sexta-feira, 6 de março de 2009


Confesso a minha ignorância nesta coisa de blogues. Vou tentando actualizar-me, mas não é muito fácil...

Por isso, já perdi alguns miminhos que me atribuíram e eu não consegui ir buscar. Desculpem!

Apesar disso, e apesar de ter sido difícil, consegui agora (acho que não pelo meio mais fácil...) postar este.
Obrigada M.!

Sobre o J., os filhos em geral e a falta de tempo ou sobre a capacidade de partilhar o esse tempo


O J. deu antes de ontem o seu primeiro passo. Já podia ter sido há mais tempo, mas eu não incentivo.
O M. e o P. começaram a andar apenas com 15 meses e o J. será quando ele quiser.
Mas que é giro vê-lo tanto tempo em pé, sozinho e a dar os primeiros passitos, é.
Tem crescido a um ritmo assustador. Está grande, esperto, resmunguento, adora comer (ainda ontem se fartou de comer arroz), bebe leite em grandes quantidades (300ml de cada vez), adora brincar com os irmãos e tirar-lhes os brinquedos, continua a ter birras de sono (vejo-me aflita para ele adormecer), gosta pouco de colos estranhos (Mãe, Pai, Avó e pouco mais) e continua sorridente até mais não…
Já fez um ano. E de repente percebo que ele cresceu e que eu não aproveitei como devia estes primeiros doze meses da sua vida. Aproveitei como podia, é certo, mas mais com instinto de sobrevivência que outra coisa.
Sobrevivemos. Mas sei que daqui a uns anos vou olhar para trás e pensar no que perdi…
Não é fácil dar atenção a três bebés.
Nenhum deles pode ter atenção exclusiva e isso ás vezes é difícil de gerir… Apesar disso, todos os dias me esforço para brincar com os três, para ter um bocadinho para cada um deles, um miminho especial.
Estava a ler há pouco um artigo que dizia que grande parte das birras vespertinas dos miúdos tem que ver com o facto de os pais não tirarem 10 mts do seu tempo quando chegam a casa do trabalho para eles.
Porque os nossos filhos passam tanto tempo fora de casa que quando nós chegamos, têm imensas expectativas e vontade de “matar saudades”. Bastariam esses 10 minutos para que eles percebessem que nós, pais, também tivemos muitas saudades deles…
Será que é assim tão fácil???
Não sei. Mas sei que olho por mim várias vezes a dizer não. Só não. A educar. E também é preciso tempo diário, de qualidade, para brincar.
A partir de agora vou fazer um esforço ainda maior para dedicar os meus 10 primeiros minutos em casa, aos meus filhos. Não a dar-lhes a sopa, ou a levá-los à casa de banho, mas a brincar.
Vamos ver se é assim tão fácil…

quinta-feira, 5 de março de 2009

Parabéns, princesa!


A minha irmã princesa faz hoje anos.
Sempre foi e será a menina do meu castelo.
A ti, minha querida, que tenhas apenas o melhor do mundo.
E, caso não seja possível, porque infelizmente o mundo nem sempre nos dá tudo o que merecemos, que tenhas a certeza que estarei aqui. Ao teu lado, atrás de ti, à tua frente, onde tu quiseres. Para te segurar na mãe e dizer que tudo vai sempre correr bem.
Parabéns!
Amo-te de todo o coração.

Eu e o pouco glamour da minha vida


Ainda ontem estava a conversar com um amigo sobre o quão pouco glamorosa é a minha vida.
Dizia-me ele que estava num jantar, com não sei quantos advogados e que estava a ser uma seca e, enquanto isso, eu de pijaminha, na minha cama, a trabalhar e a ver televisão.
É. É mesmo muito pouco glamorosa:
Levanto-me por volta das 07.30/08.00h, dou o leite ao J., dou banho ao P. e ao M., visto-os, espero que a minha Mãe chegue para lhes dar o pequeno-almoço, arranjo-me eu, vou levar o P. e o M. à escola, chego à empresa por volta das 09.30 (nos bons dias…), saio pelas 19h, volto a casa, dou a sopa aos meus três príncipes, jantamos em seguida em conjunto, vamos para os quartos, visto-lhes os pijamas, brincamos, conto-lhes uma historia, deito-os na cama, tomo banho, visto o meu pijama e vou eu, finalmente, para a cama.
E no dia seguinte, os horários, os conteúdos, tudo se repete…
Pouco glamorosa, sim.
E nessa falta de glamour, encontro a minha felicidade.
Adoro ser mãe dos meus filhos. Não ser mãe, mas ser a mãe deles.
Adoro trabalhar onde trabalho, fazer o trabalho que faço, ter os colegas que tenho.
Adoro passar as noites com os meus filhos, apesar de, invariavelmente, haver pelo menos uma birra de sono…
Adoro estar na minha cama, bem quentinha, com a chuva a cair lá fora e saber que os meus bebés estão no quarto ao lado, bem perto do meu abraço.
Pouco glamorosa, sim. Mas feliz. Feliz, preenchida, completa. Não a trocava por nada!

(se bem que uma baby-sitter nocturna me desse um certo jeito…)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Poemas


Acho que já aqui escrevi que quando era mais nova (não muito, só um bocadinho…) era muito dada à escrita.
E quando comecei a escrever neste blog, a minha escrita voltou a desenvolver-se. Não com a desenvoltura e a beleza que tinha nessa altura, mas pelo menos voltei a escrever. E voltei a descobrir a magia das palavras….
Nessa minha redescoberta, tenho andado à procura de um poema de que gostava muito e de que me tenho lembrado variadíssimas vezes, mas de forma incompleta.
Outro dia decidi procurá-lo na Internet (bendita, que tem sempre tudo…) e encontrei não só esse (do José Gomes Ferreira) como um outro (este encontrei por mero acaso) do Eugénio de Andrade que era o poema que servia de capa ao meu “ livro dos escritos” dos 17 anos…
Vou escrever aqui os dois, para partilhar convosco!

I)
Quem foi o arquitecto
que fez este café
tão longe da Natureza
e tantos homens de pé?
Criado, põe esta gente na rua!
E abre um buraco no tecto
que eu quero ver a lua.
( José Gomes Ferreira - Poesia III )

II)
Creio que foi o sorriso,

o sorriso foi quem abriu a porta.

Era um sorriso com muita luz lá dentro,

apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso.

Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

(Eugénio de Andrade)

terça-feira, 3 de março de 2009

E há sempre palavras substitutas...

O P. para um carro:
- Esta porra não anda!
Disse-lhe eu:
- Já sabes que não gosto dessa palavra, filho!
- Esta caramba não anda, mamã!...

Recomeços




“Recomeça se puderes

Sem angústias e sem pressas.

E os passos que deres nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances não descanses. De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado, vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo o logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura onde, com lucidez, te reconheças..."

(Sísifo, Miguel Torga)

Nós mulheres e a ginástica


Como é que depois de ter filhos continuo a vestir o 32????
A sério que me admiro!
Porque não sou propriamente estreita… sempre fui pequena e magra mas também sempre tive anca… mas a verdade é que fui à salsa experimentar umas calças e as únicas que me serviam era o 32…
É certo que é um modelo de calças bem justo, mas ainda assim…
Não estou a reclamar nem nada, que isto que passar por duas gravidezes, uma delas gemelar, sem estrias, sem barriga e sem engordar, é milagre da natureza, mas ainda assim não deixo de me espantar!
Pelo sim pelo não, e para ajudar a natureza, hoje é um dia especial! Eu e mais três amigas vamos inscrever-nos no ginásio. Faz bem ao corpo e à alma! E já que a natureza foi minha amiga, mais vale colaborar com ela! Não vá o diabo tecê-las, fica zangada e põe-me com rabo de traineira….

E por falar em ginástica, aqui fica o resumo de como eu e as minhas amigas decidimos começar a ir ao ginásio:
No final do ano, e como resolução do final de 2008, pensamos que seria giro começar a fazer ginástica:
- Boa! Excelente ideia! No início do ano vamos começar!
Inicio de Janeiro:
- Ah, pois… agora não dá muito jeito! Inicio do ano é sempre complicado, com muito trabalho... Melhor deixar para Fevereiro.
Inicio de Fevereiro:
- Agora é que vai mesmo, mesmo, ser.
- E é hoje que nos vamos inscrever?
- Pois… hoje ainda não pode ser. E se o L. nos trouxesse os papéis da inscrição?
- Excelente ideia! E a seguir vamos ao site ver os horários…
Passada uma semana:
- Então, vamos agora?
- Se calhar é melhor esperar para o início de Março… mais vale começar no princípio do mês, certo?
- Certíssimo!
Primeiro dia de Março, segunda-feira:
- Vamo-nos inscrever hoje?
- Hoje? Segunda-feira? Nem pensar! Segunda-feira é início de semana, dia de muitas decisões… melhor terça!
Chegadas a terça-feira (HOJE!):
- Hoje sim, é que vamos mesmo começar!
- E levamos já fato de treino?
- Não! Que ideia! Hoje é só para nos inscrevermos! Uma coisa de cada vez… até porque precisamos de ir às compras comprar um fato de treino decente!
- Claro! Finalmente uma boa ideia! Compras….
- Mas só nos inscrevemos por um mês, tá? Assim não podemos dizer que não tentamos
- Outra excelente ideia. Sim, por um mês é o ideal… sempre experimentamos…
Hora do almoço:
Quatro miúdas, cheias de boa vontade, no ginásio:Pois então, queríamo-nos inscrever…
E trouxeram fotografia?
?????
Fotografia? Para quê? Nem sequer é um concurso de beleza….
- Não… mas podemo-nos inscrever e trazer a fotografia depois?
- Ah, isso não convinha muito…
O quê?????
(…)
- O melhor será levarem os papéis da inscrição e depois trazem quando quiserem começar…
(…)
Lá se foi a boa vontade!
Haja paciência!
Antes ir às compras!...

segunda-feira, 2 de março de 2009

A propósito de tudo e de quase nada


Já alguma vez conheceram um jardim completamente furado por toupeiras??????
Confesso que se fosse o meu jardim eu não ia achar piadinha nenhuma, mas sendo o jardim da minha prima, acho mesmo engraçado….
Porque nem sabia que existiam toupeiras nos jardins sem ser nos desenhos animados…
Há cada uma…
E isto a propósito do nosso dia de Carnaval. Fomos a Celorico, a casa da minha prima A. e os miúdos adoraram. O P. e o M. andaram atrás da gata, foram ver a cadela, tiraram laranjas da laranjeira, brincaram na terra, cansaram-se. O J. teve ainda mais atenção, com mais colos disponíveis, apanhou sol, correu também atrás da gata, brincou ao cu-cu com a cortina e os irmãos… Foi um dia bem divertido…
É certo que não foi propriamente um dia de Carnaval, mas foi giro ainda assim.
E os meus bebés já tinham tido o seu quê de Carnaval:
O P. e o M. já se tinham vestido de bombeiros (lindos….) e no Domingo o P. vestiu-se de rato mickey, o M. de pirata (bem o seu género) e o J. de Dinossauro bebé a sair do ovo (tão, tão fofinho…)
E na noite de Carnaval fomos jantar fora, o P. e o M. comeram um gelado de gente grande e ainda andaram de carrossel!
O J. não, porque é muito pequenino e, ainda que não fosse, na hora do carrossel já estava a dormir, mas os mais velhos adoraram.
Só andaram uma vez, é certo, mas gostaram ainda assim (ou por causa disso mesmo)
O que me leva a outra questão:
Já alguma vez se debateram sobre se devem dar mais ou não aos vossos filhos?
Eu debato-me muitas vezes com isso. Felizmente, posso dar-lhes praticamente tudo. Mas sei que não devo. E muitas vezes fico indecisa entre o dar porque eles querem e eu posso e o não dar porque lhes vai fazer.
Como no carrossel, por ex.
Andaram uma vez e, como é normal, queriam andar a segunda. Disse-lhes que não podia ser. Que uma vez já era bom. E eles, que são miúdos compreensivos, não reclamaram. Perceberam e saíram do carrossel sem se queixarem. O que ainda me dá mais vontade de lhes dar mais…
Enfim, isto de ser educador e tentar dar uma educação equilibrada não é fácil.
Mas acredito piamente que o facto que as crianças terem tudo lhes faz mal.
Não ter tudo, não ter a vida demasiado facilitada, faz-nos perceber o valor das coisas. Faz-nos ficar felizes com as pequenas coisas do dia a dia.
Não quero que os meus filhos sejam eternos insatisfeitos… Quero que percebam que as pequenas dádivas do dia a dia nos podem fazer felizes…
Quer seja uma viagem no carrossel, um chocolate pequenino, tirar uma laranja directamente da laranjeira ou um beijinho e um xi-coração bem fortes!

Os presentes dos meus filhos




Estou quase a quase a fazer anos...
Perguntei aos meus principes mais velhos que presente me iriam dar...
A resposta deles:
M.: Um carrossel, uma goma e uma coca cola. mas a goma não é para comer! tem um botão que se carrega e a goma salta. É uma goma saltitona...
P. Uma gaivota. Daquelas que voam mas não picam. E não é a sério. Tem um botão que se carrega para a mamã voar...

Não são lindos???? Com a mania das tecnologias, é certo, mas lindos, lindos de morrer...