segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Ciúmes de mãe



Freud enganou-se.


Tanto se fala no homem, tanta importância se lhe dá, quando, na verdade, ele não sabia o que dizia.


Podia ter-nos dito que a sua teoria era só teoria, que tem excepções, que essas excepções são normais..., mas não. E assim, sem explicação para a não concretização da teoria do Sr. Freud, sinto-me uma mãe anormal.


Tudo porque os meus filhos têm uma adoração pelo Pai.


Não era suposto os meninos gostarem mais da Mãe?


pois... balelas!


Se o V. ganhasse um euro por cada vez que os filhos dizem Pai, eramos seguramente pessoas muito ricas!


E sejamos claros: Não é justo!


Estive quase três meses no hospital para eles nascerem, dei-lhes banho quando o Pai não se atrevia porque os achava demasiado frágeis, mudei-lhes as fraldas enquanto o Pai não se habitou ao cheiro (desculpas!), estou atenta às doenças, controlo as febres e as dores, escolho a roupa de todos os dias, decido o que comem, o que vestem, os brinquedos que compramos, os passeios, as "lições" e, acimo de tudo, tenho uma infinita paciência com eles (o que, realmente não é fácil), não lhes grito, ouço-os, canto-lhes canções, embalo-os, danço com eles e, em troca, quando chego a casa (ou chegava, quando estava a trabalhar), a primeira coisa que fazem é espreitar pelo meio das minhas pernas e perguntar pelo papá...


Vá lá... é justo?


Não. Claro que não!


E era suposto eu ficar com ciúmes desta relação então Pai e filhos?


Pois... também não! Porque é sinal de que escolhi um pai amoroso e atencioso para os meus filhos, que o idolatram...


Por isso, a culpa é, sem sombra de dúvida, de Freud!


Se não tivesse inventado o complexo de édipo, eu não estava à espera de filhos adoradores de Mães...


Mau! muito mau é que o Sr. Freud é!