quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Estou a passar por uma fase um bocadinho estranha.
Acho, aliás, que me meteram assim numa espécie de episódio de telenovela mexicana com contornos africanos….
Se não fosse tão grave, até teria a sua piada…
Bom, na verdade, apesar de ser grave, tem mesmo alguma piada. Pode ser sinal de alguma inconsciência, mas não consigo deixar de achar piada…
E, apesar de tudo, sinto-me muito serena. Tranquila. Com uma maturidade que não me conhecia.
Não sou rancorosa. Não sou. Posso ficar magoada, mas não deixo que isso me corrompa.
Aceito as coisas que não posso ou não quero mudar com a naturalidade possível. Com o equilíbrio de quem está bem consigo mesma e com a vida. E para isso, não posso guardar rancores nem amarguras.
Como disse no meu ultimo post, não houve nada até hoje de suficientemente mau para me fazer uma pessoas infeliz.
Este episódio, felizmente, também não o conseguiu fazer. Até porque, olhando com racionalidade para todas as vantagens e desvantagens, depois de conhecer todos os contornos mexicano-africanos desta telenovela, as vantagens são infinitamente melhores.
Lamento não ter tido mais visão. Ter estado desatenta. Não ter conseguido escolher o melhor caminho. Ter escolhido, obviamente, o pior.
E é engraçado como às vezes basta um só momento para deitar por terra anos de boas e felizes memórias.
Um só momento. Uma só frase. E num relance, num mero piscar de olhos, percebemos a decisão correcta a tomar. Sem dúvidas, sem temores, com a certeza de que não voltaremos atrás.
E como diria Aldous Huxley:
“A experiência não é o que acontece a alguém, é o que alguém faz com o que lhe acontece.”