sexta-feira, 29 de maio de 2009

mais blá blá e coisa e tal


Tenho um problema grave.
Quer dizer: pensando direitinho até tenho vários problemas graves... Por ex. nao gosto de trabalhar. Nao gosto, pronto. Com este calor dá-me uma soneira e uma vontade de me ir esticar para uma qualquer esplanada na Foz, que nem vos conto...
Também nao gosto de comer. Uns geladitos ainda vá que nao vá; uns pratinhos bem feitos de quando em vez também marcham que nao fazem mal a ninguém, mas comer por rotina... é que nãoo gosto mesmo.
Também tenho o problema de me meter em coisas de que nao gosto e nao desisto a meio por teimosia - Como vocês já sabem do surf e da ginástica.
E tenho outros que agora nãoo recordo, mas o que hoje me traz aqui é o problema grave de ter opinião sobre tudo.
É que basta perguntarem seja o que for, que tenho a mania que tenho opinião. Ainda que nao perceba nada do assunto (ou seja, na maioria das vezes), acho sempre que tenho alguma coisa a dizer. O que nao faz de mim uma pessoa interessante, de todo... faz de mim, apenas, uma pessoa que fala com pilhas duracell.
E isso às vezes cansa!
Às vezes dou por mim a falar sobre coisa nenhuma e pergunto-me a mim mesmo como é que os outros me aturam. Como é que me ouvem. Como é que me lêem...
Sou chata. Nao há muito mais a dizer sobre isso.
Tanto que se não falo, canto. E até já sou eu que peço aqui aos meus coleguinhas de trabalho para porem música, para ver se ninguém tem de me ouvir...
Por isso, quando eu não parar de escrever - como agora, que, verdadeiramente, nao estou a dizer rigorosamente nada -digam-se. Mandem-me um: cala-te rapariga!
Pode ser que ganhe vergonha na cara e comece a falar menos...

Mas que duvido... lá isso duvido

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fim de semana à porta com Serralves em festa

O fim de semana está à porta, com um tempo espetacular.
E vai ser um fim de semana de serralves em festa, o que significa sempre isso mesmo - festa.
Desde há dois anos que nao faltamos e, muito honestamente, pensei que se fosse tornar uma tradição da nossa familia a cinco.
Nao pôde ser, mas é e continuará a ser uma tradição da nossa familia a quatro. A quatro e não só porque já combinamos com a minha mãe, a minha irmã, o J. e outros amigos que, espero eu, farão parte das nossas tradições vindoiras.
Ligo muito a essa coisa das tradições. Das rotinas. Porque acho que ajudam a escrever a nossa história.
A novidade é boa, pois claro que sim, mas acho que a nossa história se escreve de muitos momentos que se repetem.
Como o cheiro a leite-creme ou rabanadas quentes no Natal. Se o sentirmos, associámo-lo a uma memoria boa e, digo eu, o nosso crescimento precisa de memórias boas.
Sempre acreditei nisso para mim e acredito nisso para os meus filhos.
Há coisas que vou querer sempre repetir com eles. Para que nunca se sintam desenraízados.
Este pic nic em Serralves, neste dia, há-de ser mais uma das nossas rotinas. Mais uma das nossas histórias. Mais uma pedrinha a fortalecer a nossa muralha.
E, depois, no domingo, o Avô cantigas vem ao parque da Pasteleira...

Mais música e mais festa... hum.... estou mesmo ansiosa!

Nova expressão culinária

Anteontem estavamos nós a fazer o jantar (sim, porque os meus bebés mais velhos adoram cozinhar), que constava de uma coisa complicadíssima - omolete.
Pedi-lhes que batessem os ovos e logo que me disse o P.:
- nao é bater, mãe, é ralhar!
- Mas, oh filho, os ovos batem-se, é mesmo assim que se diz.
- Nao pode ser mamã! Nao se bate, ralha-se. Por isso, ralham-se os ovos.

(...)

E pronto: Nova expressão culinária: ralhar os ovos!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Miminho

Ontem, ao jantar, do meio do nada, disse-me o M.
- Tu és o meu anjo, mamã. A minha rainha.

E eu senti de imediato o meu coração tão quentinho...

Um doce o meu bébé teimoso e terrorista. Um doce.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vaca


A www.espacocaisdegaia.blogspot.com
Tem esta imagem com este pensamento:

O Amor é como a relva ! Planta-se e cresce ! Vem uma vaca e estraga tudo !...

E não é que concordo plenamente?
A imagem da vaca é que não é muito eclética… é que também as há de todas as raças e cores…
Bem…

Haja ao menos saúde e bom humor!

Vida real


Ontem, estava eu, depois do jantar, a arrumar os brinquedos dos meus filhos espalhados pelo chão da cozinha, quando dei por mim a pensar no quão pouco glamoroso era aquilo que eu estava a fazer.
Compreendo, de facto, que num final do dia, em que a Mulher se perde em rotinas caseiras como fazer jantar, deitar restos de comida para o lixo e arrumar brinquedos do chão, com a roupa amachucada de um dia inteiro de trabalho e de ranho e de mãos sujas, o Homem não olhe para ela com a mesma paixão e sensualidade que olhava quando ela se arranjava só para ir ter com ele. Quando se perfumava a pintava só para irem tomar café.
Essas rotinas podem, de facto, matar a paixão.
Podem. Mas não acredito que devam. Nem que seja sempre assim.
Porque na verdade, não creio que haja nada de mais intimista do que partilhar essa tarefas rotineiras depois de um dia de vida. Em que ambos podem terminar tudo em conjunto, para que seja mais rápido, ainda a tempo de se meterem os dois na cama bem quentinhos a conversar. E a namorar.
Porque não é exequível, numa vida a dois, estar o casal sempre impecavelmente vestido e cheiroso e sem nada para fazer.
E, em qualquer outra vida que se preze, o histórico há-de vir a ser o mesmo. Podem não ser os brinquedos no chão, mas há-de ser o jantar, a limpeza da casa, os restos de comida no lixo, o cão e o gato, o pó, ou seja o que mais for.
As rotinas hão-de repetir-se.
E isso é bom, caramba!
Gosto de pensar que isso faz parte de uma vida a dois. Partilhada, sentida, amada.
Sim, gosto de pensar que isso é que é a vida real.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

E quem não salta, nao é portista!!!!!!

No Domingo fomos ao futebol, participar da festa dos campeões, carago!
Foi muito, muito bom.
Os meus filhos adoraram, como já era de esperar.
E olharam para tudo menos para a parte técnica da coisa que, obviamente, não percebem.
Assim, o M. passou a 1ª parte de costas para o relvado, embevecido com uma gaita de um adepto do Braga que, depois de muito o ver a olhar para ele, lá me perguntou, simpaticamente, se lha podia oferecer.
Bem, os olhos de felicidade dele não têm explicação.
Passou depois o resto do jogo a tocar na sua gaita cor de laranja, com um som tipo trombone aos soluços.
Uma dor de cabeça!...
O P. passou o tempo com considerações sobre tudo:Sobre as gaivotas que vieram ver o jogo e que iam fazer cocó lá do alto, sobre o arbitro que não sabe apitar e é burro, sobre os polícias, a bola amarela, as pipocas, as bandeiras e bandeirolas, os bombeiros, os médicos e basicamente sobre o mundo em geral.
Adoraram o R., que é um doce e lhes prestou atenção e vieram de lá cansados e felizes, cheios de coisas para contar ao Pai que fez o favor de nos ir buscar.
Para o ano, estaremos lá de novo, oh se estaremos!
Que isto de ser campeão é só apanhar o jeito!
E biba o Puorto!!!!!!

A surfar em grande! ou nem por isso...

Lá continuo eu nas minhas aulas de surf.
Por pura teimosia, confesso.
Porque o que eu mais quero, destas aulas, é que terminem…
Aliás, o que eu mais gosto do surf é:
1º. Sair de casa ao sábado de manhã e ir tomar o pequeno almoço à praia com um grupo de amigos:
2º tomar um banho bem quente e demorado logo que chego a casa.
3º mais nada.

Ora, pois. Que isto de surfar tem muito que se lhe diga.
Antes de mais, tem o facto de envolver água. Água muito, muito fria.
Depois, tem a questão de eu não saber nadar particularmente bem nem gostar nada de água fria…
E as ondas?
Ah, pois. O mar tem ondas! E algumas bem grandes…
E ainda por cima é preciso conseguir colocar-me em cima de uma prancha e remar.
Ter força para remar em cima da prancha é do caneco.
Estou com umas dores de braços, ombros e costas que mal aguento…
Logo eu que quando jogava matrecos não podia mexer os braços no dia a seguir, foi-me dar para um desporto completamente braçal.
Dá-me para casa uma!
Se ao menos o fato fosse bonito. E não me ficasse grande… eu ainda podia ver alguma beleza naquilo, mas nem isso…
Valha-me ao menos a G., que partilha deste meu queixume…

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Nao é ter dúvidas. É nao ter certezas. Ou ter certezas e nao querer acreditar nelas. Ou então somos todos malucos e sim. Acho que é mesmo isso


Ouve:
como é que podemos falar de amor?

E de beijos e de abraços e de falta e de saudades e de todas as cores do arco-iris?
Nao sei. Nao sei mesmo.

Porquê?


- Porquê, perguntas tu.

- Para marcar uma posição?

Podia ser. Como podia ser por um outro milhão de motivos. Mas não é.
De facto, é por um motivo bem mais prosaico: É assim simplesmente porque nada fizeste para que não fosse.