sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008


Acho que sempre fui uma miúda (!) mais ou menos emotiva, mas nunca fui muito de chorar a ver filmes.

Depois de ser mãe, passei de mais ou menos emotiva a torneira de lágrimas mal fechada...

Se vejo um filme, uma notícia, qualquer coisa que fale de crianças e que não seja propriamente alegre, lá está a lágrima teimosa a aparecer, numa torneira que não quer fechar!

Isto de ser mãe poe-nos mais mariquinhas...

É que a ideia de perder os meus filhos ou de os ver sofrer de qualquer maneira, poe-me literalmente doente.

Daí as mariquices das lágrimas: Associo sempre uma imagem a uma eventualidade, uma criança, a um filho de alguém, um pai, a um pai de alguma criança...

Não consigo sair deste esquema associativo! Por isso, acho que para o resto da minha vida vou ver a S. mariquinhas...


Outra coisa que se alterou com a maternidade (para além da cintura que alargou alguns centímetros...) foi a minha capacidade de tolerância. Ou antes: o modo como equilibro a tolerância.

Por um lado, sinto-me mais tolerante em muitos aspectos do meu dia a dia, por outro, não tenho nenhuma paciência para má educação, chico espertismo e perdas de tempo.

Porque a minha vida, que já era demasiado importante para perdas de tempo, agora ainda é mais demasiada... (seja lá o que isto for).

Todos os dias olho para o milagre que tenho cá em casa e todos os dias me apetece aproveitar a vida em paz. Partilhar os meus momentos com as pessoas de quem gosto e cruzá-los com os seus momentos. Construir uma torre de agoras que sejam lembrados nos depois. Sem más interferência!


É. Acho que outro dos meus ódios de estimação são as pessoas parvas.


Que chatice! Eu a pensar que não tinha nenhuns ódios e de repente já tenho não sei quantos.

Mas há mais:

A celulite;

As estrias;

o telefone que toca durante a noite;

e outros que agora não lembro mas hão-de rapidamente aparecer!


Bom, pelo menos não tenho o rabo quadrado!

(sim, podia sempre ser pior!)