quinta-feira, 31 de janeiro de 2008


Depois de mais de um mês de cama forçada, estou finalmente a entrar em ciclo descendente.

Não me apetece ler, nem ver televisão, nem trabalhar, nem coisa alguma.

Não quero fazer nada a não ser sair de cama e ir para a rua.

Estão uns dias tão bonitos! E eu nem ao jardim posso ir...

Estou de facto cansada. Muito cansada de aqui estar. Não compreendo como é que estive quase três meses numa cama de hospital... acho que era mais forte ness altura. Ou então era porque não deixava tanta coisa para trás... Agora, está a custar-me imenso...

Mas como outro dos meus ódios de estimação é o queixume, vamos às coisas boas:

Amanhã é dia de carnaval no colégio dos meus principes. O P. vai fantasiar-se de patinho amarelo e o M. de carneirinho branco. Ainda nem lhes experimentei a roupa mas imagino que deva estar bem - vão ficar lindos de qualquer maneira!


Hoje o P. brindou-me com mais uma palavra bem pronunciada: Em vez de "mamo", de manhã disse perfeitamente "mano". É impressionante a facilidade com que aprendem novas coisas de um dia para o outro.

Outro dia, a minha M. fez-lhes uma nova brincadeira:

Ao despedir-se, diz-lhes que quer um xi-coração, muito bom, com sabor a leitão e a arroz de salpicão( Não sei o porquê destes ingredientes, bem podia ser com cheiro a limão, ou outra coisa mais levezinha...), e agora, sempre que se lhes pede um xi-coração, nunca falta o "picão".


Ontem, estavamos a comer peixe e eu, como tenho medo das espinhas, estava a dizer-lhes para terem cuidados com os picos. Diz-me o P.: ai, pito! (pois...)


E agora o M. não quer outra musica que não a da saia da carolina (que tem um lagarto pintado).

Quando acabamos a música, começa a pedir a olina, vezes sem conta, ou então a "pima" - a música da prima que também se chama carolina!


São realmente uma esponja e absorvem tudo o que lhes ensinamos.



Estão lindos e são os meus filhos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Colégio

Acho que o assunto do colégio já está estabilizado. Sei que às vezes só passado um ou dois meses é que as crianças rejeitam a escola, mas espero que não seja esse o caso.
Para já, vão felizes, ficam felizes, vêm felizes.
Quando pensamos em colocá-los no colégio, sempre pensamos que viriam para casa mais cansados, masi calminhos... Mas não! Se possível, estão ainda com mais energia, com mais vontade de brincar, de correr, de fazer "asneiras"... Estão, por isso, bem.
E nós estamos tranquilos.
Não foi fácil a decisão. Porquê aquele colégio e não outro?
Porque é pequenino, acolhedor, perto de casa, porque tem bastantes educadoras e sobretudo porque nunca ouvi nenhum aspecto negativo sobre ele e, pelo contrário, ouvi comentários positivos.
De resto, não sei mais nada. Sobre educação, sobre programa, sobre principios, não sei.
E também por isso, até agora equacionei a hipótese de os mudar, aos três anos, para um colégio bilingue, que é sempre uma mais valia.
Mas, neste momento, já não estou tão certa. Porque na verdade, o que me interessa é que eles se sintam bem. Felizes. É essa a minha grande preocupação.
Se eles se sentirem bem nesta escolinha, o resto é absolutamente secundário.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Todos os dias me custa ficar em casa.
Por diversos motivos: trabalho, amigos, casa, marido, filhos, ar livre..., mas há dias em que me custa mais que outros.
Como hoje: Estar na cama e ouvir os meus filhos a chamarem por mim e a chorarem porque conseguem intuir que a Mae está cá em cima e não desce para brincar com eles...
Estes são os dias realmente difíceis.
Apesar de os estar a ouvir a embirrar um com o outro e a gritarem e a chorarem por mil e um motivos diferentes, quem me dera estar ali, com eles.
Mas já esgotei a minha descida e subida de escadas de hoje ( que nem devia acontecer) e agora só volto a estar com eles à noite, no nosso momento íntimo de adormecermos juntinhos...
Há dias que são, realmente, mais dificeis.
O P. continua doente. Não sei se continua ou se é uma nova doença... não sei. Só sei se tem febres altas, sem qualquer outro sintoma e que sob efeitos do Ben-u-ron continua alegre e bem disposto... Foi hoje fazer uma análise para detecção de infecção e vamos ver o que se segue...
Será possível ter filhos e descanso em simultâneo???
Acho dificil... mas não me queixo. Apesar de tudo, têm sido crianças saudáveis e problemas destes não são efectivos problemas. Que sejam sempre pequenas viroses e doenças sem importância que cá estamos nós para as enfrentar...
E como P. está doente, não foi à escola.
Desta vez decidimos que o M. devia ir, apesar de sozinho. Para ver como reage à ausência do irmão.
Ontem tudo correu bem. Conseguir integrar-se e só perguntou pelo P. uma ou duas vezes. E quando chegou a casa foi o P. que se abraçou a ele a dar-lhe beijinhos com um sentido: "- oh, mamo!".
Hoje, já não está tão bem. Ligaram-me do colégio a dizer que apesar de não estar a chorar, está tristonho, aborrecido, sem vontade de brincar e que só pergunta pelo mano...
Disse-lhes para o manterem no colégio e só me avisarem se estivesse a chorar muito. Afinal de contas, eles têm de se habituar a estar um sem o outro.
O P., por seu lado, passa o tempo a perguntar pelo M. e, no laboratorio de análises, quando as meninas o presentearam com um frasquinho de recolha de urina (presente interessante...) pediu outro para o mano...
Estão tão ligados, os meus filhos!
Acho isso lindo, mas não sem uma pequena preocupação. Quando o J. nascer, será que essa ligação vai aumentar? Será que se vão "unir" contra o "intruso"? E como se vai sentir o J.? Excluído deste mundo que é só deles?...
Tenho medo pelos meus filhos. Porque quero que sejam felizes. Sem traumas para qualquer um deles...
Sim... não é mesmo nada fácil ser Mãe!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Lógica

Ontem, o V. estava ver desenhos animados com o P. (sim, é estranho mas acontece muitas vezes...) e o M. queria brincar com ele. Puxou-o, chamou-o, mas o pai não ligou.
Então, o menino esperto, desligou a luz da sala, a televisão e pronto. Assunto rsolvido...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


33 semanas. Hoje ou na próxima quinta feira. Continuo sem saber... mas estamos a aguentar e isso é o mais importante!

O J. já pesa 1.900Kg e tudo está bem com ele.

Comigo, depende da perspectiva: segundo o médico, tenho de ficar aida mais deitada, sem fazer nada ou terei de ir para o hospital; na minha perspectiva, tenho 33 semanas, ainda estou em casa e ainda não tenho o colo extinto... que felicidade!

o importante continua a ser olharmos para o que temos e não para o que não temos...

Por isso, estou bem, o J. está bem e eu estou feliz! Que espere mais duas ou três semanas, e tudo será perfeito!

Coslepping


Depois de um interregno de uma semana, voltaram ontem ao Colégio e tudo correu bem. Hoje, ficaram bem de novo. Sem dramas, sem choros, sem até jás complicados.

Não sei se é por ser outra vez novidade ou se já se habituaram...

Ontem, quando o V. os foi buscar, estavam a brincar com outros meninos e as educadoras dizem que já não andam sempre atrás um do outro, muito embora tenham de manter contacto visual.

Cá em casa continua igual. Sempre a pegarem um com o outro, sempre a perguntarem um pelo outro.

Até a dormir, quando acordam a meio da noite ,a primeira pergunta é sagrada:

- mamo?

- está a dormir aqui ao lado filho.

E então depois:

- mamã? A mamã está aqui.

Pai? - o o papá também está aqui.

E então voltam a dormir.

Como se a nossa cama fosse o nosso reino e o mundo só fizesse sentido quando estamos os quatro a dormir juntos...

Eu e o V. já não temos grande consistência na forma como lidamos com as noites a quatro.

Ás vezes, só queriamos uma noite sossegada, em que dormissem a noite toda sem virem para a nossa cama; mas na maioria das vezes, somos nós que os deixamos ficar e lhes damos beijinhos enquanto dormem...

São tão quentinhos, tão anjinhos!


Benditos americanos com as suas teorias do coslepping para não nos sentirmos culpados!

Ainda semana passada estava a ler sobre o assunto num artigo da Pais e Filhos que dizia que há estudos que provam que as crianças que são deixadas a chorar para aprenderem a dormir sozinhas, aprendem, efectivamente, mas á custa de algum sofrimento... por outro lado, filhos que dormem com os pais são mais felizes e confiantes no futuro!

Na verdade, quero que os meus filhos percebam que sempre que chorem, vão ter a Mãe por perto para os confortar. E se isso fizer deles crianças mimadas, who cares?

Desde que isso signifique que são meninos com muitos miminhos, que seja. São mesmo meninos com muitos miminhos, que adoram dar abraços e beijinhos, que riem muito, que brincam, que dançam, que cantam imenso, que são felizes!

Não se estragam crianças com mimo. Esta é a minha certeza.

Isso não implica, obviamente, falta de limites ou de regras, mas uma coisa não invalida a outra, antes se complementam. Acho que é preciso que se sintam muito amados para perceberem a necessidade de limites e que os aceitem, sem grandes imposições...

Que durmam connosco, que sejam mimados, que sejam felizes!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Filhos


Cada palavra dos meus filhos é, para mim, um abraço.

Cada dança, um bailado;

Cada música que cantam, um verdadeiro concerto,

Cada riso, um momento mágico,

Cada beijo, uma esperança...

É tão bom saber que são meus filhos!

Amigos


Sábado tive a visita da G., do H. e da C.
No Domingo, a visita da D.
E foi tão bom vê-los e relembrar a minha vida fora destas paredes!
Obrigada por me fazerem voltar a sentir normal!

Toalha de banho na cabeça

Estava eu a sair do banho, de toalha enrolada à volta da cabeça como sempre faço, quando ouço o P.:
- mamã, apéu!
Tenho mesmo de explicar aos meus filhos a importância de uma toalha na vida da Mamã...
Não, não é um chapéu! É um objecto de culto, uma rotina, um direito adquirido, uma memória, uma tradição. Um facto da vida absolutamente certo e inalterável.
Faz parte daquele momento em que o banho terminou, mas ainda se sente o cheiro ao gel de banho e ainda não tenho de pensar "o que raio vou fazer ao cabelo que já não tem corte nenhum, nem madeixas nem nada e não posso ir ao cabeleireiro".
Na verdade, uma toalha na cabeça é uma instituição!

Chamar-lhe chapéu é, de facto, um insulto!