quarta-feira, 14 de abril de 2010

A sério que tento sair de casa mais ou menos com ar limpinho...
Mas quando chego ao escritório já estou, muitas vezes (como hoje), com roupa manchada de pequeno almoço (as nódoas de nestum são horríveis de tirar...), cara lambuzada de beijos (nao há blush que aguente), cabelo amassado e desalinhado de abraços...

E nao trocava este desalinho por nada nada deste mundo (LOL)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Se eu escrevesse uma declaração de amor, gostava que ela pudesse ser assim:


Gosto de ti
por me conheceres e aturares o meu mau feitio
por me deixares decidir milhentas coisas sem ares de machão, mas estares sempre pronto a decidir quando eu não quero ou não posso ou estou simplesmente cansada
Por me massajares os pés no final do dia e nunca achares um aborrecimento fazê-lo
Por nunca me deixares adormecer sem me dizeres o quão sou importante para ti
Por me abraçares durante a noite mesmo que estejam 40 graus e nenhum de nós aguente tanto calor
Por olhares para mim todos os dias como se fosse a primeira vez
Por me amares assim, incondicionalmente, apesar dos maus dias que tenho
Por achares que eu sou o teu milagre
Por me mimares muito, sempre

Por todos os dias me acordares com um bom dia de amor
Por me deixares escolher a tua roupa e achares sempre que tenho muito bom gosto

Por me tratares como uma princesa
Por estares atento e saberes sempre o que me oferecer de presente
Por estares bem com os meus amigos e nunca me pedires para os deixar. Por os aceitares sempre no nosso meio, quando percebes que é importante para eles e para mim
Por me dares liberdade e espaço
Por me encheres de flores mesmo sem motivo algum
Por estares sempre disponível para me acompanhar, seja em trabalho seja em lazer
Por gostares de todas as pessoas que eu gosto
Por aceitares as minhas imposições de tempo e de vontade
Por, no final de um dia difícil, te abandonares, sem complexos, nas minhas mãos
Por não teres medo de chorar no meu colo
Por respeitares o meu trabalho e te orgulhares daquilo que faço enquanto profissional
Por fazeres um esforço para não me deixares sozinha mesmo quando ambos sabemos que é quase impossível estares presente e, mesmo assim, apareceres
Por me admirares em todas as dimensões de mim enquanto ser humano
Por seres um abraço, um afago, um consolo
Por me salvares de mim mesma, tantas vezes
Por ires comigo ao cinema quando eu sei que não tinhas a menor vontade
Por me ajudares com as compras, com o jantar, com os miúdos e a vida em geral como se isso fosse uma partilha normal e não um obrigado que eu tenho de te dizer
Por te preocupares comigo
Por não me deixares mesmo quando eu, tantas e tantas vezes te digo para ires embora.
Por teres sempre tempo para estares comigo
Por seres meigo , delicado e atento.
Por conversares comigo e partilharmos gelados
Por te deitares comigo na relva de um jardim público qualquer a olhar as nuvens e a dizer disparates
Por ires dançar comigo pela noite fora quando eu tenho vontade, mesmo não tendo tu vontade nenhuma de dançar
Por me perdoares as maluquices, os disparates, as infantilidades. Sempre.
E por gostares de mim daqui até ao infinito e voltar.


Tenho saudades de recadinhos de amor e de mensagens escritas nas margens dos cadernos da faculdade...

segunda-feira, 12 de abril de 2010


Ontem, a meio de um filme que estava a ver pouco, em olhares cruzados com muitas pestanas fechadas de quase sono, aparece-me a seguinte frase na televisão “filmes que não terminam quando acabam”. E no meio de tanta sonolência e do tal filme que mal estava a ver, memorizei esta frase que não me larga deste então. A frase e variações dela, tais como “filmes que deviam terminar e não terminam” ou “filmes que terminam sem nunca terem chegado a ser” ou “histórias intermináveis que sempre tiveram um fim” ou ainda “fim de histórias que filmes sem fim”
Sei lá bem o que estou para aqui a dizer…
Foi uma frase que ficou. Para pensar nos filmes da minha vida, nas histórias e memórias. E no quão frágeis são as palavras que, num determinado momento, e por um determinado motivo, nos ficam na memória.

E se pudessemos, apenas, voltar atrás?



Anjo da guarda


Raramente falo aqui do meu Pai. Não que não o recorde com imensa saudade mas porque me sinto sempre triste quando o recordo. Precisamente por causa dessa saudade imensa que lhe sinto.
Mas lembro-me, exactamente, do momento em que ele morreu. Na cama da nossa outra casa, onde só estávamos nós, a minha mãe e a minha tia. À espera.
Lembro-me que era eu que estava na cama com ele. O meu pai deitado, já com imensa dificuldade em respirar e eu ao lado dele, a segurar-lhe na cabeça.
Lembro-me de ter pensado:
Oh, Deus, leva-o lá para o teu lado, que isto não faz sentido nenhum. Lembro-me de o ter dito em surdina, mas ainda assim, em voz alta. E de, poucos minutos depois, o meu pai ter morrido.
Ainda hoje sinto um enorme aperto no coração quando penso nisso. Como se ele tivesse apenas estado à espera que eu o deixasse ir.
Se eu soubesse disso… talvez o tivesse dito antes, sei lá…
E lembro-me claramente do momento em que ele morreu e de eu ter ficado, com uma mão, a segurar-lhe a cabeça e, com a outra, a fazer-lhe miminhos na cara. E, a dizer-lhe baixinho, bem baixinho, só para ele ouvir, que se podia ir embora. Que nós, eu, a minha mãe e a minha irmã íamos ficar bem.
Tinha ouvido ou lido, não sei onde, que as pessoas, quando morrem, quando deixam de respirar, ainda nos ouvem durante uns segundos. Por isso, não chorei. Nem permiti que ninguém lá em casa chorasse durante esses segundos. Não queria que ele levasse na memória o nosso choro.
E, por isso, continuei ali. A mimá-lo e a repetir-lhe, vezes sem conta, que tudo ia correr bem.
Não tenho recordação dos momentos a seguir a esses segundos. As minhas memórias desses tempos são muito selectivas, muito entrecortadas, muito cheias de vazios.
Mas sei que foi no momento exacto em que o meu pai deixou os meus braços em direcção ao céu, que eu percebi que, a partir daí, ia haver sempre um anjo a tomar conta de mim…
Sinto-te a falta.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010


Adoro estes dias de sol. Claro que preferia um sol mais quente, mas pelo menos há sol e isso é bom!

Ontem fui almoçar a um restaurante na parte antiga da cidade, perto da Ribeira, chamado "Pimms".

Se puderem, vão lá. pequeno, branco, sinmpático. A parte antiga a renascer todos os dias... ainda mais bonita raiada de sol.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Se fazes a pergunta, podes levá-la de troco...

M:
- mamã, deitas-te na minha cama um bocadinho?
- deito filho.
- e nao fazes xixi, não?


Hum... prometo que vou tentar (lol)

A nossa Páscoa correu lindamente.

Pouco tradicional, é certo, mas bem e com muito sol.

Fomos a Lisboa, a casa da minha irmã, matar saudades. E, já que lá estavamos, aproveitamos para fazer imensas coisas giras.

Fomos à expo passear e brincar no jardim dos sons, fomos ao pavilhão do conhecimento (muito, muito interessante - aconselho vivamente), andamos de teleférico, fomos a Belém tomar café e até o "parque Aventura" na amadora, que os miudos adoraram.
Comemos muitas amendos, o pão de ló (este ano feito por mim), bolo inglês e leite creme (tb feitos por mim), muitos chocolates e até tivemos a visita do coelhinho da Páscoa que escondeu os ovos!
E tudo correu como seria de esperar:Bem.

Porque, quando estou com os meus principes é assim que me sinto - Bem.