terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Vai chover, vai!


Ontem, vínhamos de carro, já a começar a ficar escuro. Disse o P:
- Está a ficar escuro, mamã!
Disse o M. em seguida:
- vai chover, mamã!
- perguntei eu: Vai, filho, porquê?
- está escuro e tem nuvens no céu… vai chover, vai….

O M. e a sua mania de ser "paizinho"

O M. tem, nitidamente, espírito de paizinho…. Aqui vão algumas conversas dele para os irmãos:
Para o P., depois deste lhe ter tirado algum brinquedo:
Olha para mim, mano! Estás a ver –me a rir? Estás?
Estou a falar a sério!....

E para o J:
Oh, bebé, estás a fazer asneiras!
Isso não é bonito!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Parabéns ao Rei

O V. ontem fez anos. E como prenda de aniversário resolvi oferecer-lhe uma estadia na Serra da estrela, a dois.
Portanto, é aqui www.casasdaspenhasdouradas.pt que estamos, com neve a perder de vista.
Tem, aliás, tanta neve, que à porta do nosso quarto, que dá para um terraço, temos mais de um metro de neve. Tudo envolto em branco e silêncio.
Já queriamos vir cá ano passado, mas a minha gravidez de risco impediu, na altura, um passeio tão longo, pelo que agora foi o momento certo.
O V. adorou, sobretudo pela completa surpresa que foi.
O que mais nos custa é, sem dúvida, estar longe dos nossos pintainhos. Mas saber que estão bem (sem a minha Mãe e a minha Irmã isto não seria possível - Obrigada de coração, por isto e por tudo o resto!) alivia as saudades.
E, de resto, é importante estarmos juntos. Neste silêncio, nesta contemplação. Neste namoro que raras vezes é possível.

Parabéns homem da casa e rei deste nosso reino de fantasia! Nem sempre a nossa vida é perfeita, mas acho que é o mais perfeito que conseguirímos em toda a nossa vida.
E a verdade é que, o que começou com uma simples coincidencia de falta de vicio de café e cigarro, originou uma história bem longe de ter fim.
Neste reino de fantasia, pontuada por momentos bem reais, esta é a nossa estória. Com um rei, uma rainha e três principes, numa casa de encantar.
Parabéns meu Rei!
Amo-te. Sabes bem que sim.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

encontro com o Pai Natal

Uma coisa que acho delicioso nos meus filhos é o encanto com que recebem um presente. Seja o presente que for, encaram-no sempre como um tesouro.
Durante este fim de semana fomos a um centro comercial e encontramos um Pai Natal. Tiramos uma fotografia e ele deu-lhes um chupa.
Comentário deles: - que sorte! uma prenda do Pai Natal!
E à pergunta sobre o que queriam para o Natal, o M. respondeu: Uma viola e o P.: um piano. Ou um burro (?).
Depois ainda disse o M.: E uma viola pequenina para o J.!

(Pois claro! Já que o irmão não sabe pedir, pede ele!)

Ter tudo

O facto de os meus filhos serem meninos perfeitos, com saúde, é uma benção que nunca vou poder agradecer suficientemente bem a Deus.
E todos os dias encaro essa benção como o aspecto mais positivo da minha vida. Tenho muitos outros mas, se outros não houvesse, só por esse já estaria grata.
Porque não concebo a ideia de os ver sofrer, seja fisica ou psicologicamente. Mesmo quando lhes ralho ou lhes dou uma surrita, nunca os deixo adormecer sem lhes dizer o quanto os amo, sem lhes dizer que o ralhete também é amor, que é necessário ao seu crescimento. Mas dói-me ainda assim.
E pensar que podiam sofrer com um problema de saude, ou até com a incompreensão e ignorância dos outros, assusta-me muitíssimo.
Uma das coisas que me comoveu, no tal teatro a que fomos assistir, foi ver dois meninos que também participaram nas histórias e que tinham problemas. E comoveu-me pensar no sofrimento que os Pais passaram e na alegria que estariam nesse momento a sentir.
comoveu.me olhar para trás de mim e perceber que uma mae e uma avó estavam a chorar. decerto seriam a mãe e a avó de um desses meninos. E quis muito chorar com elas. Dizer-lhes que as admiro. A elas e aos seus meninos. E que, apesar do sofrimento, valeu a pena. Que estavam de parabéns.
Nao disse nada. Mas quis muito fazê-lo. E fiquei, para mim, com a sensação de plenitude que tantas vezes tenho quando olho para os meus tres bebés. com a certeza de que tenho muita, muita sorte e que, tendo saúde (eu, o V., os meus três bebés e a nossa familia mais próxima), não posso, nem me é permitido, pedir mais nada. Tenho tudo. Tudo. E só por egoísmo ou estupidez é que, por vezes, posso ansiar mais. mais o quê?
Tenho tudo. E isso, é, realmente, Tudo.

Mais um dentinho do J.


O meu principe J. já tem mais um dente. Não foi fácil para este sair, mas finalmente, está cá fora e o meu bebé passou de bidente a tridente!

Continua lindo, com um riso maior que a carita laroca.

põe tudo na boca, agarra tudo o que pode, dá a volta e senta-se sozinho. Quer gatinhar, mas só anda para trás, agarra-se ao berço e fica de joelhos. Adora estar de pé, mas ainda não dá sinais de querer andar (se for como os irmãos, só lá para os 15 meses...), diz "cá-cá...", "pa-pá" e muitos outros grunhidos pouco identificáveis.

Adora puxar os cabelos e brincar. Gosta muito de cócegas, de beijos e mimos, gosta muiiiiiito de colinho, de ver os irmãos brincar, é um doce. Um doce mesmo. Que só se transforma em diabinho para adormecer.... Arre que nunca vi igual!


É um principe. Lindo e ternurento, como só os principes verdadeiros (das histórias de encantar) sabem ser!

Mais cozinhados com cheiro a natal

Sexta-feira à tarde, depois da escolinha, estivemos a fazer biscoitos.
Comprei umas forminhas de árvore de natal e pusemos todos (excepção do J....) as mãos na massa.
Mais uma vez adoraram cozinhar e foi com muito orgulho que à noite disseram ao Pai: - Fizemos biscoitos de natal, papá. Queres experimentar, queres? É muito bom!

Danças e contradanças

Ontem à noite, depois do jantar, convidou-me o P.:
- Anda dançar comigo, mamã!

E dançamos, dançamos, dançamos, e dançamos!

"Conta-me histórias

Fomos ao teatro ver “conta-me histórias”.
Foi muito engraçado, com histórias interpretadas por crianças para crianças, com muita música, movimento e animação.
O P. e o M. gostaram muito. Mesmo. Participaram nas histórias (eram muito interactivas, com perguntas direccionadas ao público), pediram mais e nos dias seguintes contaram-me a história à sua maneira.
Mal se lembram da história do Capuchinho vermelho e também não falam muito na do “João e da Maria”. A que os encantou foi, sem dúvida, a da carochinha e do João Ratão.
Cantam as músicas, brincam ás personagens (o P. diz que o M. é a carochinha e que ele é o João Ratão. O M. diz que não pode ser porque não é menina:
- não vês, mano? Não pode ser! Não tenho gancho. Nem laços na cabeça. Nem pombinha… - assim, combinaram que o M. é o João Ratão pequenino e o P. o João Ratão grande), pedem-me para cantar a música da carochinha…
Gostaram mesmo muito e fico sempre muito feliz por saber que lhes podemos alargar os horizontes. Acredito que as crianças precisam de estímulos, para crescerem saudáveis e de mentes abertas. Estímulos a todos os níveis, mas decerto que o teatro, a música e a pintura são alguns deles.
Ainda bem que lhes podemos proporcionar esses estímulos e que eles apreciam!

Elogios de filhos contam?!

Outro dia, como estava a chover e eu dificilmente tenho mãos para agarrar em três filhos e num guarda-chuva, pus um chapéu de chuva na cabeça. Comentário do M.:
- que gira, mamã!

- eu sabia que havia de valer a pena ter filhos rapazes!!!!