segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Outro dia de praia


Sábado fomos outra vez para a praia.
Estava um dia óptimo e, definitivamente a areia conquistou os miúdos.
De novo o carro cheio, a barraca, a geleira, a piscina, a bomba de encher piscina, as mantas, as toalhas, os cremes, os potes, as roupas, as sopas, os brinquedos e não sei quantas mais coisas mas, no final do dia, filhos cansados e com risos sujos nas caritas.
Valeu, mais uma vez, a pena.
Ver-nos, assim - a eles, descontraídos e com caras felizes sujas de areia e , a mim, deitada numa toalha a descansar ainda que por breves momentos - faz valer a pena o sacrificio!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mais histórias da mangueira


Como já aqui contei, a brincadeira preferida dos miúdos mais velhos é brincarem no jardim com a mangueira. Isto significa que se molham sempre muito e que se riem muito com isso.

Ontem, porém estava menos quente e a àgua mais fria.

O P. pegou na mangueira e molhou o M. que não gostou de ficar todo molhado e começou a chorar...

A seguir, veio ter comigo e muito choros disse-me:

Tou todo enchacádo, mamã!


E o vocbulário dos miúdos não deixa de me surpreender!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Pequenas coisas do dia a dia




Ontem à noite percebemos, eu e o V., que o bidé está com uma fuga de àgua.


Percebemos não é a palavra correcta, porque na verdade foi o V. que percebeu.


Eu sou, realmente, muito desatenta em relação a essas coisas da casa. E o V. referiu isso mesmo: que eu não reparo nem dou atenção a essas coisas...


Tem razão. Tem, de facto, razão.


mas, em contrapartida, sei que o M. tem uma nódoa negra nova no peito e um arranhão novo no joelho. Sei que tem borbulhas nas costas que não tinha. Sei que a cicatriz do P., na sobrancelha, está com umas espinhitas pequeninas e que tem um sinal novo na perna esquerda. Sei que no novo corte de cabelo que os meus filhos mais velhos têm, o M. ficou com alguns cabelitos a mais no pescoço. Sei que o J. anda com cieiro e que já não tem o rabito vermelho. Sei que todos têm de cortar as unhas.


Sei de cor os meus filhos. Reparo, todos os dias, nas pequenas mudanças do seu rosto e corpo. Estou atenta a todos os pormenores, a todos os sinais, a todas as suas necessidades.


Realmente, não reparo muito nas mudanças e problemas da casa, mas isso não me incomoda minimamente,


A minha prioridade é outra. A minha vida é outra. E isso faz, para mim, toda a diferença.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Trabalhar em mês de Agosto


Como é possível que o espirito de férias nos atinja quando não estamos de férias?
Não sei. Mas o certo é que o meu estado de alma durante o mês de Agosto é completamente incoerente.
Por um lado, acho o mês bestial para trabalhar: O telefone toca menos, há menos solicitações, tenho tempo para ver algumas questões com mais calma, não há transito (boa!), posso sair mais cedo... Só coisas boas.
Por outro, vontade de trabalhar é coisa que não existe...
Então se todo os resto do mundo está de férias, como é que o meu corpo e mente hão-de querer trabalhar? Gostavamos mesmo (eu, o meu corpo e a minha mente) de estarmos numa esplanada, a ler um livro, com os filhos todos na praia, a brincarem e sem chatearem a mãe (hummm... que sonho bom...) e com o marido ao lado a ler o jornal (sim, porque livros, não é lá com ele!)...

E só me apetece cantar: "oh, trabalho vai-te embora...." (gostava de saber mais, mas não sei. Só conheço o inicio da música e, para este efeito, é mais que suficiente!).

A marmelada e os meninos gulosos


Só para dizer que os meus filhos mais velhos descobriram a marmelada.
Não é coisa que eu use muito lá em casa, mas tenho sempre no frigorífico, até porque a minha sogra faz sempre na altura dos marmelos e a minha Mãe também tem.
Outro dia, descobriram, provaram e ficaram fãs.
Pudera, é tão doce!
E agora, mal vêem a caixinha, pedem logo: mamelada, mama!

Tenho de tirar isso de casa, senão lá se vão os dentes!

Eu e os sinais (ou queratoses)

Fui, outro dia, fazer um check up a todos os sinais do meu corpo.
Ou antes: fui ao dermatologista porque percebi que, depois desta ultima gravidez, tinha muitos mais sinais do que aqueles de que eu me lembrava.... Para além disso, são daqueles com relevo e como eu gosto muito de andar por aqui e as coisas más não acontecem só aos outros, fui ver o que se passava.
O certo é que percebi que esses sinais que me preocupavam, afinal não são verdadeiros sinais mas queratoses (acho que que foi isto que a médica disse...) e que não têm mal nenhum.
Em contrapartida, viu todos os restantes sinais do meu corpo e descobriu que tenho um no dedo do pé(!) que devo retirar. Por nada em especial mas porque é de muito dificil vigilância...
Enfim, ainda bem que era uma médica que deve perceber das inconstâncias da depilação feminina, porque senão assustava-se...

e sempre deu para:
a) gastar dinheiro;
b) aprender (ou não) a palavra queratoses;
c) conhecer a CUF de Matosinhos
d) arranjar uma desculpa para uma nova intervenção cirurgica (será que é com laser???? Ou tenho mesmo de retirar cirurgicamente a porcaria do sinal que está tão quietinho desde que me lembro de ser gente?????)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sentimento de inter ajuda




Os meus filhos mais velhos dividem um grande sentimento de inter-ajuda.
Sempre que um não consegue alguma coisa, pede ao outro para o ajudar.
Normalmente é o P. que pede ajuda para tarefas mais fisicas. É verdade que o M. parece efectivamente ter maior destreza fisica mas acho que este fluxo tem duas razões de ser: Por um lado, o M. adora ajudar. Ser ele a fazer as coisas, a segurar, a arrumar, a dizer, a levantar, a conseguir.
Por outro, o P. gosta que lhe façam as coisas, pelo que assim é mais fácil para os dois.
Ainda agora, com as novas cadeiras no carro, sempre que o carro pára, ouço o P:
- Oh, mano, ajuda o P. a tirar o cinto!
E o M. desaperta o seu cinto e o do irmão, feliz por poder ser útil e um menino crescido.

Espero que pela vida fora continuem amigos e que incluam o J. nessa amizade tão deles. E que sempre se apoiem como uma verdadeira familia.

Miminhos


Domingo, vinhamos no carro, e o J. estava a choramingar.
Perguntou-me o M.
- O J. está a chorar, Mãe? poquê?
- Porque tem sono.
Imediatamente a seguir, começaram, o P. e o M., a cantar-lhe uma canção. Sem que eu tenha sequer sugerido...
- "nana, nana, j...(inho), nana, nana, não chora..."

E isto com verdadeiro ritmo de canção de embalar...

Mimos tão bons que me aquecem o coração e me fazem (quase...) esquecer as paredes da sala, de um branco imaculado, riscadas com a antena dos seus pequenos rádios (sim, aconteceu ontem e sim, são terroristas todos os dias...)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Bebes para sempre


Todos os dias incho com orgulho dos meus filhos. Da sua beleza, do seu mimo, da sua forma de falar, de brincar, de abraçar, de crescer.
Todos os dias uma descoberta, uma palavra nova, uma pergunta que demonstra mais curiosidade do que eu seria capaz de esperar, uma expressão que eu ainda não conhecia, apesar de lhes conhecer o rosto de cor.
E, todos os dias também, sinto saudades dos bebés que vou perdendo. Se, à noite, quando os deito, não me abraçam e dão um beijinho, fico triste. Sinto-me orfã. Não sou completa sem aquelas maozinhas à volta do meu pescoço...
Dizia-me ontem o meu sogro:
- Os seus filhos são mesmo bonitos. Mais uns vinte anos e vai ter um sarilho em casa...
Pois! São lindos, de facto. E vão ser, se tudo correr como imagino e desejo, pessoas bem formadas, generosas, de bem com a vida, felizes.
E isso, atrai muito mais que a beleza exterior que, se continuar como agora, vão também ter de sobra.
Não quero pensá-los crescidos. três homens lindos a passear-me pela casa. Gosto de pensar neles bebés. Meninos de pernas rechonchudas e mãos sapudas. Sorriso franco e palavras meio ditas...

AMO os meus bebés- Amarei os meus meninos, os meus rapazes, os meus homens. E serão sempre, sempre, os meus FILHOS.

Loft com vista para o mar


O P. e o M. nunca gostaram muito de praia. Especialmente o P., logo que punha os pés na areia começava a choramingar e nem lhe passava pela cabeça sujar as mãos...
O ideal mesmo era piscina: àgua de sobra, relva, e nada de areia...
Como tenho excelentes memórias de praia e não quero que os meus filhos façam parte da geração piscina (se é que isso existe!), no sábado resolvi fazer um dia de praia à moda antiga:
Alugamos uma barraca, levei uma manta, piscina, bomba para a encher, uma geleira com comida (onde se incluía sopa...), potes... enfim! só faltou mesmo o frango assado e o arroz num tacho embrulhado em jornal...
O certo é que o miúdos adoraram.
Passaram o dia bem dispostos, lambuzaram-se de areia até a comerem, ficaram molhados, sujos e cansados.
Correu bem.
Quase não ralhei com eles uma única vez (acho que só quando eram mesmo bebes é que isso aconteceu...), pediram sempre para fazer xi-xi, não tive de andar atrás deles para ver se se magoavam, um descanso.
O J. também esteve sempre bem, apesar de não ter saído da barraca e de não ter conseguido dormir com o barulho do vento a bater na lona da barraca (o eterno problema das praias do norte...).
O V., apesar de tabalhar, foi "pic-nicar" connosco à hora do almoço e ainda conseguimos ter um bocadinho de dia familiar perfeito.
Próximo sábado, se o tempo permitir, passeio a repetir. Com estadia marcada num loft com vista para o mar.