domingo, 28 de fevereiro de 2010

É preciso viver, nao apenas existir


Levo, e sempre levei, a vida muito a sério.

Nao no sentido de nao me saber rir dela, ou com ela (pelo contrário, acho que me sei muito bem das partidas que a vida nos vai pregando...) mas de a encarar de forma séria, nao leviana.

Para mim, viver é um assunto sério. Muito sério.

Com o seu quê de tragicomédia, tantas vezes, mas sério, ainda assim. Sempre.

Por isso nao percebo a levidandade com que algumas pessoas encaram a vida. Como se se deixassem apenas passar por ela. Sem quererem mais, sem darem mais, sem nada fazerem de concreto para alcançar mais. Pessoas que brincam com a vida (delas e doutras pessoas) e outras ainda que nem sequer brincam. Que se sentam à espera que ela passe.

Nao compreendo as pessoas que nao sentem o milagre da vida. Que nao entendem que, quer queiramos quer nao, passamos pelo tempo. Que hoje é o amanhã de ontem. Que nao vai voltar atrás. Que nao se pode desperdicar tempo, nem sorte, sem oportunidades, nem vida.

Nao se pode desperdiçar vida, caramba!

Tenho essa noção tão clara em mim! De querer viver. Bem, feliz comigo e com os outros, em paz. De querer aproveitar o que a vida me dá, de procurar o que eu quero, de lutar por aquilo em que acredito, de desistir daquilo que nao me interessa, de nao ter medo de chorar. De me arrepender, dar um passo atrás e dar dois em frente, a seguir, de arriscar, de seguir, de olhar a vida de frente. De a amar e respeitar sem nunca a subestimar...

O meu Pai morreu tinha eu 18 anos. Morreu porque nao teve opção. Porque teve um cancro que o impediu que ficar por cá. Mas nunca, nunca desistiu. Nunca! Nunca desistiu de lutar, de procurar tratamentos, de fazer o que estava correcto, de ter sonhos e planos para quando ficasse bom, de nos amar, a mim, à minha Mãe e à irmã, como se nao houvesse amanhã. Porque, efectivamente, pode nao haver amanhã! Para ele, os amanhãs acabaram muito cedo... E os planos e sonhos e amores.

Mas eu sei que o que ele mais queria era estar aqui connosco. Que o abandono da vida e de nós o feriu de morte. Muito mais que a doença em si mesma.

E percebi, com uma clarividência que espero poder transmitir aos meus filhos, que nao se brinca com a Vida. Vive-se!


E é por isto que nao me incomodam as rugas ganhas com sorrisos


Smile though your heart is aching

Smile even though it's breaking.

When there are clouds in the sky

you'll get by.

If you smile through your pain and sorrow

Smile and maybe tomorrow

You'll see the sun shining through For you.

Light up your face with gladness,

Hide every trace of sadness.

Although a tear may be ever so near

That's the time you must keep on trying

Smile, what's the use of crying.

You'll find that life is still worthwhile

If you just smile.

Passei este domingo da cama para o sofá e do sofá para a cama. A dormitar, a ler, a trabalhar, sempre enroscada e bem quentinha, abrigada do frio e da chuva lá de fora.

E há tanto, tanto tempo que eu o nao fazia...

Foi um domingo de reencontro. Comigo, com os meus livros, com as minhas memórias, com as minhas estórias.

E sinto que, fazer 36 anos me vai fazer bem. Sei que é apenas um dia, mas tenho grandes expectativas de que seja um dia mais que perfeito!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Vida social agitada!

a vida social dos meus filhos está numa autentica rampa de lançamento!
então nao é que depois da festa de anos no parque biológico têm, na próxima sexta-feira festa de aniversário num daqueles "parques organizados para festas onde nós pais podemos largar os nossos filhos e amigos sem que nos estraguem a casa e o jardim" que eu sei que eles vão AMAR?

Obrigada G.!
E cá vamos nós em direcção à via láctea da socialização!

Desejos

Estou quase, quase a fazer anos. 36. A meio de uma vida.
Não no sentido de vida e morte (espero eu), mas no sentido de vida útil, saudável e activa.
Felizmente tenho tido, até ao momento, uma vida feliz.
Tive uma infância do mais feliz que possa imaginar, uma adolescência sem dramas, fui excelente aluna, com excelentes amigos, tive os namorados que quis (e muitos outros candidatos que nem sequer quis), casei com a pessoa que quis, tive um casamento muito perto do perfeito (pelo menos enquanto durou, lol) tenho uns filhos mais que perfeitos, fiz viagens que me deixaram excelentes memórias, tenho um emprego que me satisfaz e onde, ainda por cima, me pagam, tenho a melhor família e, excepção feita ao facto de não ter o meu pai (que, apesar de tudo, sei estar no céu a tomar conta de nós) não tive nunca nenhum contratempo de maior.
Sempre me senti, e continuo a sentir uma menina abençoada. Que sempre tive mais da vida do que aquilo que dei. E por isso, não peço muito (sendo que, no entanto, este não muito é tudo para mim): Continuar a ter saúde, a ter um emprego que me realize, a ter os mesmos amigos bons, a mesma família, a ter os meus filhos sempre por perto e sempre bem.
Também por isso, cada vez mais aprecio o que tenho e cada vez menos aceito o que não quero.

Na verdade, o que desejo a mim mesma para os meus próximos 36 anos de vida é continuar a ser feliz.
A saber apreciar as pequenas coisas da vida. A saber sorrir com o arco-iris que aparece no céu e a inspirar o cheiro a mar que chega com o vento a minha casa, a tranquilizar-me com passear pelo meu jardim e apanhar maracujás, a descansar com um banho de imersão bem quente, a saber rir-me das tontices do dia a dia; a aprender com os meus erros e aceitar que as pessoas são todas diferentes, a amar cada vez mais os meus filhos e as pessoas que realmente valem a pena e saber transmitir-lhes esse amor (que tantas vezes não sei), a sentir paz, a saber deitar-me na relva de um qualquer jardim publico a olhar o céu, a não ter vergonha de dançar no meio da rua se me apetecer, a ser eu mesma e não perder esta minha capacidade de encontrar sempre o aspecto positivo das coisas, a ter mais tempo, a saber apreciar mais o tempo…

Sim… são estes os meus efectivos e reais desejos para os meus próximos anos de vida!
O que, verdade seja dita, nao é assim tão pouco!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sobre os presentes

Ter uma festa de aniversário tripla tem algumas características especiais. Uma delas é o facto de, em termos de presente, ser um segundo Natal.

Porque vocês nao estão bem a ver!...

Tiveram milhentos livros, homens aranhas, jogos, puzzles, pinturas, uma tenda que ocupa o escritório todo, três camiões do lixo, uma playsation, filmes, jogos, roupa.. enfim! um disparate de prendas!

Tantas, que eu e o V. decidimos guardar guardar o nosso presente para hoje, e demos-lhes, há pouco, ao P. e ao M. o quartel dos bombeiros da fisher price e o autocarro dos little people ao J.
E nao sei quem ficou mais entusiasmado: Se eles ou nós (LOL)... Porque aquilo é mm engraçado!
Quer dizer, o brinquedo do J. é naturalmente mais básico (talvez por isso ele prefira o dos irmãos...), mas o dos mais velhos é relamente giro! com mangueiras, beliches, botões para tudo e mais alguma coisa, escadas e escadotes, camião dos bombeiros e bombeiros com vários fatos à escolha, muito curtidos mesmo...
Se eu fosse miudo, também ia adorar!

Quem me dera, tantas vezes, ser outra vez pequenina...

coração cheio


M.: onde vais mamã?

Eu: trabalhar, filho.

M.: vou ter saudades tuas!


(e o meu coração tão cheio!)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sobre o aniversário


A festa (ou antes, as festas) dos meus bebés (que estão a deixar de ser apesar de, para mim, serem sempre) correram lindamente.

Tivemos cerca de 17 crianças a brincar cá em casa. Andaram de bicicleta, de carro, de skate, jogaram à bola, correram, brincaram às lutas e às fantasias, fizeram teatros, desenhos, saltaram à corda. Apanharam laranjas, limões e maracujás e,no final, nenhum dos amiguinhos se quis ir embora...

O dia esteve com sol o que foi optimo e as minhas baby sitters estiveram estupendas (obrigada maninha, C., F. e sobrinhas lindas!).

Depois das 18, a festa dos amigos e familia. Tudo lindamente também, com muitas conversas e risos e mimos.

Muitos, muitos mas muitos presentes e os meus petizes estavam absolutamente felizes!


Eu? muito cansada, mas feliz também. E de parabéns por os ter na minha vida!

Aquela àrvore


Bem sei que é uma arvore.

Linda, enorme, frondosa, antiga, magestosa... apenas uma arvore.

Mas, para mim, leva mais que isso. Leva um pedaço de nós. Mais um pedaço de nós. Mais uma memória de um abraço que se vai.

É apenas uma árvore que eu sei.

E custa-me tanto (!) deixá-la partir.