segunda-feira, 31 de março de 2008


Os afectos das crianças são realmente puros.
Até agora, não reparei ainda, nem no M. nem no P., qualquer nota de ciúmes.
Mas se os sentissem, seria abolutamente normal. Porque já partilham tanto o meu colo um com o outro, que seria natural terem ciúmes de mais uma partilha de colo. Ainda por cima, com um bebé que não conhecem e que, teoricamente, nada lhes diz.
Certo é, porém, que são imensamente meigos com o irmão bebé. Perguntam sempre por ele e gostam de lhe dar beijinhos. E o M., sobretudo, dá tantos beijos que o deixa lambuzado até eu dizer chega. Mas depois de eu dizer "chega de beijinhos", ainda me diz "mais miminho..." e faz-lhe uma festinha na cabeça.
ESta fotografia foi tirada hoje, à chegada da escola. Logo no carro me perguntaram pelo J. e mal chegaram a casa, o beijinho da praxe.
E são estes momentos de ternura que enchem o meu coração. E me fazem sentir que tenho a tal vida perfeita de que falava outro dia...

As voltas que a vida dá


Na faculdade, tinhamos 4 turmas, numeradas de um a quatro, estando os alunos divididos por turma de acordo com a sua ordem de inscrição.

Sempre foi, por isso, ponto assente, que os alunos da turma um eram os mais certinhos e os da turma quatro os mais "desalinhados".

Como é evidente, eu (e o V.) estávamos na turma quatro e como é mais ou menos fácil de presumir, havendo duas turmas pelo meio (a dois e a três), os extremos raramente se contactavam...


Por isso, não deixa de ser curioso que uma das alunas que mais sobressaía dessa turma um tenha três filhos como eu e os tenha na mesma escolinha dos meus...


Mais uma curiosa prova de que eu não era assim tão diferente como gostava de ser. Ou então não. Pode ser só uma prova de que todos queremos o melhor para os filhos, independentemente da ordem da nossa inscrição na faculdade....


E que saudades tenho eu, ainda, da minha turma quatro do ano zero!

Laranjas


Os meus filhos P. e M. a apanhar laranjas no jardim:

- toma, mamã, sumo!

Pelo menos já sabem que o sumo não vem directamente dos supermercados...

domingo, 30 de março de 2008

Coisas engraçadas


Uma coisa engraçada é...
Eu dizer "os meus filhos mais velhos" referindo-me ao P. e ao M., de apenas dois anos.

A minha vida perfeita



É certo que às vezes me sinto cansada;


É certo que tenho saudades de ter tempo para namorar, para ler um livro, para ir ao cinema, tempo para mim.

É certo que tenho pena das viagens que não fiz e que tinha planeado fazer;

Mas nunca, nem por um segundo, eu trocava a minha vida por uma outra (claro que se pudesse juntar um motorista e uma empregada interna a esta minha vida, ajudava...).


Porque esta minha vida, apesar de não ser perfeita, tem as pessoas perfeitas. E muitos momentos perfeitos.
Como a tarde de ontem.
Fomos a Braga (que é uma terra muito curiosa, com um centro cheio de vida e com muiso parques infantis) e estivemos, eu, o P. e o M., a passear. Andamos nos cavalinhos, nos baloiços, nos escorregas, corremos pela relva, brincamos ás caçadinhas e até partilhamos um gelado da Mac Donald's.

E esse foi, sem dúvida, um momento perfeito. Pedi um Sundae sem cobertura, três copos e três colheres, e sentámo-nos os três na relva, a comer.
Há realmente instantes que, apesar de aparentamente simples, ficam muito tempo na nossa memória. Sei que este vai ficar guardado na minha, por muito, muito tempo. Porque é destes instantes que a minha minha vida se compõe. Os outros, os menos perfeitos, só existem para que estes, os perfeitos, possam sobressair.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Os índios


Hoje, quando os fui buscar à escola, diz-me a educadora:

- no próximo carnaval, tem de os vestir de índios...


(E achei eu giro os disfarces de carneirinho e patinho)


Como diria a minha amiga D., ao ler a minha frase do mensager (Mãe de 3 anjinhos):

Tem mãe que é cega...

O Artista


Pergunta a minha Mãe ao P:
- Quem é este menino?
- É o P.
- E quem é o P.?
- É o "atista"
... Quem não mente, não merece castigo!

A envelhecer

Como sei que estou a ficar velha:
I) Quando me perguntam, duas vezes seguidas, se a minha afilhada de 13 anos (13!) é minha filha...

II) Quando essa mesma minha afilhada, ao receber de presente uma camisola com a inscrição "Don't worry, be happy" me pergunta o que isso quer dizer, eu começo a cantarolar a música (e até canto bem) e ela me diz que nunca a ouviu...

Em que mundo é que vivemos????

terça-feira, 25 de março de 2008

Cabeleireiro

Hoje foi um dia de grandes noviades: regresso à escola depois das férias da Páscoa, ida ao cabeleireiro pela primeira vez e ida ao podologista.

De todos os acontecimentos, a ida ao cabeleireiro foi, sem dúvida, a mais marcante: Saíram de casa casa bebés e voltaram meninos...
Estão tão lindos, tão lindos, que quase me apetece chorar ao olhar para eles. e para aqueles caracóis perdidos. A cabeleireira perguntou-me se queria guardar um caracol...
Não quis. Não sou dada a essas coisas, faz-me impressão guardar cabelos, dentes e coisas do género... Mas fiquei com pena de os ver cair. e de olhar para o espelho e ver as suas caras larocas mais velhas. mais crescidas.
Estão mesmo lindos. E o tempo está a correr!

Brincadeiras

As brincadeiras dos meus filhos P. e M.:

Primeiro, começaram a atirar os livros que lhes dei à cabeça um do outro. Riram-se muito (mesmo muito!), ficaram com a testa vermelha e brincaram assim durante algum tempo, até eu lhes tirar os livros.
Em seguida, estava eu a comer leite com cereais, pediram-me "ceiais" para a mão. Dei uma mão cheia a cada um deles e lá começaram a atirar cereais à cara um do outro. Voltaram a rir-se muito e eu fiquei com o chão repleto de cereais. Pois ainda não satisfeitos, deitaram-se no chão a comer os restos dos kellog's directamente do chão. Eu deixei. Como diria a minha mãe: " o que não mata engorda..." E como não os há-de matar...

Haverá meninas a ter este tipo de brincadeiras? São mesmo rapazolas...