segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Porque sim


Queria tanto, tanto, tanto, mas tanto, ser esta princesa!

Sobre a vaidade a chegar ou sobre como a amizade entre os meus filhos me faz acreditar que é tão, mas tão bom estar por aqui...

- P., achas que eu estou muito giro ou achas que esta camisola é muito grande para mim?
- Nao, M., acho que estás muito giro

(conversa entre os meus dois petizes mais velhos, hoje de manhã bem cedinho)

São ou não são uma delícia, estes meus docinhos de coco?

Sobre mais um fim de semana

Até gostava muito de colocar aqui uma fotografia dos meus principes, encantados com o castelo de Santa Maria da Feira e afins.
Até o poderia fazer, nao fosse dar-se o caso de ter levado a porcaria da máquina fotográfica sem bateria...
enfim...
Ainda que sem fotografias, fica o registo: Sexta-feira fomos jantar a Santa Maria da Feira, na feira medieval.
Muito, muito giro.
Até o J. achou o máximo!
Andaram que se fartaram, mas foram uns verdadeiros homenzinhos e só aterraram quando, por volta da meia-noite, chegaram ao carro.
Uns verdadeiros principes cinderelos!
No Sábado tiveram uma nova experiencia: Bowling.
Já há imenso tempo que me andavam a pedir e no sábado finalmente levei-os. Claro que o J. só assistiu, mas o P. e o M. divertiram-se imenso, a atirar bolas com uma força que não tinham e a ver, com verdadeira satisfação, as "garrafas" a cairem.
Ainda tivemos tempo de ir a um parque, o J. teve tempo para, no parque, esfolar o narizito, e em suma, tempo para brincarmos em conjunto.
Ontem de manhã fomos à praia e a mais um parque e, de tarde, estivemos no nosso jardim, na piscina (de brincar) a aproveitar o bom tempo que parece que finalmente chegou.
Um fim de semana bem aproveitadinho, cheio de emoções e de muitas brincadeiras...

Boa semana para todos!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009


Quem me conhece sabe que sou bem pequenina. 1,54m de gente, com peso pluma (42 kg) e tamanho de pé de criança (34/35).


Hoje, por mero acaso, esbarrei na seguinte frase de Fernando Pessoa:


"Nao sou da altura que me vêem, mas sim da altura que os meus olhos podem ver"


Gostei. Muito apropriada. A mim e a todas as pessoas baixas e muito baixas do mundo (LOL)

Amuei!


E quando é que eu sei que estou de facto "amuada" com o advogado da parte contrária?

Quando, sendo ele (neste caso uma ela) Espanhol, eu lhe mando um mail em português, sendo certo que é a primeira vez que o faço...

Logo eu que adoro falar e escrever noutra lingua!

Estou mesmo chateada com esta V. (v. de nome e nada mais, ok??????)




Sobre um blogue que nao é meu. E sobre a minha inveja de nao saber escrever tão bem assim

Nao sei quem é a Sofia vieira. Só sei que, tendo chegado ao blogue dela por mero acaso, nao consigo deixar de a ler. Escreve tão bem, mas tão bem aquela mulher, que até devia ser proibido escrever assim...
Vejam bem a qualidade do texto que se segue:

" Pensei, sinceramente pensei, que fosses tu. Que os teus tolos desmandos aniquilassem a inconsciente superficialidade dos meus; que a tua loucura subjugasse a minha e eu conseguisse por fim dormir à noite com a cabeça no teu colo, ou num colo qualquer, desde que num arremedo de paz. Pensei que fosses tu, o princípe encantado por mim, prestes a enfrentar os meus dragões, que entrasse de espada em punho pelas masmorras onde me escondo e definho, desde sempre à tua espera, (sei-o agora, perante a inevitabilidade dos teus olhos em fogo, doentes de determinação). Que me resgatasses do cansaço que é não pertencer a lado nenhum. Pensei-te por momentos uma espécie de lar, um porto de abrigo, o regresso, a volta a casa. Que apenas me olhasses e que exigisses perante os teus pares amares-me contra todas as expectativas, todos os mapas astrais e as cartas do tarot que adivinham tragédias. Pensei que chegasses, que não perdesses tempo com rodeios nem mal entendidos e que nos mareássemos no rodopio inebriante da descoberta do amor: aquele amor salvífico que nos devolve o fogo de artifício e que nos abre os poros. Por momentos foste tu, a passar no crivo solitário das minhas noites e senti medo, frio na barriga e as pernas bambas; porque eu a saber-te lobo a quereres-me comer e a temperar-me a jeito para te saber melhor. Mas não foste mais do que a promessa de uma promessa, o beijo que não me queimou a boca, as mãos que não me empurraram contra a parede; foste só uma voz do outro lado da cidade, do mundo, que se atabalhoava na linguagem confusa e desconfortável que o amor às vezes escolhe para nos comunicar que não pode ser, que temos pena mas não é chegado o momento e que, como nas escondidas da nossa infância e quando quem está no coito chega lá primeiro, ninguém salva ninguém. Por momentos pensei, mas na verdade, ninguém salva ninguém . "

Visitem o blogue dela: Controversa maresia. Uma delícia de textos bem escritos... e eu, quando for grande, quero escrever assim...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ah, pois somos princesas, claro está. E gostamos de ser tratadas como tal.


Tive uma amiga de faculdade, a M., com quem numa determinada altura fui passar férias a Moledo.
Não tínhamos o mesmo círculo de amigos, o mesmo tipo de vida, os mesmos hábitos, seguimos percursos profissionais distintos, vivíamos longe e acabamos por nos afastar.
Apesar disso, recordo-a sempre com muito carinho.
Dela, para além dela em si mesmo, recordo também a Mãe, que , durante essas férias,me disse uma coisa que eu nunca esqueci e que sempre norteou as minhas escolhas no que ao sexo oposto se refere: que uma rapariga só devia casar com um homem que a tratasse como uma princesa.
E pronto, minhas amigas, acho que está tudo dito.
Casem, namorem, vivam, estejam - não interessa como - apenas com quem vos tratar como princesas.
Menos que isso não vale de todo a pena. Estamos combinadas?

Gosto


De abraços. De beijos. De afagos.
De manhãs claras nos dia de Inverno
Do sol de final de tarde numa qualquer praia ou jardim
Do cheiro a relva cortada
De me deitar no chão e olhar o céu. De olhar as nuvens e imaginar os desenhos que por lá vão.
De cantar. Muito e sempre.
De pintar.
De borboletas.
De tomar banho com água bem quente, quase a escaldar.
De não usar relógio e de não ser escrava das horas
De vestidos – a peça de vestuário que mais se repete no meu guarda-roupa
De dormir com pijamas fofos e bem quentinhos nas noites frias do ano
De me rir. De sorrir.
De estar com os meus amigos e com a minha família mais querida
De tomar o pequeno-almoço ao domingo de manhã num qualquer café de Gaia com os meus bebés a brincarem na areia
De pic-nics
De festas e romarias e carróceis
De algodão doce, pipocas, chocolates e gelados (de tudo isto, mais gelados, aos quais não consigo nunca resistir)
De cinema. De séries, de livros e de música.
De mimos.
De pessoas honestas e confiáveis.
De viagens. De descobrir rostos, pessoas, ruas, histórias, diferenças.
De piscina
De sol
De fazer doces e compotas
De rio e de mar.
De crianças. De brincar. De ser criança.
De jardinar. De plantar flores e vê-las crescer. De apanhar fruta directamente das árvores.
Das mãos dos meus três príncipes em mim. De os ter juntinho a mim todas as madrugadas. De acordar com eles. De lhes contar historias antes de adormecerem. De os ter como meus filhos.
De ouvir a chuva cair bem aconchegada no meu sofá, com uma manta quentinha
De sonhos. De projectos e de futuro.
De ser feliz.

Então como é, Mãe????

Um dia destes, depois do jantar, o P. perguntou-me se podia ir ele buscar a fruta.
Tendo-lhe dito que sim, ele foi ao frigorífico. Ficou um bocadito a olhar e, em seguida, disse-me:
- Oh, mãe, só temos peras! Porque é que só temos peras? Não foste ao supermercado?

Três anos e meio, meus amigos…. Três anos e meio! Estou bem arranjada…

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

De volta


Vou voltar.
Mais uma vez, sem motivo nenhum em particular, mas porque sim.
Apetece-me.
Gosto muito de escrever.
Confesso que até comprei um caderninho para escrever em papel nestes meus tempos de ausência, mas não é a mesma coisa. Não percebo bem porquê, mas não é.
Por isso, aqui estou outra vez!

Continuamos bem.
O J. cada vez mais perfeito. Com uns olhos azuis inacreditáveis e muito bom humor. Divertido, brincalhão, atento, traquinóide, o benjamim dos meus sonhos.
O P. o mesmo encantador de sempre. Vai ser um galã este meu filho. Muito charmoso, atrevitode, de cabelo loiro em caracóis e olhos verdes, um verdadeiro príncipe. Muito chegado a mim, meio temeroso do que não conhece, mas seguro, consistente.
O M., o meu bebé mais frágil. Muito doce, meigo, responsável, destemido, mas mais frágil, mais inseguro. Um príncipe moreno com ar de surfista que precisa de ser constantemente amado, mimado.
Três potinhos de mel, os meus bebés.
Quanto a mim, bem também.
Vamos a novidades:
Desisti do surf. Foi bom mas chegou para experiência.
Continuo na ginástica mas quase, quase a desistir… não gosto de ginásio, nunca gostei.
Voltei a ter gosto em cozinhar. Semana passada fiz compota de pêssego que ficou uma delícia. Com pêssegos acabadinhos de apanhar (por mim e pelos miúdos) de uma arvore de casa da minha prima A. em Celorico.
Não sei se já aqui tinha dito que gosto muito de fazer compotas. Faço todos os anos de abóbora com nozes e de maçã com canela. Juntei à minha experiência esta de pêssego que resultou muito bem.
Gosto de cozinhar sim. Por rotina, no dia a dia, é um aborrecimento, já se sabe, mas sem ser por rotina, gosto muito de o fazer. Acho que cozinho bem.
Sou, aliás, o que se poderia chamar “uma menina prendada”. Sei cozinhar, cozer, bordar (o que me deu imenso jeito em três meses de internamento hospitalar), fazer tricot (as camisolas que eu fiz, juntamente com a S., nos meus 13 e 14 anos…), fazer a lide de casa… o que não significa que o faça habitualmente.
Acho uma perda de tempo a lide de casa, por exemplo. E, podendo pagar a quem o faça por mim, opto por essa solução. Imaginar que poderia passar um sábado a arrumar a casa ou a passar a ferro quando posso ir à praia, ler um livro ou simplesmente desfrutar de tempo livre com os meus filhos, desagrada-me em absoluto.
Saberia fazê-lo, se quisesse, mas não quero.
Cada vez mais tenho esta obsessão com o não perder tempo e nao compreendo as pessoas que, por opção, preferem ficar em casa a arrumar as coisas. Que nao saem de casa com a cama por fazer... que nao acompanham o marido ou as amigas ao café porque a loiça tem de ficar lavada, que nao brincam com os filhos porque o jantar tem de estar na mesa à hora coisa e tal... Mas então o resto nao é muito mais importante?
Sempre que chego a casa dedico pelo menos 10 minutos a brincar com os meus filhos. Vamos para o espaço deles e brincamos ao que eles querem. Só depois desse nosso tempo é que vamos para a mesa jantar. depois do jantar, levo-os para a cama e conto-lhes histórias e só depois é que venho arrumar a cozinha (que é como quem diz levantar a mesa e colocar a loiça no lava-loica).
E se tiver de sair de casa sem a arrumar, who cares? se tiver de sair de casa sem a cama feita, quem é que vai reclamar? Sou eu que durmo nela, certo? claro que a minha mãe nao partilha nada desta opinião, mas nao teve grande sorte nem comigo nem com a minha irmã que somos completamente desorganizadas e muito pouco arrumadas.
Há prioridades na vida. A minha prioridade é VIVER. Nao é, de todo, arrumar ou decorar ou lavar ou seja lá o que for...Faço-o no estritamente necessário. Nunca por gosto (a nao ser cozinhar e jardinar, tarefas essas que me dão, de facto prazer) e muito menos por principio ou prioridade.
Outra perda de tempo que me irrita é ir ao cabeleireiro. Ando a dizer a mim mesma há nao sei quanto tempo que tenho de lá ir (o que é absolutamente verdade) mas depois penso no tempo que vou perder e vou adiando…
É como ir arranjar as unhas… Nestes anos todos, acho que fui duas ou três vezes arranjar as mãos. E os pés, nunca o fiz seguer.
Mais uma vez pelo tempo que penso que iria perder.
Do mesmo modo, ir às compras. Deixei de ir a grandes superfícies e vou cada vez mais ao Pingo doce. Porque não me perco a olhar para o supérfluo e trago apenas aquilo de que, de facto, preciso.
Ou dormir. Já se sabe que durmo pouco. Há mais de três anos que, excepção feita às noites de Sábado, não sei o que é dormir uma noite seguida.
E podia até aproveitar, de vez em quando, para o fazer. Não que tenha muito tempo mas nos domingos de manhã em que é o V. que fica com os miúdos, podia até aproveitar para dormir. Mas não consigo. Quero é sair, apanhar ar, ler o jornal/revista enquanto tomo o pequeno-almoço, ir à praia, passear, fazer qualquer coisa de que me possa lembrar a seguir.
Acho mesmo que estou a ficar um bocadinho obcecada com esta coisa de perder/não perder tempo (o que, claro está, é sempre subjectivo)

E agora os meus planos para o futuro próximo, depois das férias que serão na primeira quinzena de Setembro:
recomeçar as minhas aulas de pintura. Não me recordo se já aqui disse que adoro pintar. Não sei nem nunca soube desenhar muito bem, mas adoro as cores. Misturar tons, olhar para uma tela em branco e imaginar o que quero que saia dali.
Gosto de desenhar edifícios, ruas. E rostos. E desenhos infantis. Deixei de ter aulas, e de pintar, quando fiquei grávida do P. e do M., mas agora quero muito retomar. Acho mesmo que é uma das minhas grandes paixões.
gostava de fazer uma pós-graduação em contratos/direito das empresas, mas ter aulas ao sábado todo o dia, não dá. Vou continuar a procurar qualquer coisa que se fique pela sexta-feira e, eventualmente, sábados de manhã
Ter aulas de inglês e espanhol jurídicos. Sei falar/escrever suficientemente bem em inglês e espanhol, mas não a nível técnico – jurídico. Gostava de saber um bocadinho mais.
Não deixar de ler. Estou neste momento a ler a “Sombra do vento”. Já leram? Delicioso. Vale mesmo a pena.
comprar a bimby… hum…. pois, não sei bem. Tem sido um plano permanentemente adiado porque me custa dar €1.000 por um electrodoméstico… vou continuar a pensar nisto com carinho.
comprar uma lanchinha. Pois… este se calhar não é bem um plano para o futuro próximo; é mais assim para um futuro a médio prazo, mas que faz parte do meu “sonho americano de família feliz de acordo com os padrões das soap e séries afins”.
voltar a tentar ter um gato: Já aqui tinha dito que o quico feliz nos deixou? Pois é. Não sabemos dele. Era pequeno mas muito atrevido e curioso. Fugiu e nunca mais o encontramos… tenho de fazer uma nova tentativa…
adaptar-me ao meu carro novo que vai chegar lá para inicio de Outubro – Adoro o meu carro actual. É e sempre será o meu carro de eleição (excepção feita ao jaguar XPTO - sei lá bem o tipo - verde garrafa que em sonhos ainda quero vir a ter), mas tornou-se demasiado pequeno para a nossa pequena família numerosa.
E vai daí, carro novo, que não há nada a fazer se quero andar com três miúdos no carro cada um na sua cadeirinha de segurança. Não gosto do carro, mas lá terá de ser.
Adaptar-me à nova realidade que será não ter a minha irmã por aqui. A minha princesinha vai trabalhar para Lisboa. Independentemente do apoio que sempre lhe darei, vou sentir tanto, tanto a falta dela… estou naturalmente orgulhosa por ela ir trabalhar para aquilo que quer, mas egoisticamente falando vai-me fazer tanta falta! A mim e aos meus filhos que temos nela um apoio muito próximo e constante. Mais uma “muleta” que vou perder…
10º e não menos importante: Seguir a minha vida sem me magoar a mim nem aos outros. Continuar a ser séria e honesta e fiel a mim mesma. Continuar a viver com e nos meus filhos. Fazer da nossa vida uma vida completa e feliz. Continuar a valorizar os meus amigos. Rodear-me de pessoas que valem a pena. Ser feliz. Hoje e sempre.

Daqui a uns tempos faço o balanço e logo vos digo quais dos planos estou a cumprir!

Beijinhos