domingo, 15 de junho de 2008

Não é nada fácil senti-los a crescer. A tornarem-se menos dependentes de mim, a querem experimentar, fazer, saber, perguntar, a porem em causa, a viver....


Ainda hoje lia na Pais e filhos que se deve deixar os filhos fazer sozinhos aquilo que podem, sem a nossa intervenção...


E pensei exactamente nesse artigo quando ao vertir-lhes o pijama, o M. quis vesti-lo sozinho.


Foi com um misto de orgulho e de sentimento de perda que o deixei puxar os calções, que o vi tirá-los de novo porque tinha enfiado as duas pernas no mesmo lado e que apreciei aquele sorriso lindo do tamanho do mundo ao dizer-me:


- O M. conseguiu, Mãe!


Tão, tão lindo o meu filho.


O mais dependente de mim, de nós, das pessoas em geral. Mas também o que mais tem vontade de fazer as coisas sozinho.


"O M. faz; O M. ajuda; O M. consegue; O M. sabe, O M. busca; O M. encontra...



O P. gosta mais de ser bebé. Tem uma voz de menino mimado e adora dizer: " O P. é pequenino, não chega... dá colinho, mamã..."



É um anjinho loiro de olhos azuis (ou verdes, depende do dia) com muito mimo e alguma safadeza. Lindo, lindo...

A crescerem todos os dias e eu todos os dias a vê-los crescer....
Desde ontem decidi que o J. tem de começar a adormecer sozinho tambem.
Até agora tem adormecido ao colo, mas já está na hora, acho eu, de começar a adormecer sozinho.
Por isso, ponho-o na caminha com um ursinho com luz e musica (que já serviu para os irmãos) e espero que adormeça. Ontem correu bem. Hoje, mais ou menos. Mas é um processo de tentativa e erro.
Como o é a eduação em geral.
Também está a cescer. Quase sete quilos de gente, a iniciar amanhã as papas lácteas.
Com uma beleza perfeita, uma pele perfeita, um sorriso perfeito. O meu bebé perfeito.

A crescerem todos os dias e eu todos os dias a vê-los crescer...