sábado, 6 de setembro de 2008

O riacho

Ontem, ao passarmos pelo Rio Guadiana, disse o P.
- Olha Mãe, um riacho!

mas onde é que le aprendeu essa palavra?????

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Como irão os meus filhos pensar em mim?

Tenho uma pergunta para todos os Pais/mães (actuais/potenciais) que visitam este blog: como gostariam que os vosso filhos pensassem em vós?
Eu, por mim, gostava que os meus filhos pensassem em mim como um ser humano completo. Que conseguissem ver, em mim, para além da minha dimensão de Mãe.
Sei que pode parecer estranho mas eu própria gosto de pensar em mim como sendo muito mais que mãe e gostava que os meus filhos percebessem isso.
Porque se há pessoas que nascem com a capacidade inata de serem mães (ou pais) - e que eu invejo profundamente! - não é o meu caso.
Nunca tive por ambição de vida ser Mãe.
Ser Mãe foi uma consequencia natural do meu crescimento, do meu amadurecimento e da vontade de eu e o V. alargarmos a nossa família, mas nunca foi uma ambição, um objectivo.
Hoje sinto-o como um estado de alma, como um cheiro impregnado na pele, mas ser mãe é, para mim, sobretudo, uma aprendizagem diária. Um esforço diário. Não no sentido de sacrificio, obviamente, mas no sentido de tentar fazer o melhor que posso.
Sigo muito o meu coração, mas também converso, partilho, leio, procuro orientações de quem sabe mais que eu.
tento ser uma boa mãe. E se não sou melhor não é porque não queira ou porque não tente. é simplesmente porque não sei.
E gostava que nesta minha constatação, nesta minha falta de capacidade materna inata, nesta minha imperfeição, os meus filhos percebessem o meu ser.
Que percebessem que para além de mae sou mulher, sou pessoa. bem disposta, alegre, de bem com a vida. Que gosta de ler e de ver filmes. Que gosta do cheiro dos pinheiros e do mar. Que adora viajar. Que gosta de ter tempo para ela. Para namorar. Para estar com outras pessoas.
Que gosta de trabalhar. Que precisa do seu espaço, da sua vida para além dos filhos.
E que isso não faz da mãe uma pior mãe. Faz da mae um ser humano.
É assim que eu quero que eles pensem em mim: como uma Mãe que gostava de ter vida com eles e para além deles. E que, nesse além deles, eles estavam, apesar disso, sempre presentes.
Quero que pensem em mim como pessoa. Que existe para eles, mas não por eles.
Fará isto, de mim, uma mãe pior????
Provavelmente...
Mas sou uma mãe imperfeita e assumo-o. Que seja. Só quero que, apesar disso, os meus três principes sejam felizes!

confiança

É impressionante como os filhos confiam em nós.
Outro dia estava num restaurante com o V. e o J. quando estava a dar um jogo de futebol, com muito barulho e muitos gritos por parte de muitos assistentes (entre os quais, claro está, o V.).
O J. é um miúdo muito sensível, muito assustadiço com barulhos estranhos, por isso, sempre que ouvia uma onda de gritos de homens histéricos, punha-se a olhar muito sério para mim, na dúvida, claramente à espera de um sinal, de um conforto meu.
Eu dizia-lhe que estava tudo bem, que não tinha mal, e ele continuava sereno.
Mas tive a nítida sensação de que se eu nada dissesse, desatava a chorar.
E esta é, verdadeiramente, uma responsabilidade avassaladora!

Estou farta de xixis e cocós!!!!!


Ainda não chegamos a meio das férias e já sei qual vai ser a grande recordação que delas vou levar: casas de banho.
Sim, porque esta história de ter dois filhos a tirar a fralda em simultâneo tem muito que lhe diga!
Apesar de estarmos neste processo deste Julho, apostei nestes quinze dias para resolver em definitivo esta questão (de preferência numa casa que não a minha, não fossem acidentes de percurso - leia-se: xi-xis n0 chão... - acontecer).
E tem corrido bem. Hoje, por exemplo, não houve nenhum xixi ou cócó fora da sanita (ou buraco na areia bem perto do mar...).
Mas é cansativo!
Passo o dia a correr, ora com um, ora com outro, para a casa de banho e a ouvir a frase: mãe, quero fazer xixi/cócó!
Nem sabia que era possível ter tanta vontade de fazer xi-xi! Onde é que vão buscar tanta àgua? Deve ser a que bebem da piscina...
Certo é que pensei que o Pai ia ajudar mais nesta fase... Não devia ser ele a segurar no pilauzito dos miúdos e explicar-lhes que se abana no fim????
Pois! mas como os miúdos ainda confundem xi-xi com cócó, ele tem medo que saia sólido em vez de liquido e deixa para a mãe a tarefa de descobrir...
Assim sou eu que tenho as surpresas!!!!
Espero bem que estes quinze dias sejam suficientes! Já estou farta de segurar e limpar! E em dose dupla é demais!
Ainda ontem estavamos no meio de uma festa em Ayamonte quando se lembraram que queriam fazer xi-xi. Claro que não havia nenhuma casa de banho perto... como proceder????
Na falta de livros de instruções (que eu bem agradecia...), puxei os calções aos miúdos no meio da rua e lá foi xi-xi para o buraco das àguas pluviais...
Vai dar mais ou menos ao mesmo, certo?

e
Espero que não se apanhem coimas por fazer xi-xi na rua (e na areia da praia...)

Os amigos de Jesus

Como sempre, antes de dormirem, querem uma história.
A do Jesus continua a ser uma das preferidas.
O M. hoje começou a contar-me a parte dos amigos...
perguntei-lhe eu:
- E o Jesus foi brincar para onde?
- Para o Céu.
- Com quem?
- Com os anjinhos!

Férias a meio

Pois então já levamos cinco dias de férias!
E, honestamente, tem sido bastante mais calmo do que eu supunha...
A praia tem sido um sossego, um amigo de várias horas que nos permite descansar...
Temos ido para a praia de manhã, os três comem lá a sopa (sim, porque não prescindo da sopa...) e vimos depois, por volta das 13.30/14h, para o chiringuito almoçar.
O P. e o M. comem sempre um gelado (vão bem habituados...) e depois vamos para a piscina até às 15.30 (hora do fecho...). Vimos para casa descansar (dormem os três uma sesta!!!) e ao final do dia voltamos à piscina ou passeamos, conforme as vontades.
O certo é que á noite estão tão estoirados que têm dormido até ás 9/9.30h, coisa absolutamente inédita!
O J. sempre cheio de calma e serenidade, com excepção das birras (verdadeiras e enoooormes) de sono.
Adorou a areia, o mar, a piscina... está sempre pronto a espreitar, a experimentar, a conversar, a participar!

Mais um verdadeiro tesouro para as nossas vidas!

shiiiiuuuuuu!....


Agora o segredo:
1º: a praia, que já contei atrás.
2º: a minha mãe veio connosco...

Presunção e água benta cada qual tem a que quer!

Ontem a Minha Mãe pediu ao P. para fazer qualquer coisa que ele fez.
Disse ele em seguida: - O P. é muito querido!

Mensagens de Amor

Perguntei eu ao M:
- Gostas da mamã?
- Góto.
- Muito ou pouco?
- Muito.
Perguntei de seguida ao P:
- E tu, P., gostas da mamã?
- Góto.
- Muito ou Pouco?
Pensou um bocadito e respondeu: tanto!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Shambaiá!

O nosso grito de guerra é, nesta momento: "Shambaiá!"
Não sei porquê...
Sei que os meus filhos mais velhos, quando não sabem o que dizer, dizem: Shambaiá!
Sempre li que muitas vezes os gémeos desenvolvem um código de linguagem próprio, atrasando, algumas vezes, a linguagem dita normal, mas até agora não senti isso.
Pelo contrário, falam lindamente e nunca os ouvi falar em código. A única expressão "estranha" que têm é mesmo essa...
E como até é bem engraçada, agora, em situação de festa ou outro do género, dizemos todos: Shambaiá!
Assim, podemos todos participar do mesmo código...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

carros ao contrário

Ontem à noite, uma das nossas historinhas (já vamos em quatro histórias para cada um e o J. ainda não pede nenhuma...) era sobre os bombeiros.
Numa das imagens, apareceu um carro virado ao contrário.
Disse o P.:
Olha, mãe! Uma carro de pernas para o ar!
corrigiu o M.: pernas não, de rodas para o ar, mano!

se já me admirei com a primeira observação, imaginem com a segunda!