segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre o nosso fim de semana prolongado. E sobre a loucura de querer ter uma familia numerosa


Vejam se adivinham lá, por esta fotografia, onde foi o nosso fim de semana…
Nazaré, pois então!
Aproveitei, uma vez mais, o fim de semana prolongado, e desta feita rumamos mais a Sul.
Podia ser por causa do melhor tempo, mas não. Foi mesmo porque depois de mais de uma dúzia de locais para onde telefonei (o Gerês era o meu favorito), este foi o único onde encontrei lugar (nao percebo como se fala tanto de crise...)
Hotel Praia, de 4 estrelas, com algumas particularidades interessantes.
Uma decoração muito clean, piscina interior e jacuzzi (que aproveitamos ao máximo), a dois minutos da praia e mesmo no centro de tudo.
Apesar de ser a minha última escolha e feita por Internet, acabou por correr bem.
Os miúdos fartaram-se de jogar à bola na praia (e no quarto, verdade seja dita), de jogar ténis (com raquetes que não duraram, nas suas mãos, mais de meia dúzia de horas) e de fazer jacuzzi.
Sei que o P. e o M. adoram a piscina grande, de se atirarem à bruta para o meu colo e de eu nadar com eles em seguida, mas fazer isto, à vez, com três crianças (sim, porque até o J. reclamava que queria ir dançar comigo para o meio da piscina), é “ligeiramente” cansativo.
E se a isso juntarmos o ar das restantes famílias que continuam a olhar para mim com um misto de comiseração e de incredulidade, percebe-se que eu prefira o jacuzzi. Ou a praia…
Seja como for, vale sempre muito a pena.
E até andamos de funicular (até ao sítio) e fomos a uma festa de Santo António, com bailarico a preceito.
Têm muita sorte os meus filhos.
Porque felizmente tenho capacidade financeira para os levar de fim de semana sempre que me apetece. Ou sempre que percebo que precisam de doses extras de atenção. De lhes proporcionar momentos inesquecíveis.
Sei bem que o dinheiro não compra tudo, claro que não. Mas ajuda…
E é bom criarmos memórias conjuntas BOAS.
Como aquele momento em que eu disse ao P. que íamos para a Nazaré e ele me disse meio choroso: - mas mamã, não quero ir ver o Jesus…
Ou aquele em que entramos numa igreja e o M., ao ver um confessionário me disse:
- Mamã, podemos ir ver aquele teatro de fantoches?
Ou ainda aquele em que lhes expliquei que íamos andar de funicular (e nao comboio, nem metro) e eles me responderam:
- nao conheço essa palavra, mamã!

São momentos irrepetíveis. Que um dia mais tarde vou poder partilhar com eles: Lembras-te quando disseste….??? Lembras-te quando fizemos …?
Não sei como me passava pela cabeça viver sem filhos.
A sério.
Como já aqui repeti, nunca fui muito maternal e sempre encarei de bom grado a ideia de não ter filhos. Mas agora que os tenho, não consigo perceber como os poderia não ter.
Não outros. Estes. Estes meus filhos.
Vocês vão provavelmente achar-me louca, mas ainda não desisti da ideia de ter outro filho.
Já que tenho três, porque não quatro?
Não necessariamente biológico, mt provavelmente não biológico, mas um quarto filho de coração, sim.
Claro que tenho de, antes disso, ter a certeza de muita coisa, nomeadamente estabilidade financeira suficiente para criar sozinha quatro crianças, mas continuo a querer crescer rodeada de beijos e de abraços e de muitos mimos. Quero ter a casa cheia com os meus filhos, os amigos deles, mais tarde as suas famílias…
Vejo o meu vizinho de lado, que deve ter 4 ou 5 filhos e que, muito embora tenha uma única filha solteira, tem sempre a casa cheia.
Isso encanta-me.
Sou louca, bem sei. Mas encanta-me viver rodeada de barulho. Prefiro viver a reclamar do ruído que não ter ninguém ao lado com quem reclamar…
Essa coisa do homem não ser uma ilha tem toda a razão de ser. Nenhum homem é uma ilha. E eu, que sou uma mulher, também não sou.
Gosto de pessoas. De falar (como decerto já perceberam!), de discutir, de argumentar, de trocar ideias, de dar opiniões, de rir, de viver.
E não faz sentido viver sozinho. NÃO FAZ!
Por isso, que venha uma quarta criança! Não agora. De todo. Daqui a uma boa meia dúzia de anos. E já agora, porque não uma quinta?
Se antigamente as famílias eram numerosas, porque não agora, que tantas mais possibilidades temos????
Louca, bem sei.
Louca.
(pode ser que isto passe…)

12 comentários:

Cresce barriguita...cresce!!! disse...

LOuca não...LINDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
FANTASTICA!!!!!!!!!!!!!!!!
adorei..amei este post!!!
é como eu sinto....adoro uma casa cheia.....adorava ter mais filhos!!!
Fico feliz por estares bem e por passares momentos lindos com os teus filhotes!!
Mil beijinhusssssssssssssssss

seastar* disse...

Amiga, é isso! Quatro, cinco...seis!!!
Vai a luta, até te sentires completa!!!
Tudo se cria, sou desta opinião!!
Beijos

Filipa disse...

Que bonita loucura a tua!! Se tens vontade, sentes-te com capacidade para partilhares o teu amor e ainda tens a "sorte" de teres condições financeiras que te permitam desfrutar de tão importantes momentos de lazer, porque não?

Sou sincera ... por vezes tenho muitas saudades do silêncio porque desde que os meus filhos nasceram nunca passei sequer uma noite sem eles, o que é cansativo ... mas não me imagino a vizer sem eles ... a vida seria vazia!!!

Contudo respeito e entendo perfeitamente quem vive bem ... mesmo sem filhos!!!

Beijinho

Maria disse...

É assim mesmo!
Uma casa cheia é uma casa cheia, e sabe bem ;)
Fazer acontecer esses momentos de partilha, essas memórias de afectos é importante e fantástico!!
Beijinhos grandes

Belit@ disse...

Não és louca! És loucamente linda! Porque tens a capacidade de amar, e de distribuir todo o teu amor, carinho e atenção e querer distribuir ainda mais! Quanto mais post's teus leio, mais certeza tenho de que és uma excelente pessoa e que os teus bébés são uns sortudos, porque têm uma mãe maravilhosa, cheia de amor, de paciência e de boa disposição (também é preciso:)).

Beijo grande para vocês

Solita disse...

Olha que querida!!!

Vais conseguir isso vais ver, Um beijo grande.

Maria José disse...

Nu não és nada louca és uma grande grande mulher
adorei o teu post e não tenho mais palavras
bjokas

Anónimo disse...

Por cada post que leio, mais admiração sinto. Sinto orgulho e prazer por conhecer esta mulher de armas. Por saber que alem destas capacidades maternais ainda consegue ser uma profissional exemplar. Desejo que tenhas tudo de bom no teu futuro, porque se existe neste mundo pessoas que o merecem, tu és certamente uma delas. Beijo carinhoso.

Rainha Mãe disse...

Também eu gostava de ter a casa cheia. Infelizmente as coisas nem sempre são tão simples quanto a imaginação. Parabéns pelo amor tão lindo que demonstras nos teus posts.

Banita disse...

Eu penso igualzinho a ti! No meu caso é mínimo 3 filhos e máximo 4! Gostava mesmo era de 2 meninos e 2 meninas! Se houvesse mais loucas como nós neste mundo, decerto que este seria muito melhor e muito mais bonito! O pior é que o meu Banito nem que lhe saísse o Euromilhões queira ter mais de 2 filhos. :( Pode ser que a D. Cegonha traga 2 de uma vez, ele mude de opinião e que a D. Cegonha faça o obséquio de voltar a visitar-me numa 4ª vez! Viva a loucura de querer ter uma família numerosa! ;)
Ah e sim, essa casa precisa de outra mulher para ficar equilibrada que venha a menina, portanto!
Beijos para ti e para os teus meninos.

Piti disse...

Se o teu sonho é ter uma casa cheia e se tiveres possibilidade disso acho que fazes muito bem, admiro a tua coragem!

Viva a loucura!!(esta loucura saudável que procura o que nos faz feliz):)

somebody disse...

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