sido atropelado... Tentei ser o mais verdfadeira possível, de um modo que consigam entender.

E ontem, disse-me o M. que estás na lua e nas estrelas...

Miudo esperto, sabes?

Porque nao há, em todo o mundo, outro sitio onde possas estar.

Saudades tuas.

Beijos até ao céu




Começamos o ano como deviamos: juntos e felizes.



Fizemos um jantar em nossa casa, onde recebemos alguns amigos de quem gostamos muito e os meus principezinhos portaram-se lindamente, tendo ficado acordados até à hora do brinde:)



Depois, dia 01, novos amigos em nossa casa. Outros, mas igualmente de coração.



E jardinagem...



Começamos o ano com sementes de tulipa. As da Mariinha (tal como prometido, aqui fica foto) e as que trouxe ano passado da Holanda, que entretanto já se multiplicaram.



Estivemos a plantar e a regar os bolbos. No fundo, no fundo, a preparar a nossa primavera que, acredito, há-de ser radiosa e cheia de flores...

E finalmente, no dia 02, outros amigos. E castanhas assadas numa tarde quente. de mãos e de alma.

A todos, que o vosso ano 2011 seja MÁGICO!