segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Coisas que nao compreendo

Já aqui vos falei do blogue" filho para sempre", do S. e da X., de quem tenho o privilegio de ser amiga.
Há uns dias estivemos num jantar e estive outra vez com o J. Está tao lindo!
Um bebé tao doce como os Pais. Vai ser, seguramente, uma criança feliz...
Com o handicap de nao poder conviver com o irmão G.
O S. continua a nao ter notícias dele, continuam a privá-lo de ver o filho, de partilhar o seu crescimento.
Nao compreendo. Eu acho que até tenho uma mente aberta, com grande capacidade de entendimento, mas isto escapa à minha realidade.
Voces acreditam que a Mãe do G. nao o deixa chamar pai ao S.?
Desculpem X. e S. se isto é uma inconfidencia, mas que se lixe! Essa senhora, que eu nao conheço e que deve acreditar que lá tem os seus motivos, nao merece o vosso respeito!
Ela até podia ter toda a razão do mundo para odiar o S. (duvido seriamente, mas teoricamente seria possível), mas daí a colocar os interesses dela acima dos do filho, isso eu já nao compreendo...
Porque o S. adora o filho. Nao deixa de lhe ligar, de lhe escrever, de tentar falar e estar com ele.
Que estupidez toda esta história...
Aho que qualquer mae que ame os seus filhos percebe a indecencia desta história estupida e mesquinha.
Porque é evidente que compreendo o ressentimento, as mágoas. Compreendo que nao seja fácil imaginar que o nosso filho possa gostar de estar com o Pai e a sua nova companheira. Compreendo a dor que isso cause, o receio de que o filho talvez até prefira, num determinado momento, uma companhia que nao seja a nossa.
A sério que compreendo. Mesmo. Mas essa tem de ser uma dor da mãe. Nunca do filho. Essa tem de ser uma batalha interior vivida pela Mae, nao pelo filho. A mae tem de incentivar o contacto entre o filho e o Pai (com as necessárias excepções em casos em que o Pai nao seja digno desse nome) e até com a sua nova companheira e eventuais irmãos, se isso for o melhor para a criança. Porque ela é que está em jogo. É o seu equilibrio, o seu futuro, os seus traumas, a sua felicidade que está em jogo.
Nao dos progenitores que, de um modo ou de outro, são crescidos e protegidos. Agora os filhos... Têm de crescer num ambiente equilibrado e suadável, onde nao haja espaço para mágoas, rancores, invejas ou sentimentos maus. Têm de estar rodeados de amor e compreensão. Devem perceber que nao faz mal gostar de quem os trata bem, ainda que os pais nao gostem disso...
Enfim...
S. e X., espero que o G. venha, pelo menos, no Natal e que um dia a vossa familia possa estar reunida, em paz e equilibrio.
Beijos doces

Declaração de amor


Já há algum tempo que nao o digo aqui, por isso, aqui vai: Amo tanto os meus filhos, tanto, tanto, tanto!...
Voces ainda nao sabiam pois nao? nem sequer desconfiavam, certo?

Amo-os tanto, tanto, tanto...

Mas tanto, tanto, tanto mesmo....

Lindos, doces, perfeitos. Nao são apenas meus. São eu mesma.


Ainda nao disse que os amo muito, pois nao?
AMO!

E venham mais uns quantos! (lol)


Como já antes aqui escrevi, nunca senti um verdadeiro apelo maternal. Acho, inclusivé, que seria tão feliz sem filhos como sou com eles. Apesar disso, agora que os tenho nao consigo imaginar a minha vida sem eles. E, mais que isso, consigo perfeitamente imaginar-me com mais um filho ou dois.
Sei que parece loucura, mas acreditem que, de coração, se fosse assim só pela vontade, me sentia perfeitamente capaz de amar e criar mais uma ou duas crianças.
E ainda ontem, quando vi a minha amiga S., amiga de toda uma vida, com um bebé lindo de quatro meses, nao consegui deixar de pensar que ainda tenho tempo e vontade de ser outra vez mãe.
Não agora.
Neste momento nao tenho, na minha vida, espaço para mais um piriquito sequer. Nem um peixinho de aquário... Mas confesso que me passa pela cabeça voltar a ser mãe daqui a uns anos.
Provavelmente não mãe biológica, mas mãe de coração. Gostava tanto, tanto de adoptar!
Nao sei se já aqui tinha dito que eu e o V. chegamos a ter uma primeira entrevista de adopção, antes de eu engravidar do J. Vejo e sei agora que teria sido uma grande inconsciencia da nossa parte, mas no momento fazia todo o sentido! E, para mim, continua a fazer...

Preparem-se portanto: Daqui a uns anos (e nao hão-de ser muitos) vamos ter novidades de mais uma (ou duas, se forem irmãos) crianças na minha vida!

Agora vá: Chamem-me louca a ver se coloco os pézinhos bem assentes no chão!...

Muitas saudades


Morreste há 17 anos.
E tenho muitas, muitas, milhentas saudades tuas.
Lembro-te com toda a tua ternura, graça, teimosia, exigencia, intransigência (nao saio, seguramente, às pedras da calçada...). Lembro-te as rugas, o riso alegre, o abraço forte, a segurança, as mãos ásperas, a cor dourada da pele, os olhos de um verde que não consigo encontrar em mais ninguém, o orgulho em mim e na F., o sentido de familia, a habilidade, a imensa alegria de viver.

Lembro-te o amor que terias aos netos que nunca pudeste conhecer. O pilar que serias sempre para mim.

A minha vida que teria sido, seguramente diferente. Provavelmente teria ido dar aulas para Mocambique naquele ano, sabes?Ou fazer o resto do curso para coimbra... Nao teria sentido a necessidade de ficar...

Mas nao é disso que me arrependo...

Do que mais me arrependo mesmo é de nao te ter dito mais vezes que te amava.


Tanto, tanto... Mesmo com essa teimosia, essa exigencia tantas vezes levada ao limite, mas que eu sei que me fez ser uma pessoa melhor. Tão contrabalançada pelo imenso carinho, pelas palavras e gestos de amor.

Nunca tiveste problemas de expressão...

Tanto que eu aprendi... Tanto que tinha ainda a aprender...

Sei que estás aí algures nas nuvens, a tomar conta de nós e isso enche-me um bocadinho o coração.

Hoje, para ti, um amor muito muito especial.

Estás sempre connosco. Sempre.

Have yourself a merry little christmas


Have yourself a merry little Christmas
Let your heart be light
Next year all our troubles will beout of sight
Have yourself a merry little Christmas
Make the yule-tide gay
Next year all our troubles will bemiles away
Once again as in olden days
Happy golden days of yore Faithful friends who are dear to us
Will be near to us once more Someday soon,
we all will be togetherIf the Fates allow
Until then, we'll have to muddle through somehow
So have yourself a merry little Christmas now.
(para ouvir na versão de Frank Sinatra, a beber chocolate quente)

J. meu benjamim, meu tesouro


O meu filho J. está tão, mas tão lindo, que é com grande pena minha que nao coloco aqui uma fotografia para que voces vejam que isto nao é só baba de Mãe.

É que ele está mesmo, mesmo giro!

Ainda ontem fomos tirar uma fotografia com o pai natal e o fotógrafo nao parava de lhe tirar fotografias. Eu a querer sair e ele " ah, desculpe, só mais uma... agora deixe-me tirar à carinha... agora sem o placard atrás...."

É mesmo bonito o rapaz...

E vai-me dar trabalho!

Na sexta-feira estive com um senhor que tem sete filhos. Sete, vejam bem!

E disse-me ele:

- pois, com três rapazes, prepare-se que isso nao vai melhorar! se tivesse meninas pelo meio era mis fácil, mas assim... lamento, mas nao vai ser fácil!

Obrigadinha!


Que nao é fácil sei eu!

Três rapazolas e todos da mesma idade, nao é, de facto, tarefa fácil, mas o J. é um bocadinho pior que os dois irmãos juntos!

É teimoso, desobediente, mexe em tudo, nao tem medo de nada, já vai com dois anos de avanço...

Até já reclama gormittis para ele!

Tem uma personalidade muito impositiva, muito forte...

O que, se nao for bem controlado, pode tornar-se em má educação!

Vai daí, e já comecei o meu trabalho de casa... Lido bem com crianças de personalidade forte, mas mal educadas e desobedientes, nem pensar!


Em minha casa a teoria é: todos podem ter a sua opinião, desde que cumpram a minha (lol)

Vá lá, nao é bem assim... Cedo em algumas coisas, mas só em algumas...

Quero que os meus filhos tenham espaço para crescer, para desenvolver os seus proprios gostos e atitudes, a sua propria personalidade. Mas nao admito putos birrentos que choram até se lhes dar o que querem, que nao comem o que se lhes poe na mesa, que nao ficam na cama na hora de dormir, que nao desligam a televisão quando se lhes diz para fazer.

E o J. tem todo o estilo que querer ser assim...

A palavra que mais lhe ouço é "nao". A tudo!

O que lhe vale é aqueles sorriso maroto e aquele jeitinho de enconstar a cabeça no meu ombro quando, depois de alguma insistencia, percebe que perdeu "a batalha" e que tem de fazer o que eu digo...

Mas que me vai dar mais dores de cabeça que os dois irmãos juntos... ai isso vai!



Sobre o ídolos

Ontem à noite estava a ver o ídolos (sou uma daquelas fãs desde a primeira edição e até na fox acompanho) e é de mim ou este ano todos os concorrentes são giros?
com excepção feita a dois que têm assim menos graça, todos os outros, rapazes e raprarigas são giros.
Nao há gordos nem mal feitos, só peles impecáveis, dentes e sorrisos perfeitos, roupas com estilo e todos cantam bem... este ano esmeram-se! Acho que, de facto, todos eles têm pinta... até mesmo um com um cabelo que mais parece um daqueles mangericos muito, muito grandes...
E aqueles dois juris que, segundo me disseram são gays (não sei nem quero saber) também são bem fofinhos...
Acho que vou passar a ver mais televisão, é o que é!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Adoro


Barcelona.

Nao me posso reformar tão cedo, é o que é!

No Domingo fomos mais uma vez ao futebol, ver o grande FCP ganhar vez mais :)

O P. e o M., como sempre adoraram.
Antes do jogo andamos a brincar no centro comercial e a um dado momento o M. pediu-me uma moeda para andar num carrocel.
Eu lá lhe expliquei que nao podia ser, com todo aquele discurso de Mãe, ao que ele me respondeu:
-quando eu for grande, também vou trabalhar num escritório e depois também nao te vou dar moedas!

E mais nada! E eu a contar com um filho jogador de futebol rico para me sustentar... estou feita! bem vou ter de trabalhar até velhinha!

conversa entre eles sobre a chuva


Entre o P. e o M.

M. (com o seu guarda-chuva do homem aranha): - Eu nao vou apanhar chuva porque trouxe o meu guarda-chuva!

P. (sem guarda-chuva): eu também n~so, M., porque a chuva é automática! A chuva vai parar quando eu sair do carro...

M. - Como, P.?

P. - A chuva tem um botão nas nuvens!


(lol)