segunda-feira, 10 de março de 2008


Hoje é o dia do meu aniversário. E bem podia ser esse o título de uma canção. Em vez do "hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas" - será de fausto? ... Não faço ideia...

Seja como for, é o dia do meu 34º aniversário e tudo podia começar hoje. Nesta casa fabulosa que tenho, com o marido que escolhi para mim e que amo de todo o coração, com três filhos que amo incondicionalmente, com a minha mãe e a minha irmã a fazerem coro nos parabéns a você...

Se o meu pai estivesse cá, este podia ser, sem sombra de dúvida, o reflexo de um dia perfeito, um inicio de vida perfeito. Ainda assim, com algumas imperfeições, podia sempre ser o meu inicio. Não é. Já muitos dias se passaram nestes 34 anos. Alguns dias maus. Quase todos bons. A minha vida contada em muitos dias e muitas noites, sobretudo em muitos momentos.

De risos, de amizades, de canções, de choros, de consolos e desconsolos, de vitórias, de derrotas. De mais amores que desamores. De muita energia. de muita vida. de muitos risos. De sempre muita vontade e alegria de estar viva. E hoje, celebro essa alegria com as pessoas que mais amo. Só por isso, valeu a pena chegar até aqui e valerá a pena continuar mais 34 anos e outros 34 (se possível for).

Parabéns a mim.

1ª consulta

Primeira consulta de pediatria do meu bebé J.: pesa 3.100kg e mede 49cm.
Está bem e recomenda-se. É um bebé perfeito.

domingo, 9 de março de 2008


O aniversário da minha irmã foi no passado dia cinco e o meu será amanhã.

Duas datas muito próximas, mas com onze anos de diferença.

Talvez por isso, sempre me tenha sentido como uma quase mãe dela.

Não aos onze anos, quando era também uma criança, mas aos 16 ou 17 já estava preparada para olhar para ela não como uma irmã mais nova, mas como uma espécie de filha por quem eu também era responsável.

Não que fosse necessário. Os meus Pais primeiro e a minha mãe, ainda que sózinha, depois, sempre cumpriram lindamente esse papel, mas a diferença de idades era tão grande, que sempre me pareceu inevitável este sentimento de um amor maior que o de simples irmãs.

A A. sempre foi, é, e continuará a ser, o meu primeiro bébé, a minha princesa. Frágil, forte, linda de morrer, a minha menina.

Deve ter sido por isso que eu só tive filhos meninos. Porque a minha necessidade de meninas já está preenchida com ela. O lugar de princesa no meu coração já está ocupado e cativo: É dela, hoje e sempre.


Os bolos de aniversário


O tema da festinha de aniversário do P. e do M. foi o Noddy.

Por isso, como não podia deixar de ser, tinhamos de ter bolos de aniversário do Noddy.

No sábado antes da festa, ouvi o V. telefonor para a confeitaria e encomendar dois bolos, de um quilo cada um, com a imagem do Noddy. Acabou o telefonema e disse-me: Os bolos estão prontos amanhã, às três horas, na esquina doce.

Ok.

No domingo, às três horas, estavamos longe de estar prontos pelo que o V. ligou para os pais e pediu-lhes para ir buscar os bolos. Eles chegaram à esquina doce e estava fechada.

Grande indignação. São uns irresponsáveis! Uns desmancha-prazeres! Então mandam-nos ir levantar o bolo e estão fechados?

Solução: Foram os meus sogros à rainha da Foz comprar dois bolos de aniversário novos, absolutamente normais, sem nada de Noddy e esquecemos o precalço.


Por volta das 5 da tarde, ligam ao V. da rainha da Foz (sim, exactamente a mesma onde forma comprados os dois bolos de recurso): Então encomendaram dois bolos do Noddy para as três da tarde e ninguém vem levantá-los?...


... Pois. A encomenda do senhor meu marido tinha sido feita à rainha da Foz e não à esquina doce, que realmente está fechada ao domingo. E a rainha da Foz tinha os bolos do Noddy á nossa espera...


Considerando que fui eu que tratei da organização de toda a festa e que a única coisa que pedi ao V. foi que encomendasse os bolos de aniversário, o que há para dizer?????




O P. e o soro

Pode parecer estranho, mas o P. e o M. adoram soro fisiológico. Também gostam de tudo que seja xarope (até daqueles com muito mau sabor) e até de supositórios.
Imagino que tenha que ver com a festa que eu faço sempre que tenho de lhes dar um medicamente qualquer, mas o certo é que mal vêem um xarope, começam a dizer: "Chupa, chupa!" (o que também não deixa de ser estranho, considerando que nunca comeram um chupa e nem deviam saber o que isso é...)
Seja como for, e voltando ao soro, coloo-lhes todas as noites um bocadinho de soro no nariz e depois dou-lhes os frasquinhos unidoses para beberem o resto do conteúdo.
Invariavelmente, pergunto-lhes de seguida se já está, eles respondem-me que ainda tem, eu volto a perguntar e os frasquinhos lá vão finalmente para o lixo.
Outro dia, repetimos este procedimento, mas eu estava distraída com outra coisa qualquer e o P., muito chateado, puxou-me pelo braço e disse-me: - oh, Xanda, acabou!"

... Por muito que eu esteja preparada para as novidades dos meus filhos, conseguem sempre surpreender-me, com o seu discurso e ideias de miúdos de dois anos perfeitamente articulados...

Sorriso




Eu sei que é apenas um movimento involuntário. Eu sei.


Mas o sorriso do meu filho J. é o movimento involuntário mais doce do mundo!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Nomes

A minha Irmã teve durante algum tempo um namorado chamado N. Agora, tem um outro namorado chamado J.
Os meus filhos, que conheceram um e agora conhecem o outro, acham um bocadinho estranho...
Por isso, sempre que têm de chamar pelo nome do J. dizem NJ., juntando os dois nomes num só...
E problema resolvido!
Para além de ser um bocadinho incómodo para o J., espero que ela pelo menos não decida ter muitos mais namorados, senão vai ser complicado...

A nossa festa de aniversário


Domingo fizemos a festa de aniversário dos meus dois principes mais velhos.


Já passaram alguns dias desde o efectivo anivesário, que teve direito a festa apenas este Domingo, para que eu também pudesse estar presente e bem.


Cada vez gostamos mais, eu e o V., de dar estas festas. De ter gente em casa a festejar a felicidade dos nossos principes que é, também, a nossa.

Tudo correu lindamente, com a nossa familia e os nossos amigos mais chegados a partilharem desta nossa aventura que é ser pais de gémeos.

Tiveram imensos presentes, meninos com quem brincaram, muita música de parabéns (que adoram), palmas e muita, muita atenção.

Estiveram felizes. Nós também.

E o J. fez a sua primeira "aparição social".

O nosso novo elemento. O nosso novo principe. A nossa nova familia. completa. perfeita. feliz.

Estórias do M.

O M. - I)
Outro dia o M. pediu-me, pela enésima vez, colo.
E eu, pela enésima vez, disse-lhe que não podia. Que a minha barriga tem um doi-doi e que não posso fazer esforços.
Depois desta minha longa explicação ele foi buscar um banco:
"- Senta, mamã! colo...
Partiu-me o coração...
A partir daí, dou-lhe colo, a ele e ao P., sempre que me pedem. Quanto ao doi-doi na barriga... bem, há-de curar mais depressa que os doi-dois do coração...

O M. - II)
Os meus filhos adoram banho. e, como é evidente, chapinham tudo á volta.
Sexta-feira passada estavam a tomar banho e o P., como sempre, a bater na água como se não houvesse amanhã.
Eu, com toda a calma possível, lá comecei a dizer-lhe que não pode chapinhar tão de força, que me molha, que não pode bater com os pés, que cai, etc, etc...
O M. levantou-se da banheira, pôs a mão na cabeça do P. e começou a dizer-lhe:
- calma, mano! calma, mano!
...

terça-feira, 4 de março de 2008

Novidades


O meu novo principe faz amanhã 15 dias.


E neste 15 dias tantas coisas aconteceram, que já quase nem faz sentido escrevê-las. Vou sá fazer um resumo:



I. O parto: Rápido e eficaz, sem problemas. A médica disse que foi no momento certo, porque o meu útero já não ia aguentar muito mais... mas correu bem e eu e o V. vimos o J. nascer. Pequenino, lindo, esbranquiçado, a chorar - perfeito.



II. O J.: Nasceu com 2.640g e 47cm. Um ratinho lindo, bem pequenino, que felizmente nasceu sem problemas e voltou para casa comigo, passados 4 dias.



III. O inusitado: O V. teve uma crise de soluços que durou mais de uma semana. Eram soluços contínuos, que só paravam durante o sono, pelo que passou o tempo todo da licença de paternidade, mais doente que eu. Ao ponto da minha obstrecta sair do meu quarto a deserjar-lhe as melhoras a ele... sexo forte, o quê????

Mas estava realmente desesperado e só com uma injecção é que a coisa foi ao sítio...


III. A reacção dos irmãos na ordem: chegaram ao meu quarto e mexeram em tudo quanto eram botões. Chamaram as enfermeiras, andaram com a minha cama para cima e para baixo, rolaram no chão e acharam estranho quando foram ao berçário ver um bebé que lhes indicaram como sendo o mano J.



IV: O J. em casa: É um doce. dorme muito, come muito, chora pouco e nãp dá quase trabalho. Gosta de tomar banho mas não que lhe coloque creme no corpo.


Tem muito cabelo preto, quase comprido, mas que eu creio ser provisório, porque em tudo o resto é muito clarinho.


Os irmãos dão-lhe os bons dias de manhã e as boas noites antes de ir para a cama, mas não se lembram muito dele.


V. A nossa primeira noite na cama a quatro: Por uma questão de precaução e porque o J., sendo prematuro, tem de estar com temperatura controlada, dividimo-nos cá em casa: O V. fica num quarto, para o qual todas noites os miúdos mais velhos correm, e eu fiquei num outro com o J.

Apesar disso, no domingo, estava sozinha em casa com os três, na cama com o P. e o M., a adormecê-los, quando o J. chorou e tive de o ir buscar para o nosso lado.

E aí sim, tive a primeira percepção de ter três filhos ao meu colo (ou quase).

O P., que estava mesmo cheio de sono, fez-lhe um miminho, virou-se para o outro lado e adormeceu. O M., encheu o J. de miminhos e adormeceu de mão dada com ele.

O M. é mesmo assim, paternalista, protector, muito amoroso. Acho que sendo mais velho que o J., vai ser muito atencioso com ele. O P. é mais independente e creio que também o vai ser em relação ao irmão mais novo.

Espero que fiquem bem. Que se gostem. Que se protejam. Que sejam amigos. Que sejam felizes!