quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Então nao se pode ser bonita e inteligente em simultâneo?????


Outro dia li num sítio qualquer que os homens gostam de mulheres bonitas e inteligentes mas raramente se casam com elas…
Atendendo ao facto de eu ter casado, o que é que isso faz de mim? E atendendo ainda ao facto de me achar bonita e inteligente (sim, porque presunção e água benta cada um tem as que quer) o que é que isso faz de mim? Presunçosa? Ou inocente?

Seja como for, lá haverá o seu quê de verdade no que vai escrito. Porque os homens em geral têm a necessidade de se sentirem superiores, se precisarem que precisem deles.
E ter uma mulher tão ou mais forte que eles assusta-os. Ter uma mulher que está com eles porque quer e não porque precise faz alguma confusão nas suas cabecinhas quase sempre básicas…
Não, isto não é nada contra os homens! Na verdade nem tenho razão de queixa porque fui encontrando alguns que, ao longo destes anos de juventude/maturidade se quiseram casar comigo (vá-se lá perceber….) mas é a favor de algumas mulheres bonitas, inteligentes e interessantes que conheço que são preteridas por outras não tão bonitas nem inteligentes, precisamente por isso mesmo!
Não é justo!
Bora daí fazer um abaixo assinado: Sim, somos bonitas e inteligentes e sim…. Vocês têm mesmo de levar connosco!

E sim, também sei valorizar as coisas boas...

Acho que os meus bebés voltaram ao seu estado normal: crianças equilibradas e felizes.
Depois de um período que imagino tenha sido de alguma confusão nas suas cabecitas, as coisas estabilizaram.
E a verdade é que o V. tem contribuído muito para isso.
Tem sido um Pai muito presente, mais disponível, mais atento e preocupado.
E eles sentem isso.
Eu sinto isso.
Tem arranjado tempo para eles onde antes não havia e acho que eles entenderam que o Pai está finalmente com eles.

Como disse num outro post qualquer: A experiência não é o que nos acontece mas o que fazemos com o que nos acontece. Espero que esta tenha valido para alguma coisa…

Nota final: Sei que não é fácil lidar com a minha necessidade, com a minha exigência de perfeição. Sei que não é fácil estar à altura das minhas expectativas. Provavelmente sou exigente demais. Mas, provavelmente também, basta um pequeno esforço para lá chegar…

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O merecido reconhecimento ou a mera necessidade de dizer OBRIGADA


Quem disse que o Homem não é uma ilha tinha mesmo razão. Claro que para a frase ter ficado para a história alguma razão devia ter, mas entre o que se diz e o que se constata vai, por vezes (a maioria delas) uma grande diferença.
Mas o facto é que o Homem não é uma ilha.
E tenho vivido essa sensação de modo muito intenso nos últimos tempos.
Sou uma pessoa forte. Com uma personalidade muito vincada. Não há como negá-lo. Às vezes forte até demais porque passo uma imagem que nem sempre é verdadeira. Há dias em que estou mais frágil, muitos dias em que só queria repousar a cabeça, em que queria deixar de ter de decidir, mas na maioria dos meus dias, sou uma pessoa forte. Sou-o muito por mim, é certo, porque é assim que sou e nao sei ser de outro modo, mas também muito (e hoje sinto-o muito de perto) por causa das pessoas boas que tenho à minha volta.
A minha força de nada adiantaria se nao tivesse tantas pessoas amigas que me rodeiam, a mim e aos meus filhos e nos permitem viver felizes.
Ontem, na festa de aniversário dos meus bebés, disse a todos que lá estavam que sem eles aquela festa não seria possível.
Isso nao é inteiramente verdade, mas tem muito de verdadeiro:
A minha irmã e a minha Mãe têm sido absolutamente incansáveis. Mudaram a vida delas, a casa delas para a minha nestes últimos dias, só para me ajudarem. A minha irmã, a minha princesa, adora os meus filhos e tem-me demonstrado isso todos os dias. Passeia com eles, preocupa-se, está atenta, tem sido a melhor Tia e a melhor irmã que eu podia desejar.
A minha Mãe, a minha melhor amiga. Tem feito de tudo por mim e pelos meus meninos, e ontem estava tão cansada que nem tinha explicação. Apesar disso, sempre disponível para nós, sempre com um sorriso, com uma palavra... é, sem dúvida, o nosso porto de abrigo.
O J., namorado da minha irmã, com um carinho e uma atenção pelos meus filhos que me emocionam;
Os meus sogros, com uma atenção a nós absolutamente inexcedíveis. Nunca podia ter querido sogros melhores... Nunca!
Todos os meus amigos (mais e menos antigos), pela disponibilidade e preocupação desinteressada. Nem sei como estive tanto tempo sem lhes dar a real importância que têm...
O resto da familia, pelas palavras queridas, pela amizade, por estarem ali e demonstrarem que estão ali, para o que nós precisarmos...
Realmente, se eu soubesse ser mais afectuosa, teria de os encher de beijos a todos!
Como não sou, só sei escrever: OBRIGADA.
Não que estes venham ler estas palavras, que eu sei que nem todos aqui chegam, mas fica pelo menos para mim, este imeeeeeeennnnnnnnnso obrigada.

Sem estas pessoas a nossa vida seria, decerto, bem mais difícil!...

Só bolos e festas!

Estes últimos dias têm sido só festa!!!!
Desde quinta-feira não fazemos outra coisa senão cantar os parabéns e comer bolo!
Acho que os meus piruças (como lhes chama a minha mana) estão felizes.
Tiveram a sua festa privada com o papá e a mamã como o M. queria e a sua festa com muiiiiiita gente como o P. queria.
Assim, agradamos a gregos e a troianos:
Quinta-feira fomos os quatro (eu, o V., o P. e o M.) almoçar à praia. Brincaram muito na aareia, jogaram à bola e depois fomos ao parque. Chegaram a casa cansados mas ainda com direito a parabéns e a bolo com os papás, o mano J., a Avó F., o Avô F. e a Avó Naná.
Sexta-feira tivemos outra vez bolo e parabéns ao J., também com as mesmas pessoas e ontem, a festa completa: De manhã foram os três tomar o pequeno almoço com a titi e o J. à praia (e mostrar a sua fatiota de carnaval) e à tarde, a verdadeira FESTA: com três bolos (sim, porque apesar da festa ser comum cada um tem direito ao seu bolo), muitas velas, muitos balões, muitas, muitas prendas e muitos muitos amigos.
correu tudo lindamente e os meus pequenotes estavam felizes!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Parabéns aos meus três principes


Ontem os meus príncipes mais velhos fizeram 3 anos e o meu príncipe bebé faz hoje um ano.
Foram três anos muito, muito intensos…
Com momentos muito bons e outros nem tanto mas, apesar de tudo, inesquecíveis. Que eu não trocaria por nada.
Independentemente da vida que eu sei que teria se não os tivesse, decerto mais fácil, não me arrependo nem por um segundo de os ter. São os meus heróis, os meus príncipes, o meu sorriso, a minha luz.
Três bebés lindos, doces, meigos, sensíveis, inteligentes, criativos, que todos os dias me enchem a alma!
São terroristas, sim. Todos os dias! E aborrecidos e birrentos muitas vezes. Mas são meus. E amo-os com uma paixão que não posso descrever.
Meus três amores pequeninos:
Dizem que a mamã sabe escrever. É verdade. Mas não o suficiente para transmitir por palavras o bem que vos quero.
Se vos pudesse proteger de todo o mal, fá-lo-ia, mas também não sou capaz. A mamã é só uma mamã, não é Deus.
Mas, apesar disso, e apesar de todas as falhas que tenho enquanto ser humano e enquanto mãe, prometo que vou estar sempre ao vosso lado e que, o que não puder evitar, vou tentar minorar. Para que vocês cresçam saudáveis e sejam, no futuro, pessoas boas, equilibradas e felizes. Vamos, em conjunto, crescer. Vamos, em conjunto, brincar e criar muitos jogos que serão nossos. Vamos, em conjunto, aprender a viver. Haverá alguns dias menos bons. Em que estou com menos paciência ou menos tempo, como tantas vezes acontece, mas teremos sempre o nosso momento do conto. O nosso momento das canções de embalar. O nosso momento de carinho e de mimo. E, nesse momento, nesses momentos, saberemos que estamos juntos para a vida, para o que der e vier!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ai eu já pensei pintar o céu de azul

Quando no domingo de manhã anunciei aos meus dois principes que iamos fazer pinturas, disse-me o M:
- preciso de uma escada, mamã!
- de uma escada? para quê?
- para chegar ao céu!
- E p´ra quê, filho?
- Oh, mãe, para pintá-lo!
(...)
- E de que cor queres tu pintar o céu?
- de cor-de-rosa, mamã!....
(....)

E eu, para ti, meu bebé, lindo, quero que toda a tua vida seja cor-de-rosa! Quero que o teu mundo seja uma bola de sabão inquebrável, daquelas que reflectem todas as cores do arco-iris; que a tua alma seja uma paleta de sentimentos claros e vívidos. Que sejas feliz. Sempre!

(desejo igual e naturalmente extensivo aos dois manos, mas mais adequado a este desejo infantil que me adoçou o coração)

três estrelas....


Os meus principes mais velhos são um sucesso entre o mulherio...

Assim que chegamos à escola, vem sempre um bando de meninas (mais velhinhas e todas muito queridas) ter connosco:

- Olha o P. e o M.! Que giros que estão hoje!...

E outros comentários afins....

E eles lá se vão pavoneando, entre o levemente tímido e o levemente orgulhoso, com olhares languidos e sorrisos entreabertos....


Vão dar que fazer estes meus rapazes!

E tendo a constatação de que o J. é tão lindo como os irmãos, vou ter três problemas entre mãos...

A vantagem que temos quando alguém nos desilude demais é que depois, já nada nos pode admirar…
A partir do momento em que desistimos de acreditar, de criar expectativas, de esperar, a partir desse momento, tudo se torna mais fácil.
É certo que é um momento triste. De viragem, de dor. Mas, em contrapartida, pode proteger-nos para o futuro. Pelo menos as supostas desilusões deixam de o ser porque já não há ilusões para alimentar.
O que significa que, em teoria, há realmente um aspecto positivo em tudo na vida. Às vezes só temos de procurar bem fundo, mas que há…. há!

Jogos do dia a dia


O amor e a cumplicidade fazem-se de pequenos gestos, de pequenos segredos, de pequenas rotinas que se vão desenvolvendo no dia a dia.
Eu e os meus filhos (sobretudo os mais velhos porque o J. só agora começa a participar mais activamente nas brincadeiras) temos essa coisa muito nossa de desenvolvermos jogos, palhaçadas, momentos que só nós percebemos. Porque não entendíveis para quem não divide o nosso dia-a-dia.
A última das nossas brincadeiras é a dos beijinhos:
Eu peço um beijo.
Eles dizem que fugiu.
Eu pergunto: Para onde?
Eles respondem: para a rua!
Eu vou à janela ou à porta, apanho o beijinho e coloco-o de volta na boca do P. ou do M.
Em seguida recebo um beijo repenicado delicioso!

O mesmo se passa com os abraços.
As regras são as mesmas mas quando apanho o xi-coração devolvo-o ao coração dos meus príncipes para que estes entretanto me abracem como se não houvesse amanhã!

E pronto! É também desta matéria que é feito o amor!

Obras de arte












No Domingo estivemos a fazer pinturas.
Como o dia estava cheio de sol (o que não tem sido habitual), viemos para o jardim e deixei o P. e o M. pintar papeis, madeira, mãos, roupa e quase tudo o mais que estava à volta deles.
Ficaram entusiasmadíssimos e levaram a sua missão muito a sério.
Agora sim podem dizer que são uns verdadeiros artistas….