terça-feira, 16 de junho de 2009

Demonstrações de amor


Eu sei (e bem, por sinal) que as demonstrações de amor se fazem no dia a dia. Que se prolongam nas rotinas, no bem querer de todas as horas, nas dificuldades de momentos que se vão cruzando connosco.
Mas, apesar disso, tenho uma pergunta para todos vocês:
Se estivessem realmente desesperados para demonstrar a alguém, num só momento, num só acto, que o amam, como fariam?????
Se disso dependesse o ficar ou não ficar com a pessoa que queriam a vosso lado para o resto da vida, que loucura (ou não loucura) estariam dispostos a fazer?

Surpreendam-me, vá!

Gostava mesmo de vos ouvir (ou de, neste caso, vos ler)…

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre o nosso fim de semana prolongado. E sobre a loucura de querer ter uma familia numerosa


Vejam se adivinham lá, por esta fotografia, onde foi o nosso fim de semana…
Nazaré, pois então!
Aproveitei, uma vez mais, o fim de semana prolongado, e desta feita rumamos mais a Sul.
Podia ser por causa do melhor tempo, mas não. Foi mesmo porque depois de mais de uma dúzia de locais para onde telefonei (o Gerês era o meu favorito), este foi o único onde encontrei lugar (nao percebo como se fala tanto de crise...)
Hotel Praia, de 4 estrelas, com algumas particularidades interessantes.
Uma decoração muito clean, piscina interior e jacuzzi (que aproveitamos ao máximo), a dois minutos da praia e mesmo no centro de tudo.
Apesar de ser a minha última escolha e feita por Internet, acabou por correr bem.
Os miúdos fartaram-se de jogar à bola na praia (e no quarto, verdade seja dita), de jogar ténis (com raquetes que não duraram, nas suas mãos, mais de meia dúzia de horas) e de fazer jacuzzi.
Sei que o P. e o M. adoram a piscina grande, de se atirarem à bruta para o meu colo e de eu nadar com eles em seguida, mas fazer isto, à vez, com três crianças (sim, porque até o J. reclamava que queria ir dançar comigo para o meio da piscina), é “ligeiramente” cansativo.
E se a isso juntarmos o ar das restantes famílias que continuam a olhar para mim com um misto de comiseração e de incredulidade, percebe-se que eu prefira o jacuzzi. Ou a praia…
Seja como for, vale sempre muito a pena.
E até andamos de funicular (até ao sítio) e fomos a uma festa de Santo António, com bailarico a preceito.
Têm muita sorte os meus filhos.
Porque felizmente tenho capacidade financeira para os levar de fim de semana sempre que me apetece. Ou sempre que percebo que precisam de doses extras de atenção. De lhes proporcionar momentos inesquecíveis.
Sei bem que o dinheiro não compra tudo, claro que não. Mas ajuda…
E é bom criarmos memórias conjuntas BOAS.
Como aquele momento em que eu disse ao P. que íamos para a Nazaré e ele me disse meio choroso: - mas mamã, não quero ir ver o Jesus…
Ou aquele em que entramos numa igreja e o M., ao ver um confessionário me disse:
- Mamã, podemos ir ver aquele teatro de fantoches?
Ou ainda aquele em que lhes expliquei que íamos andar de funicular (e nao comboio, nem metro) e eles me responderam:
- nao conheço essa palavra, mamã!

São momentos irrepetíveis. Que um dia mais tarde vou poder partilhar com eles: Lembras-te quando disseste….??? Lembras-te quando fizemos …?
Não sei como me passava pela cabeça viver sem filhos.
A sério.
Como já aqui repeti, nunca fui muito maternal e sempre encarei de bom grado a ideia de não ter filhos. Mas agora que os tenho, não consigo perceber como os poderia não ter.
Não outros. Estes. Estes meus filhos.
Vocês vão provavelmente achar-me louca, mas ainda não desisti da ideia de ter outro filho.
Já que tenho três, porque não quatro?
Não necessariamente biológico, mt provavelmente não biológico, mas um quarto filho de coração, sim.
Claro que tenho de, antes disso, ter a certeza de muita coisa, nomeadamente estabilidade financeira suficiente para criar sozinha quatro crianças, mas continuo a querer crescer rodeada de beijos e de abraços e de muitos mimos. Quero ter a casa cheia com os meus filhos, os amigos deles, mais tarde as suas famílias…
Vejo o meu vizinho de lado, que deve ter 4 ou 5 filhos e que, muito embora tenha uma única filha solteira, tem sempre a casa cheia.
Isso encanta-me.
Sou louca, bem sei. Mas encanta-me viver rodeada de barulho. Prefiro viver a reclamar do ruído que não ter ninguém ao lado com quem reclamar…
Essa coisa do homem não ser uma ilha tem toda a razão de ser. Nenhum homem é uma ilha. E eu, que sou uma mulher, também não sou.
Gosto de pessoas. De falar (como decerto já perceberam!), de discutir, de argumentar, de trocar ideias, de dar opiniões, de rir, de viver.
E não faz sentido viver sozinho. NÃO FAZ!
Por isso, que venha uma quarta criança! Não agora. De todo. Daqui a uma boa meia dúzia de anos. E já agora, porque não uma quinta?
Se antigamente as famílias eram numerosas, porque não agora, que tantas mais possibilidades temos????
Louca, bem sei.
Louca.
(pode ser que isto passe…)

terça-feira, 9 de junho de 2009

caos lá fora, silencio cá dentro. E é assim que estou bem


Este sábado o P. acordou mais cedo.
E enquanto o M. e o J. dormiam, levei-o para o meu quarto e ficamos os dois, só os dois, a brincar. A conversar. E, depois dessa conversa, levei-o para a banheira e ele ali ficou. Sozinho, a brincar com os seus brinquedos, sem ter de partilhar bonecos nem espaço nem atenção com mais dois irmãos.
E o que eu mais senti, naqueles breves momentos, foi o silencio.
O silencio de uma criança que fala imenso e brinca e que, provavelmente será o mais barulhento dos três mas que, estando sozinho, mal se ouve.
Não porque não falasse ou não brincasse, mas porque os meus ouvidos já estão tão treinados para ouvir três que ouvir um só é silêncio puro e absoluto.
E pensei: Era tão mais fácil. É tão infinitamente mais fácil ter um só filho…
A minha vida seria tão diferente.
Não é justo pensar isto, eu sei.
Os meus filhos só são três porque eu os aceitei. A todos, sem tirar nem pôr.
Mas que era bem mais simples ter um só, era. Não há como negá-lo.
Deixei-o no banho, tranquilo, sem birras e fui acordar os meus outros dois bebés. Primeiro o M., depois o J. e coloquei-os também no banho.
E, de repente, o caos total.
Choro por reivindicação de espaço, espuma que vai para os olhos, um que molha o outro, chamadas para limpar ranhocas, mais choro por partilha de brinquedos, barulho porque não querem lavar a cabeça, o J. que se levanta e calca os irmãos, um verdadeiro caos total.
Mas, nesse caos total, nesse ruído completo e absoluto, senti, finalmente, o meu coração em silêncio.
Porque o meu coração só se silencia, só se tranquiliza quando os tenho aos três. Quando o caos deles se torna a minha paz.

Passeios pela Baixa do Porto

Quarta-feira passada fiz uma coisa que adoro e que já não fazia há um milhão de anos:
Passei a tarde na Baixa (do Porto, claro está)
Almocei na confeitaria do Bolhão (que saudades… há mais de 10 anos que não ia lá), calcorreei Santa Catarina vezes sem conta, comi crepe com gelado, fiz compras, deixei-me inebriar pelos cheiros, pelas montras, pelos prédios, pelas ruas, pelas memórias, pelos afectos, pelas pessoas.
Atravessei a baixa até aos Clérigos. Entrei numa ourivesaria daquelas bem antigas onde me brindaram com um: “Parabéns. Fez uma escolha de muito bom gosto”. Comprei fruta e legumes com sabor a fruta e legumes e lombos de bacalhau ao quilo.
Claro que me esqueci que depois tinha de descer os clérigos, subir 31 de Janeiro e atravessar Santa Catarina carregada de compras mas ainda assim soube bem.
Entrei em retrosarias e lojinhas de miudezas para comprar pijamas em conta para os meus filhos.
Visitei sapatarias que são alternativas às lojas dos centros comerciais. E vivi tudo com muita intensidade. Comprei brincos e anéis diferentes.
Amo o Porto de paixão.
E adoro passear na baixa, encanta-me tudo, mesmo TUDO.
Sou uma verdadeira mulher do Norte, carago!

sexta-feira, 5 de junho de 2009



Obrigada Pretty flower!

Gostei muito. Do teu selo e do teu blog!

Beijos com sabor a bom bom com recheio de morango

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Isto é a vida real. Ou também podia chamar-se: Bem feito! Ou ainda: sim, sim, desta vez é mesmo um recado para ti!


Ontem olhei para ti, a olhares para eles, a olhares para mim, para nós e percebi que percebeste o que tinhas perdido.

E, passados uns instantes, voltei a olhar para ti e vi que estavas cansado outra vez.
Que não percebes como é que eu aguento a lide de todos os dias. As birras, as manhas, os nãos, os choros, as ranhocas, os cocós, as sopas, os cheiros, mais birras, mais outros choros.
Percebi que duas ou três horas te extenuam.
Mas, mais uma vez, esta é a nossa vida real.
E eu aguento porque sim.
Porque os amo, porque eles são eu e eu não me posso mandar a mim embora. Também não os posso mandar a eles.
E, ainda que pudesse, não o quereria. Nunca o faria.
Esta é a nossa vida real. De todos os dias. Andamos descalços na relva a jogar à bola quando está calor, cantamos, abanámos os rabinhos em jeito de dança, contamos histórias, vamos para o lago, damos comida aos patos, corremos, molhamo-nos com a mangueira, partilhamos aventuras e sonhos, mas também vivemos o resto. As tais birras, más disposições, momentos de sono, de choros, de babas e de ranhocas. Momentos menos bons.
Faz parte!
Porque é a vida real.
E, estejas tu onde estiveres, na vida em que estiveres, vais ter de perceber que a vida real é esta.
Não há por onde fugir.
A diferença está nos olhos com que vês essa vida, no amor com que a encaras.
A diferença está na alma.
Porque real e cansativa vai ser sempre. Faz parte.
Terás uma vida melhor sem nós? Não, não terás.
Não serás nunca tão feliz como foste connosco. Como és connosco nos pequenos momentos em que estamos todos juntos.
Porque apesar do cansaço, das rotinas, da vida que nada mais é que real, está lá o tal pedaço de alma que faz toda a diferença. Que nos completa. Que nos aquece o coração.

Se lamento? Não. Não lamento que não vás ser feliz sem nós.
Muito pelo contrário. Se isso faz de mim uma má pessoa?
Provavelmente. Who cares?
Posso sê-lo.
Lamento por nós. Por mim e por eles que não temos culpa de não teres aguentado as rotinas do dia a dia. Os barulhos, a gritaria, as babas, as ranhocas, os cocós e os xi-xis fora da sanita…de não teres sabido esperar um bocadinho mais para esta fase passar sem te teres metido debaixo das saias (ou calças, sei lá), de outra mulher. Que até pode ser boa de cama. Admito. Mas não podes passar os dias e as noites na cama, certo?
É preciso bem mais que isso – digo eu!
É um testemunho cru, bem sei. Mas, ainda uma vez mais, é a vida real.
Porque foi isso que aconteceu e porque isso também faz parte da minha realidade.
Ainda assim, perdeste seguramente muito mais que nós. Porque eu continuo a acordar todos os dias com eles. A sentir-lhes as mãozinhas quentes no meu rosto todos os dias quando acordo. Continuo a ser eu. E tu… não. És, a maior parte das vezes, uma sombra da pessoa que eras. Acho mesmo que só estás bem quando nós (eu e tu) estamos bem. Quando esquecemos as diferenças e nos rimos. Conversámos. Estamos juntos.
Podes ir comer caracóis e pasteis de nata a Belém e passar o dia da criança com outra família que, ainda assim, essa nunca vai ser a tua família.
Casos são casos. Pessoas há que poderão ser felizes numa outra família, numa outra vida. Até conheço pessoas dessas. Não tu. Ambos sabemos que não. Porque é preciso amar essa outra família. Que tu não amas. Nem vais amar.
Pois… não há como negar que este é um recado para ti. Para te dizer que percebi que percebeste.
E que, agora sim, a partir de agora, vais perceber ainda melhor que a felicidade e sorte que tu (nós) tínhamos merecia mais que um xuto inconsciente no rabiote…
E no fim só me apetece dizer, como os miúdos dizem:
Bem feito! Na, na na na nana….

Nota: Vá lá, tenho direito a ser má, certo? Mas gosto na mesma de ti!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sobre muitas dúvidas e poucas certezas


Sábado estava a jantar com uma rapariga que não me conhece especialmente bem (apesar de a conhecer há muitos anos, acho que só falamos uma ou duas vezes) e a meio da conversa disse-me ela:
- Oh, S. és tão convicta, tão segura de tudo o que dizes!
E sou. O meu discurso sempre foi muito seguro. Tenho a particularidade de falar com muita assertividade, com muita convicção mesmo daquilo que não sei, que não conheço ou sobre o que tenho dúvidas.
Esse foi aliás, um dos motivos pelos quais sempre tive boas notas nas orais…
Seja como for, nem sempre a segurança das minhas palavras condiz com a segurança dos meus motivos, dos meus sentimentos, das minhas razões.
Nestes últimos tempos, então, tenho sido muitas e muitas vezes assolada por muitas e muitas dúvidas.
Sobre o certo e o errado, sobre o preto e o branco, sobre as nuances do cinzento, sobre perdões, sobre falhas humanas, sobre o melhor para mim e para os meus filhos, sobre opiniões, sobre estudos, sobre o valor do amor, da honestidade, da própria insegurança, da vida em geral, sei lá…
Sei que tenho dúvidas sobre quase tudo.
E não é fácil para mim, sempre seguríssima de todas as minhas atitudes, viver com tantas incertezas.
Primeiro porque é difícil em si mesmo e, depois, porque apesar dessas incertezas tenho de continuar a viver como se tivesse certezas.
E isso é, muitas vezes, cansativo.
Continuo com as minhas teorias do preto e do branco, mas parece que agora tenho uma lente desfocada que não me permite ver com a nitidez de sempre que aquelas cores são as minhas cores.
Continuo a decidir de acordo com essas cores, mas fica sempre um saborzinho amargo na boca, como se fosse sempre possível decidir de outro modo.
E por mim, tudo bem.
Sou perfeitamente capaz de viver com esse amarguinho de boca. Misturado com gelado, chocolate ou compota de morango, quase nem se sente… o problema são os meus filhos.
Não suporto ter dúvidas sobre o que é melhor para eles. Não suporto mesmo.
Porque tenho medo que as minhas más decisões influenciem o seu destino, a sua felicidade.
E se eu fizesse antes assim? E se eu tivesse agido antes daquela maneira? Será que este é o caminho certo? Será que assim vão sofrer menos?
(…)
Esta tarefa de ser Mãe (e pai) não está a ser muito fácil de gerir. Não é impossível, claro que não, mas implica tanto, tanto esforço mental…
É uma responsabilidade tão grande, um peso tão grande para os meus ombros tão pequeninos…
Às vezes, caramba, só queria descansar. Ter quem decidisse por mim. Mas acertadamente…
O que não é possível, já sei.
Ninguém conhece o futuro e como ninguém quer aos meus filhos mais e melhor que eu, acho que sou eu que estou mais bem habilitada a decidir…
Mas que isso é uma espada sempre por cima da minha cabeça, lá isso é.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rescaldo do dia mundial da criança

Ontem, ao final da tarde, ainda tivemos tempo para jogar à bola.
Uma das vantagens de ter jardim é precisamente essa: estamos sempre no parque!
E como eles tiveram, de presente de dia Mundial da Criança, os equipamentos do grande FCP, quiseram logo vesti-los e experimentá-los.
Ficam tão lindos!
O P. até se atira para o chão, de propósito, como um verdadeiro futebolista e fica à espera dos bombeiros…
Uma delícia!
E hoje, dia de passeio na escola (estão a ficar grandes os meus meninos mais velhos) quiseram ir de equipamento vestido e sem bata – para poderem mostrar aos amiguinhos a roupa nova.
Um presente delicioso e ternurento, mesmo pensado para eles.

Os avós paternos também nao se esqueceram e levaram uma prendinha. Obrigada!

Confesso que do que eu gostava mesmo era que o V. tivesse estado com eles. Que tivesse jogado à bola connosco.
Há dias em que nao consigo deixar de me sentir triste por ele nao estar aqui. Por estar a mais de 300 kms em dias que deviam ser especiais... paciência, eu sei.

Nao o posso condenar por estar a viver a vida dele. Nao condeno. Mas fico triste. Porque os filhos não têm culpa da inconsciencia, da infantilidade dos Pais. E porque queria, para eles, um mundo mais que perfeito.

Enfim. Enquanto eu estiver com eles, sei que eles vão estar bem.
Mas há dias em que a figura de pseudo heroína teima em querer desaparecer, sei lá....


Bola prá frente que atrás vem gente! hoje ainda vão ter mais um presente, que isto de ser dia mundial da criança é mesmo quando nós quisermos…E pode ser que ainda possamos passar na feira do livro... vamos ver.

E até eu tive presente de dia da criança!
Sim, porque na verdade, de crianças e de loucos (Era poeta, mas passa a ficar com esta adaptação) todos temos um pouco.

E uns (como eu) mais que outros....

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia Mundial da Criança


Hoje é o dia Mundial de Criança.

E eu, felizmente estou com os meus filhos.

E os meus filhos, felizmente, estão comigo.

Somos a vida uns dos outros. Estamos ligados, entrançados como cordas, apertados como nós de marinheiros.

É o dia Mundial da criança e passamos o fim de semana a festejá-lo.

E hoje vão ter presentes e muitos, muitos mimos.

Porque somos os elos de uma mesma cadeia.

São os meus principes, os meus anjos, os meus tesouros, o meu tudo.

amo-os tanto, tanto, tanto....

só quero protegê-los e sabê-los felizes.

Hoje em particular (apesar de sempre ser assim):
Meus queridos:

Tenho tanta sorte por vos ter. Por vocês fazerem parte de mim...

Nao alterava um milimetro que fosse do meu passado desde que vos tenho.

vocês são a minha história, o meus espelho, o meu equlibrio.


PARABÉNS a vocês, minhas crianças lindas que eu amo de verdadeira paixão!

Fim de semana CHEIO


Pois então, como eu antecipava, tivemos um fim de semana CHEIO!
Mas muito CHEIO MESMO!
Começando por Sexta-feira à noite, fomos uma vez mais ao Sr. de Matosinhos. Mas desta vez com amigos cá da empresa e só posso dizer-vos que éramos mais que as mães…
Só crianças eram nove, todas divertidas, excitadas e, agora que penso nisso, oito meninos e uma só menina…
Fomos de metro (o que, já em si é uma diversão para os miúdos), jantamos lá, tiveram direito a balões e a carróceis, divertimo-nos muito. Todos. E foi realmente bom.
No sábado de manhã, com um tempo espectacular, fomos para a praia.
Eu para a minha aula de surf e os meus bebés para a praia.
O M. não gostou nada da minha experiência radical. Esteve todo o tempo a chorar, a dizer que a mãe ia ao fundo, que ia morrer e que também queria ir com a mamã.
Essa parte não correu muito bem.
Porque a verdade é que, pelas circunstancias que todos vocês conhecem, os meus filhos estão muito apegados a mim.
Eu sou o norte deles, o seu porto seguro. E compreendo que na cabecinha deles possam pensar que se o Pai os deixou a mãe tb os pode deixar.
É lógico que passo a tempo a dizer-lhes que a mãe não vai a lado nenhum, que nunca, em caso algum, os vou deixar. Repito-lhes isto vezes sem conta, para ver se fica interiorizado, mas ainda passou pouco tempo…
E o M., extraordinariamente sensível como é, deve ter mais medo. De me perder, acho eu.
Fiquei com o coração tão triste…
Mas depois compensei-os com uma tarde inteirinha de atenção.
Fomos para Serralves de armas e bagagens fazer um pic-nic à moda antiga.
Jogaram à bola, tomaram banho nos lagos, comeram gelados, saltaram, correram, participaram num atelier de “pega-monstros”, estiveram felizes.
Não tirei fotografias porque estupidamente levei a máquina sem cartão (o que até nem é novidade), mas se tivesse tirado fotografias seriam de meninos deliciados, contentes, de bem com a vida. Como gosto de os ver.
Finalmente, no domingo de manhã fomos tomar o pequeno almoço á marina, que é um sitio que gostam muito, por causa dos barcos, e de tarde fomos ver o avô cantigas.
Essa parte foi um bocadinho cansativa, confesso…
Estava um sol infernal, o Avô cantigas era frequentemente interrompido por problemas de som, o M. quis fazer xi-xi a meio do espectáculo, tive de ir para uma fila de mais de meia hora para lhes arranjar 3 balões com o palhaço de serviço, e saí de lá estourada….
No final do dia fomos para nossa casa e meti-os a todos na piscina (daquelas de plástico…).

Foi cansativo, sim. Mas terminei o fim de semana com a sensação de missão completa.
Adoro vê-los felizes. Adoro senti-los bem.
E que venham outros como estes, em que estamos juntos e felizes.