Há histórias que nunca chegam a ser.
São um esboço, um desenho com traços pouco coerentes, pouco firmes, sem nunca chegarem a pintura.
E podiam até tranformar-se em obra de arte. Ou não. Ser apenas mais um quadro para deitar ao lixo. Mas podiam, seguramente, ser qualquer coisa.
Que nunca chegam a ser.
E, como obra inacabada que são, deixam sempre alguma tristeza, alguma frustação. Por nao se ter conseguido perceber o que sairia dali. Por se ter tido apenas um vislumbre de uma qualquer história que podia ter sido.
Acho que vou começar a ler os livros até ao fim...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Mim mamã super mulher
Ontem o M. entalou dois deditos na porta do meu carro.
Nada de mais, sem nenhuma outra consequencia que nao fossem uns deditos ligeiramente amassados e um choro com colinho.
Engraçado foi ouvi-lo depois a contar ao irmão:
- Olha P., magoei os meus dedinhos...
- mas a mamã salvou-te, M. a mamã salvou-te!
E pode ser egoísta da minha parte, mas quase valeu a pena ouvir o M. chorar, para depois me sentir a heroína da familia.
Sim! Eu salvei o meu filho do tenebroso monstro das portas pesadas que magoam dedos de meninos inocentes e lindos...
Nem mais.
Nada de mais, sem nenhuma outra consequencia que nao fossem uns deditos ligeiramente amassados e um choro com colinho.
Engraçado foi ouvi-lo depois a contar ao irmão:
- Olha P., magoei os meus dedinhos...
- mas a mamã salvou-te, M. a mamã salvou-te!
E pode ser egoísta da minha parte, mas quase valeu a pena ouvir o M. chorar, para depois me sentir a heroína da familia.
Sim! Eu salvei o meu filho do tenebroso monstro das portas pesadas que magoam dedos de meninos inocentes e lindos...
Nem mais.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Planos de fim de semana
É noite de Sexta, mas já é sabado.
E, daqui a poucas horas, vamos para Celorico.
Gosto muito de lá ir. É calmo, com ambiente de aldeia, sempre tudo muito verde, tudo muito perto (pelo menos ali no centro...) e gosto de ver a minha avó paterna, a minha prima A., a C....
Os miúdos tb gostam muito, não só da casa da A. como tb da zona verde. De andar no parque, de ver os patos...
ando a prometer-lhes (aos mais velhos, entenda-se) que no domingo os levo a andar de skate.
Têm os skates desde Fevereiro de ano passado, mas nunca lhos dei. Sempre tive medo do seu uso... Mas nao posso adiar muito mais... Perguntam-me milhentas vezes pelos skates e eu milhentas vezes respondo que estão em casa do vizinho (!... nao me perguntem porquê, pareceu-me, na altura, uma boa desculpa...), mas acho que este domingo os vou deixar andar...
Pode ser que nao gostem e que eu nao tenha de me preocupar mais com isso...
E, daqui a poucas horas, vamos para Celorico.
Gosto muito de lá ir. É calmo, com ambiente de aldeia, sempre tudo muito verde, tudo muito perto (pelo menos ali no centro...) e gosto de ver a minha avó paterna, a minha prima A., a C....
Os miúdos tb gostam muito, não só da casa da A. como tb da zona verde. De andar no parque, de ver os patos...
ando a prometer-lhes (aos mais velhos, entenda-se) que no domingo os levo a andar de skate.
Têm os skates desde Fevereiro de ano passado, mas nunca lhos dei. Sempre tive medo do seu uso... Mas nao posso adiar muito mais... Perguntam-me milhentas vezes pelos skates e eu milhentas vezes respondo que estão em casa do vizinho (!... nao me perguntem porquê, pareceu-me, na altura, uma boa desculpa...), mas acho que este domingo os vou deixar andar...
Pode ser que nao gostem e que eu nao tenha de me preocupar mais com isso...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Desistir

Ainda a propósito da minha dificuldade em desistir, tenho de confessar que não gosto.
Não gosto, pronto.
E às vezes, por causa disso, insisto em coisas que não valem a pena, só para não ter de desistir. O que é de facto uma estupidez, eu sei.
É preciso saber quando desistir. Quando deitar a toalha ao chão e passar à frente, ainda que isso nos custe os olhos da cara.
Lembro-me de quando era miúda me ter apercebido da existência de um sinal na barriga. Sino, chamava-lhe eu. Pois eu não gostava da porcaria do sino (por acaso agora até lhe acho piada e até fica bem quando ando de barriga à mostra) e vai daí, andava sempre a esfregá-lo. Por muito que a minha mãe me explicasse que o sino não ia sair, eu continuava empenhadíssima em apagá-lo…
Lembro-me de uma outra vez em que estava na praia e fiz um buraco na areia daqueles muito, muito fundos (pelo menos para mim, na altura, era muiiiiito fundo). E depois decidi que o ia encher de água. E era ver-me ir ao mar com baldinhos e retornar ao buraco e despejar a água dos ditos, vezes sem conta.
Uma freira que costumava fazer praia connosco bem me dizia: olha que só Deus consegue encher um buraco de areia com água!... mas eu olhava para ela descrente e passei a tarde a tentar encher a porcaria do buraco…
Tive de crescer um bocadinho para perceber que há coisas que não consigo. Que de facto não sou Deus. Não percebi bem nessa altura mas na altura em que o meu Pai adoeceu. Queria mesmo muito curá-lo. Mesmo muito. Não consegui. Nem eu nem Deus que devia estar um bocadinho desatento na altura (ou então a encher buracos de areia com água para outros meninos noutra terra qualquer).
Seja como for, aprendi, nessa altura, que às vezes só nos resta desistir.
E acho que foi mesmo a partir desse momento que comecei a encarar a vida com outros olhos.
Os olhos de quem tenta mudar o que pode, que tenta aceitar o que não pode mudar e que tenta, mais que isso, e muito arduamente, perceber a diferença entre uma coisa e outra.
Acho que é provavelmente por isso também que desenvolvi o que a Cris disse num comentário a outro post: O Sandra’s way. O meu modo simples (sem ser simplista), claro e transparente de ver a vida.
De aceitar com naturalidade o status das coisas. Não que isso me torne conformista porque sou lutadora e teimosa (demasiado, por sinal) por natureza. Mas não vejo dramas onde a maioria das pessoas veria.
Acho sempre que só a morte não tem solução. Tudo o resto se resolve, seja de um modo ou de outro. E já agora, mais vale aproveitar o que temos, enquanto temos. Nunca sabemos quando nos vamos embora, certo? É bem melhor passarmos os nossos dias com as pessoas de quem gostamos, lutarmos com todas as nossas forças para sermos felizes, para fazermos os outros felizes … Só assim vale a pena…
E se isso significar que temos de desistir algumas vezes, que seja.
Voltaremos mais fortes depois. Mais confiantes. Mais seguros do que queremos e, sobretudo, mais seguros do que não queremos.
Não gosto, pronto.
E às vezes, por causa disso, insisto em coisas que não valem a pena, só para não ter de desistir. O que é de facto uma estupidez, eu sei.
É preciso saber quando desistir. Quando deitar a toalha ao chão e passar à frente, ainda que isso nos custe os olhos da cara.
Lembro-me de quando era miúda me ter apercebido da existência de um sinal na barriga. Sino, chamava-lhe eu. Pois eu não gostava da porcaria do sino (por acaso agora até lhe acho piada e até fica bem quando ando de barriga à mostra) e vai daí, andava sempre a esfregá-lo. Por muito que a minha mãe me explicasse que o sino não ia sair, eu continuava empenhadíssima em apagá-lo…
Lembro-me de uma outra vez em que estava na praia e fiz um buraco na areia daqueles muito, muito fundos (pelo menos para mim, na altura, era muiiiiito fundo). E depois decidi que o ia encher de água. E era ver-me ir ao mar com baldinhos e retornar ao buraco e despejar a água dos ditos, vezes sem conta.
Uma freira que costumava fazer praia connosco bem me dizia: olha que só Deus consegue encher um buraco de areia com água!... mas eu olhava para ela descrente e passei a tarde a tentar encher a porcaria do buraco…
Tive de crescer um bocadinho para perceber que há coisas que não consigo. Que de facto não sou Deus. Não percebi bem nessa altura mas na altura em que o meu Pai adoeceu. Queria mesmo muito curá-lo. Mesmo muito. Não consegui. Nem eu nem Deus que devia estar um bocadinho desatento na altura (ou então a encher buracos de areia com água para outros meninos noutra terra qualquer).
Seja como for, aprendi, nessa altura, que às vezes só nos resta desistir.
E acho que foi mesmo a partir desse momento que comecei a encarar a vida com outros olhos.
Os olhos de quem tenta mudar o que pode, que tenta aceitar o que não pode mudar e que tenta, mais que isso, e muito arduamente, perceber a diferença entre uma coisa e outra.
Acho que é provavelmente por isso também que desenvolvi o que a Cris disse num comentário a outro post: O Sandra’s way. O meu modo simples (sem ser simplista), claro e transparente de ver a vida.
De aceitar com naturalidade o status das coisas. Não que isso me torne conformista porque sou lutadora e teimosa (demasiado, por sinal) por natureza. Mas não vejo dramas onde a maioria das pessoas veria.
Acho sempre que só a morte não tem solução. Tudo o resto se resolve, seja de um modo ou de outro. E já agora, mais vale aproveitar o que temos, enquanto temos. Nunca sabemos quando nos vamos embora, certo? É bem melhor passarmos os nossos dias com as pessoas de quem gostamos, lutarmos com todas as nossas forças para sermos felizes, para fazermos os outros felizes … Só assim vale a pena…
E se isso significar que temos de desistir algumas vezes, que seja.
Voltaremos mais fortes depois. Mais confiantes. Mais seguros do que queremos e, sobretudo, mais seguros do que não queremos.
Digo eu, claro...
que já sabem que gosto de ter opinião sobre tudo (LOL)
O fim da minha experiencia surfista
Outra coisa que nao contei:
Desisti, finalmente, do surf.
Ou antes: nao desisti... troquei por outras coisas...
Bom, desisti, sim, por muitos eufemismos que eu queira usar...
Nao sou muito boa a desistir de coisas. Nao sou mesmo. E fico com um amarguinho de boca sempre que o faço. Mas a partir do momento em que a F. me disse que me comprava as aulas, se eu nao quisesse ir mais, tive a saída ideal. Posso sair sem perder dinheiro e pelo menos já nao me sinto tão mal...
E sempre posso dizer que já experimentei fazer surf e que até sei o que é uma " mola" e um "take off"!
Em contrapartida hoje dediquei-me um bocadinho mais na minha aula de ginástica...
O J. diz que eu, se for ao ginásio duas vezes por mês é muito, mas isso é um exagero... nao sou de facto muito aplicada mas gosto de saber que faço algum exercício.
Quanto ao surf é outra coisa... E, assim, este sábado de manhã fui para a praia com os meus petizes.
Estava tanto calor que mal dava para colocar os pés fora da toalha mas foi muito bom.
Engraçado foi vê-los no mar:
Não costumam ir ao mar. Foram ano passado no Sul de Espanha porque o mar parecia uma piscina mas aqui no Norte nem pensar.
Por isso não têm o hábito nem o conhecimento.
Seja como for o M´., sempre aventureiro, adorou. percebeu que nao pode tirar a mão de Mãe (ou de um adulto, como ele diz) mas com mão nao queria sair da água.
O J. também nao desgostou, muito embora nao tenha amado...
Já o P., nao gostou. Começou a chorar e quis ficar sentado na areia a uma distancia muito confortável.
Engraçado mesmo foi vê-lo preocupado com o irmão. Enquanto eu estava com o M. na água, ouvi-o gritar lá de longe:
- cuidado M., olha as ondas! é perigoso, sai daí!
Tão preocupado que estava... gostam mesmo uns dos outros os meus meninos lindos.
Andam sempre às turras, a implicar por tudo e por nada, batem-se, ralham-se, mas adoram-se. E isso dá-me uma tranquilidade tão grande....
Ainda nao disse hoje que os amo de paixão, pois não?
Pois. Andam insuportavelmente chorososos e a dar-me cabo da paciencia, mas amo-os de paixão!
Desisti, finalmente, do surf.
Ou antes: nao desisti... troquei por outras coisas...
Bom, desisti, sim, por muitos eufemismos que eu queira usar...
Nao sou muito boa a desistir de coisas. Nao sou mesmo. E fico com um amarguinho de boca sempre que o faço. Mas a partir do momento em que a F. me disse que me comprava as aulas, se eu nao quisesse ir mais, tive a saída ideal. Posso sair sem perder dinheiro e pelo menos já nao me sinto tão mal...
E sempre posso dizer que já experimentei fazer surf e que até sei o que é uma " mola" e um "take off"!
Em contrapartida hoje dediquei-me um bocadinho mais na minha aula de ginástica...
O J. diz que eu, se for ao ginásio duas vezes por mês é muito, mas isso é um exagero... nao sou de facto muito aplicada mas gosto de saber que faço algum exercício.
Quanto ao surf é outra coisa... E, assim, este sábado de manhã fui para a praia com os meus petizes.
Estava tanto calor que mal dava para colocar os pés fora da toalha mas foi muito bom.
Engraçado foi vê-los no mar:
Não costumam ir ao mar. Foram ano passado no Sul de Espanha porque o mar parecia uma piscina mas aqui no Norte nem pensar.
Por isso não têm o hábito nem o conhecimento.
Seja como for o M´., sempre aventureiro, adorou. percebeu que nao pode tirar a mão de Mãe (ou de um adulto, como ele diz) mas com mão nao queria sair da água.
O J. também nao desgostou, muito embora nao tenha amado...
Já o P., nao gostou. Começou a chorar e quis ficar sentado na areia a uma distancia muito confortável.
Engraçado mesmo foi vê-lo preocupado com o irmão. Enquanto eu estava com o M. na água, ouvi-o gritar lá de longe:
- cuidado M., olha as ondas! é perigoso, sai daí!
Tão preocupado que estava... gostam mesmo uns dos outros os meus meninos lindos.
Andam sempre às turras, a implicar por tudo e por nada, batem-se, ralham-se, mas adoram-se. E isso dá-me uma tranquilidade tão grande....
Ainda nao disse hoje que os amo de paixão, pois não?
Pois. Andam insuportavelmente chorososos e a dar-me cabo da paciencia, mas amo-os de paixão!
Do nosso S. João
Ainda aqui nao contei como foi o nosso S. João.
Aliás, há uma série de coisas que nao tenho contado...
vou tentar actualizar!
agora, o S. João:
Foi muito bom. Mesmo.
Moro numa daquelas ruas com casas grandes em que os vizinhos se tratam por vizinhos mas mal se conhecem. É possível que no passado as gerações anteriores tenham convivido entre si, mas vieram os filhos, os netos, os estranhos (como eu) e essa intimidade foi-se perdendo.
Eu só lá moro há cerca de 3 anos, mas também só conheço os meus cunhados, os dois vizinhos da esquerda (um dos quais só conheci por acaso e no âmbito profissional) e o da direita.
Foi, por isso, com grande entusiasmo que aderi ao que nós chamamos o nosso S. João de rua.
Nao foi ideia minha. Foi da minha cunhada e da vizinha dela de frente, que tiveram uma excelente ideia.
Tivemos, assim, o nosso primeiro S. João de rua, ou seja: Usurpamos uma das "nossas ruas" e bloqueámo-la ao transito. Foi decorada com fitas, balões e luzes e pusemos umas mesas a ocupar os dois lados da rua (entendam este fizemos como um "eles fizeram e eu cheguei a alapei o rabo). Assamos sardinhas, pimentos e afins e comemos em agradável cavaqueira.
E nem a música de S. João faltou!
Lançamos balões (exemplo ao lado), os miúdos fartaram-se de dançar e brincar, incluindo nas casas dos vizinhos e ficamos a conhecer-nos um bocadinho melhor.
Éramos tantos que nao houve muito tempo para conversa, mas pelo menos já sabemos que existimos!
E como eu sou a "dona da casa branca com coragem suficiente para a seguir a gémeos ter mais um" acho que sou facilmente recordável...
Enfim. Muito giro.
Para além de tudo, estive, uma vez mais, com as pessoas que de facto me dizem alguma coisa. Aquelas por quem eu daria a minha vida e tudo o resto. E isso faz com que tudo tivesse sido perfeito.
Sem dúvida, a repetir!
E que venha o S. Pedro no próximo fim de semana que nós iremos bailar a um qualquer bailarico de rua!!!!
Aliás, há uma série de coisas que nao tenho contado...
vou tentar actualizar!
agora, o S. João:
Foi muito bom. Mesmo.
Moro numa daquelas ruas com casas grandes em que os vizinhos se tratam por vizinhos mas mal se conhecem. É possível que no passado as gerações anteriores tenham convivido entre si, mas vieram os filhos, os netos, os estranhos (como eu) e essa intimidade foi-se perdendo.
Eu só lá moro há cerca de 3 anos, mas também só conheço os meus cunhados, os dois vizinhos da esquerda (um dos quais só conheci por acaso e no âmbito profissional) e o da direita.
Foi, por isso, com grande entusiasmo que aderi ao que nós chamamos o nosso S. João de rua.
Nao foi ideia minha. Foi da minha cunhada e da vizinha dela de frente, que tiveram uma excelente ideia.
Tivemos, assim, o nosso primeiro S. João de rua, ou seja: Usurpamos uma das "nossas ruas" e bloqueámo-la ao transito. Foi decorada com fitas, balões e luzes e pusemos umas mesas a ocupar os dois lados da rua (entendam este fizemos como um "eles fizeram e eu cheguei a alapei o rabo). Assamos sardinhas, pimentos e afins e comemos em agradável cavaqueira.
E nem a música de S. João faltou!
Lançamos balões (exemplo ao lado), os miúdos fartaram-se de dançar e brincar, incluindo nas casas dos vizinhos e ficamos a conhecer-nos um bocadinho melhor.
Éramos tantos que nao houve muito tempo para conversa, mas pelo menos já sabemos que existimos!
E como eu sou a "dona da casa branca com coragem suficiente para a seguir a gémeos ter mais um" acho que sou facilmente recordável...
Enfim. Muito giro.
Para além de tudo, estive, uma vez mais, com as pessoas que de facto me dizem alguma coisa. Aquelas por quem eu daria a minha vida e tudo o resto. E isso faz com que tudo tivesse sido perfeito.
Sem dúvida, a repetir!
E que venha o S. Pedro no próximo fim de semana que nós iremos bailar a um qualquer bailarico de rua!!!!
Quase, quase a ir de férias
O V. acabou de me telefonar a dizer que está a levantar os bilhetes para a nossa viagem de férias.
Falta menos de uma semana...
Vamos para a Tunisia, para o mesmo hotel onde estivemos ano passado e tenho a certeza que vai ser muito bom.
Estou absolutamente necessitada de férias.
Tenho andado tão cansada que sinto que até a minha paciencia para os miúdos está a começar a esgotar-se... E isso preocupa-me.
São muitas noites sem dormir direito e esta semana nao está, de todo, a correr bem. Felizmente quarta-feira já estamos no ir e vou conseguir recuperar tudo!
Claro que os miúdos vão comigo, mas como o V., a minha mãe e a minha irmã também vão, acho que vai dar para "dispersá-los" por todos...
Nao gosto nada de me sentir cansada...
Ontem tive dores de cabeça o dia todo e nao estou habituada.
Também não estou habituada a sentir-me tão fragilizada e isso incomoda-me...
Sim! Muito Sol, muita piscina, uns quantos sumos de fruta e a companhia das pessoas mais importantes da minha vida e isto vai ao sitio!
Falta menos de uma semana...
Vamos para a Tunisia, para o mesmo hotel onde estivemos ano passado e tenho a certeza que vai ser muito bom.
Estou absolutamente necessitada de férias.
Tenho andado tão cansada que sinto que até a minha paciencia para os miúdos está a começar a esgotar-se... E isso preocupa-me.
São muitas noites sem dormir direito e esta semana nao está, de todo, a correr bem. Felizmente quarta-feira já estamos no ir e vou conseguir recuperar tudo!
Claro que os miúdos vão comigo, mas como o V., a minha mãe e a minha irmã também vão, acho que vai dar para "dispersá-los" por todos...
Nao gosto nada de me sentir cansada...
Ontem tive dores de cabeça o dia todo e nao estou habituada.
Também não estou habituada a sentir-me tão fragilizada e isso incomoda-me...
Sim! Muito Sol, muita piscina, uns quantos sumos de fruta e a companhia das pessoas mais importantes da minha vida e isto vai ao sitio!
terça-feira, 23 de junho de 2009
ainda sobre demonstrações de amor
Lembram-se a história das demonstrações de amor?
Hoje vou juntar uma à lista:
Estando um casal em processo de divorcio e nao sabendo ele se está ou nao doente (embora presuma que está), dizer-lhe ele, a ela, para nao se divorciarem enquanto nao souberem os resultados dos exames deles porque assim, caso esteja mesmo doente, ela será a herdeira dele.
Soube desta história hoje.
Sei que nao será mt romantico. Nao implica flores nem mensagens de avião, mas demonstra muito amor mesmo. Ainda que nao tenha nenhum outro significado, que nao terá, demonstra que ela é a pessoa mais importante da vida dele.
Ainda bem que soube. Gosto de histórias de amor bonitas.
Hoje vou juntar uma à lista:
Estando um casal em processo de divorcio e nao sabendo ele se está ou nao doente (embora presuma que está), dizer-lhe ele, a ela, para nao se divorciarem enquanto nao souberem os resultados dos exames deles porque assim, caso esteja mesmo doente, ela será a herdeira dele.
Soube desta história hoje.
Sei que nao será mt romantico. Nao implica flores nem mensagens de avião, mas demonstra muito amor mesmo. Ainda que nao tenha nenhum outro significado, que nao terá, demonstra que ela é a pessoa mais importante da vida dele.
Ainda bem que soube. Gosto de histórias de amor bonitas.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Aos amigos silenciosos

Quando comecei a escrever neste blog era suposto ser uma coisa mais ou menos anónima.
Depois, com o decorrer do tempo, e porque escrevia maioritariamente sobre os meus petizes, fui acabando por dizer a uma série de pessoas, o V. disse a outras e de repente passou a ser um blog mais que muito público.
E como muitas das pessoas que me visitam e que me conhecem não deixam comentários, muitas vezes esqueço que me lêem, pensando que estou a escrever para os “anónimos”.
Pois não estou.
E, hoje, em conversa com a G., percebi que não estou.
E percebi outra coisa: Que há diferentes pessoas que me lêem e que ficam preocupadas com o lêem. Que me conhecem, que me querem bem e que ficam muitas vezes “abaladas” com a simplicidade, com a crueza das minhas palavras.
A vocês, amigos do coração que me lêem sem nada dizer, que não comentam, que não perguntam, mas que estão sempre atentos:
OBRIGADA!
Por serem amigos silenciosos, mas amigos…
E, para que fiquem descansados:Estou bem.
Foi um terramoto, toda esta mudança… claro que foi. Há dias em que me sinto um nadinha mais triste, mais sozinha… Mas são raros.
Na maioria das vezes, estou efectivamente bem.
Porque não sei estar mal. Não sou amargurada nem despeitada, não sei não gostar das pessoas nem da vida.
Olho sempre para o lado positivo, para o lado bom das coisas. E, por isso, estou bem.
E saber que vocês estão aí, mesmo que tantas vezes eu o esqueça, faz com que eu esteja muito melhor.
Já vos devia ter dito isto, não já?Desculpem…
Gosto mesmo muito de vocês!
Depois, com o decorrer do tempo, e porque escrevia maioritariamente sobre os meus petizes, fui acabando por dizer a uma série de pessoas, o V. disse a outras e de repente passou a ser um blog mais que muito público.
E como muitas das pessoas que me visitam e que me conhecem não deixam comentários, muitas vezes esqueço que me lêem, pensando que estou a escrever para os “anónimos”.
Pois não estou.
E, hoje, em conversa com a G., percebi que não estou.
E percebi outra coisa: Que há diferentes pessoas que me lêem e que ficam preocupadas com o lêem. Que me conhecem, que me querem bem e que ficam muitas vezes “abaladas” com a simplicidade, com a crueza das minhas palavras.
A vocês, amigos do coração que me lêem sem nada dizer, que não comentam, que não perguntam, mas que estão sempre atentos:
OBRIGADA!
Por serem amigos silenciosos, mas amigos…
E, para que fiquem descansados:Estou bem.
Foi um terramoto, toda esta mudança… claro que foi. Há dias em que me sinto um nadinha mais triste, mais sozinha… Mas são raros.
Na maioria das vezes, estou efectivamente bem.
Porque não sei estar mal. Não sou amargurada nem despeitada, não sei não gostar das pessoas nem da vida.
Olho sempre para o lado positivo, para o lado bom das coisas. E, por isso, estou bem.
E saber que vocês estão aí, mesmo que tantas vezes eu o esqueça, faz com que eu esteja muito melhor.
Já vos devia ter dito isto, não já?Desculpem…
Gosto mesmo muito de vocês!
Castelos de areia

Sou, por natureza, imperfeita.
Tenho muitas qualidades, naturalmente, mas tenho também, sem sombra de dúvida, muitos defeitos.
Como o facto de ser presumida.
Sou presumida e admito-o.
Frequentes vezes acredito que sou muito inteligente e muito esperta, atenta aos pormenores, boa avaliadora de caracteres. E, frequentes vezes também, percebo que não percebi rigorosamente nada!
Quer dizer: Já devia ter percebido que a presunção não leva a lado nenhum, certo? Já devia ter aprendido a, pelo menos, ser mais humilde em relação à minha própria presunção…
Mas não…
Por isso continuo a, muitas vezes, ser confrontada com a minha ingenuidade. Com a minha burrice ou falta de esperteza, com os meus erros de avaliação.
Creio que isso tem que ver, sobretudo, com o facto de eu ser muito optimista, muito de bem com a vida e de acreditar genuinamente nas pessoas.
E de acreditar que podem sempre ser melhor do que são.
Mas a verdade é que não podem.
Nós somos o que somos. Não podemos ser melhores nem diferentes. Somos apenas o que somos.
E, com 35 anos, já devia saber disso.
E sei!
Racionalmente, sei.
No meu coração é que não. Cá dentro é que continuo a acreditar naquilo que quero e não naquilo que vejo.
É tramado (com f., como diria a G.)
Assim, por causa dessa minha presunção e água benta, desiludo-me frequentemente com as pessoas quando na verdade elas nem sequer têm culpa.
Eu é que não quero ver, não quero perceber…
Como diria o Sr. Scolari: “e o burro sou eu?????”
Pois… Neste caso sou mesmo eu.
Tenho muitas qualidades, naturalmente, mas tenho também, sem sombra de dúvida, muitos defeitos.
Como o facto de ser presumida.
Sou presumida e admito-o.
Frequentes vezes acredito que sou muito inteligente e muito esperta, atenta aos pormenores, boa avaliadora de caracteres. E, frequentes vezes também, percebo que não percebi rigorosamente nada!
Quer dizer: Já devia ter percebido que a presunção não leva a lado nenhum, certo? Já devia ter aprendido a, pelo menos, ser mais humilde em relação à minha própria presunção…
Mas não…
Por isso continuo a, muitas vezes, ser confrontada com a minha ingenuidade. Com a minha burrice ou falta de esperteza, com os meus erros de avaliação.
Creio que isso tem que ver, sobretudo, com o facto de eu ser muito optimista, muito de bem com a vida e de acreditar genuinamente nas pessoas.
E de acreditar que podem sempre ser melhor do que são.
Mas a verdade é que não podem.
Nós somos o que somos. Não podemos ser melhores nem diferentes. Somos apenas o que somos.
E, com 35 anos, já devia saber disso.
E sei!
Racionalmente, sei.
No meu coração é que não. Cá dentro é que continuo a acreditar naquilo que quero e não naquilo que vejo.
É tramado (com f., como diria a G.)
Assim, por causa dessa minha presunção e água benta, desiludo-me frequentemente com as pessoas quando na verdade elas nem sequer têm culpa.
Eu é que não quero ver, não quero perceber…
Como diria o Sr. Scolari: “e o burro sou eu?????”
Pois… Neste caso sou mesmo eu.
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