sexta-feira, 5 de setembro de 2008

confiança

É impressionante como os filhos confiam em nós.
Outro dia estava num restaurante com o V. e o J. quando estava a dar um jogo de futebol, com muito barulho e muitos gritos por parte de muitos assistentes (entre os quais, claro está, o V.).
O J. é um miúdo muito sensível, muito assustadiço com barulhos estranhos, por isso, sempre que ouvia uma onda de gritos de homens histéricos, punha-se a olhar muito sério para mim, na dúvida, claramente à espera de um sinal, de um conforto meu.
Eu dizia-lhe que estava tudo bem, que não tinha mal, e ele continuava sereno.
Mas tive a nítida sensação de que se eu nada dissesse, desatava a chorar.
E esta é, verdadeiramente, uma responsabilidade avassaladora!