terça-feira, 19 de julho de 2011

A tua mae fez anos.
telefonei-lhe e estava na cama, triste... com falta de ti...
tanta falta que fazes a tantas pessoas...
tento dar-lhe o mimo possível, mas era o teu mimo que ela queria, a tua presença, a tua preocupação constante. Eu sou apenas uma amiga unida a ela no gostar de ti.
Sinto-te a falta também.
Saudades do teu bem estar, das tuas soluções milagrosas:), do teu sempre acreditar na vida.
Nunca te vi triste ou desanimado. Uma vez, sim, quando me deixaste perceber o teu medo, a tua consciencia da tua mortalidade... foi a unica vez na verdade.
Vou sabendo dos teus filhos. Que estão bem e lindos:) sorte a deles por te terem tido a ti como pai e a mae que, felizmente, continuam a ter.
Sorte a nossa, a de todos nós, por te termos conhecido e por, em algum momento, teres tocado as nossas vidas.

oh... falta da tua amizade...

(tenho a certeza que o céu te está a tratar bem. mais serena com essa fé)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

miminhos seguros

tenho-me sentido doente. Odeio sentir-me doente. Fico frágil, mimada, aborrecida.
ontem, especialmente doente. Com dores e barriga e poucas forças pr fazer o que quer que fosse, mas cheguei a casa, e o sol brilhou:) é tão básico dizer estas frases feitas... mas foi literalmente isso que eu senti. Cheguei a casa e tinha os meus tres principes lindo á minha espera. deitei-me com eles na sala e estivemos a fazer campeonatos de beiblades (nem sei se é assim que se escreve, seca...), nenhum deles ganho por mim:) depois fomos fazer pinturas e colagens e lemos historinhas. e, na hora de deitar, ficamos os quatro muito quentinhos na cama, a ler mais uma história e cantar canções de embalar.
Sei bem que os miudos nao podem ser o nosso porto seguro. que somos nós o porto seguro deles. Sei bem disso, sim. Mas, apesar disso, eles são o meu porto seguro. Perceberam que eu nao estava assim tão bem e deram-me beijinhos e miminhos. são o meu miminho seguro...somos uns dos outros e essa certeza conforta o meu coração...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Com tenda montada no jardim!

Ontem foi dia (ou noite) de campismo lá por casa. Que é como diz, noite de dormir na tenda montada no jardim...
E assim, para além de jantar na tenda, os miudos lá me convenceram a dormir na dita, com direito a sistema de rega a imitar a chuva e tudo...
Uma aventura, na verdade. com histórias inventadas antes de dormir (sim, proque sem luz para ler livros) e muitas cotoveladas pelo meio a dormir.
Acordamos felizes. Eles, com vontade de repetir. Eu, com imensa vontade de os ver bem, sempre.
Faço o que posso para ser uma mae o mais presente possível. O melhor Mae que sei ser.
Entre visitas a a Santos populares, parques infantis e museus, tento que nao nos percamos. Nem sempre é fácil tentar ser a melhor amiga sem deixar de ser mae, impositora de regras, orientadora de principios. Mas faço, todos os dias, o que posso.
E, francamente e com alguma imodéstia, que me é permitida, acho eu, sinto que estou a criar tres bons meninos. Alegres e disparatados como têm de ser. Mas doces e educados. Generosos e amigos. Gosto do seu acordar. gosto do nosso acordar. Gosto de os ver tão diferentes, mas com o mesmo olhar meigo e ternurento. Dão-me beijos e lambuzam-me e gostam de mim que eu sei. Eu, amo-os de paixão absoluta. Daquelas que nascem nao sabemos onde e que nao páram de crescer um só dia que seja.
Somos um cordão com muitos nós. um por cada um de nós. E sou tão feliz com esta vida que Deus me deu... com estas crianças que escolheu para mim... oh... a sorte que eu tenho...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

E porque nao?

Ontem, o M.:
- Mamã, podemos ir ver o panda fung ku?

(então nao podemos????? LOL)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mimos

I
(do J:)
Ontem, no S. Pedro da afurada:
- mamã, pareces mesmo uma sereia...
- porquê filho?
- porque és uma menina muito bonita...

(do M., hoje ao ver-me vestir):
- mamã, para quê que vais pôr o cinto se já és uma flor?

(haverá palavras mais doces?????)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Feira do livro

A feira do livro é, para mim, muito mais que uma feira de livros.
é assim como uma borboleta ou as papoilas que anunciam a primavera. seja o que for e em que tempo for, anuncia sempre alguma coisa de bom. gosto dos livros, gosto das cores mas gosto, sobretudo, do cheiro. Amo o cheiro dos livros, sobretudo os que estão em saldo e com toneladas de pó. gosto de me passear e perder-me entre folhas de livros e estórias que nao foram contadas por mim.
É o meu ritual. As minhas memórias.
recordo as feiras do livro dos meus 4, 5 anos, talvez? nao sei bem. Mas tenho memória de mim pequena a escolher livros. Acho que a feira do livro me traz um bocadinho do meu pai de volta. de nós a comprar, com cuidado, um ou dois livros (bem escolhidos, como um tesouro). Nunca falhei um ano e já lá vão muitos.
Levo os miudos desde que nasceram. De carrinho de bebé, já iamos cheirar os livros.
Fomos hoje, uma vez mais.
Mais dificil perder-me com três crianças. Mais atenta a eles que aos livros. Mas gosto de lhes passar este meu ritual, estas minhas memórias, este meu gosto por escolher livros com os olhos, com as maos, com a alma. Nem sempre corre bem (:)), é certo, mas muitas vezes, a surpresa compensa.
Mais dificil perder-me, mas o mesmo cheiro, o mesmo ritual. As mesmas memórias. A mesma imagem de mim menina de mao dada com o pai e a mae, de cabelos loiros e vestido branco com renda. A mesma proximidade. Gosto de andar por lá, a deambular. nem sempre compro seja o que for para mim (mais uma vez só comprei livros para os miudos) mas, ainda assim, gosto de ser parte daquele mundo. Daquelas letras.
Ir à feira do livro é ser feliz. partilhar essa felicidade com as pessoas de quem gosto, uma benção.

sábado, 30 de abril de 2011

Mae

Amanhã, ou daqui a quase nada, é o dia da mãe.
que podia ter sido ontem ou noutro dia qualquer. ou todos os dias que esta coisa de ser mae nao tem dias escolhidos. é uma veste que nao se tira. que nao se engelha, nao encolhe, nao se passa a ferro. fica, cola-se á alma e nao sai da pele.
Quero saber pouco dos meus filhos enquanto tal. Sou pouco dada a essa coisa de instinto maternal, cmo já tantas e tantas vezes o escrevi. Quero saber tudo e tanto destas três crianças que Deus escolheu pr mim. para viverem a minha vida e participarmos, juntos, no dia a dia um dos outros.
Sinto-os como meus sim. Nao como meus filhos mas como as minhas crianças. Os meninos que a vida colocou no meu colo, no meu regaço e que todos os dias me encantam com a sus ternura e diabruras.
Feliz, encantada, abençoada por Deus me ter achado capaz de os educar, de os criar. Por alguém, com a alma maior que a minha me ter dado a oportunidade de ser neles. Todos os dias pasmada com o milagre que é a vida, com a alegria que sinto, a paz que eles me inspiram.
Dia da mae amanhã, pois. para dar beijinhos à minha e a todas as maes que nos querem bem. Dia do eu ser mae sempre. Eu, sem instinto maternal algum, mas com muita vontade de aprender a ser uma pessoa melhor, por mim e por eles. Para eles.
Mae de pele, de coração, de troca de babas e ranhocas. de pés sujos e descalços pela relva. de jogos de bola e de burro com ataques de beijinhos, de abraços e amuos e ralhetes e afins. Mae de pele, de escolha, de sentidos. obrigada Deus...

domingo, 17 de abril de 2011

E, para o meu filho J, os desenhos animados são "desanimados" :)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Do que eu gosto

é de chegar a casa de viagem de trabalho e ter os meus principezinhos à minha espera...

dos momentos que me aquecem o coração

Num destes dias de final de tarde de verão, cheguei a casa e estavam os miudos no jardim abrincar. O J. tinha deixado os puzzles desarrumados na cozinha e eu disse-lhe que nao podia brincar cá fora sem arrumar primeiro os brinquedos lá de dentro. Foi para dentro arrumar mas a contragosto e sempre a choramingar por ajuda.... De repente, disse-me o M: - Mama, posso ir ajudar o J. num instante e vimos todos brincar? E foi, e arrumou, e vieram os dois pr o jardim brincar. E o meu coração ficou tão quentinho....